<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725</id><updated>2011-11-27T15:47:20.704-08:00</updated><title type='text'>Luisses ou o Ulisses do cidão.</title><subtitle type='html'>A quem quer o impossível, justo é que até o possível se lhe negue.
                        sancho.
 Abaixo farei o impossível pelo possível.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-4821363677231632613</id><published>2007-01-16T09:40:00.000-08:00</published><updated>2007-01-16T09:42:59.464-08:00</updated><title type='text'>39.Elena é velha e Inês é morta.</title><content type='html'>Feia se levanta, não há mais comensais no Deck bar, exceto Luis e Feia e ela caminha para a mesa um, com a blusa numa labuta para que despoje os ombros, uma Lucíola ilustrada num livro do passado, caminha insistindo que o fumo vá para cima e para traz, pára diante da mesa um com a perna direita à frente da esquerda sustentada pelo pé em ponta de pé. Luis a olha de baixo para cima.&lt;br /&gt; Elena vidi, per cui tanto reo tempo si volse...e mais passa que volta pensa Luis. Milhares de anos. Milhares de historias. E sempre restaremos, nós outros, os mesmos com a gravidade da repetição, fazendo a tragédia não ser mais que a dupla ligação de oxigênio nalgum carbono do ácido.   Feia abaixa a mão, de cigarro entre dedos, afastando a do corpo, enquanto o cotovelo cola-lhe à cintura a outra mão afofa o cabelo, com um requebro mole que subiu das pernas até a cabeça e esta ficou tombada sobre seu ombro despojado,  disse:&lt;br /&gt;Hei você!&lt;br /&gt;Eu? Disse Luis surpreendido.&lt;br /&gt;Sim você que gosta de dançar.&lt;br /&gt;Gosto, mas não sei.&lt;br /&gt;Ninguém sabe, todo mundo imita todo mundo. Sim?&lt;br /&gt;Sim! Claro. Se não precisa saber é comigo mesmo. Mas, essa música não é para dançar.&lt;br /&gt;Deixe de ser tolo, música é para se ouvir, nós é que dançamos.&lt;br /&gt;É verdade, agora pensando bem acho que a música enquanto se dança é para não ficar se perdendo em diálogos inúteis. Estou pronto para o uso.&lt;br /&gt;Parece que você está... Chega de conversa, embora dançar! Vem!&lt;br /&gt;...Porém parece que há golpes de p de pé de pão...&lt;br /&gt;-Como é teu nome?&lt;br /&gt;- Inês!&lt;br /&gt;- Inês?&lt;br /&gt;- Sim. Inês! Porque do espanto?&lt;br /&gt;- Nada não!&lt;br /&gt;- Como não? Ficou até pálido!&lt;br /&gt;- Eu pálido?&lt;br /&gt;- Quem mais? Você mesmo!&lt;br /&gt;- Sabe o que é?&lt;br /&gt;- Quê?&lt;br /&gt;- Estou escrevendo um livro, e lá tem uma personagem que se diz Inês.&lt;br /&gt;- É mesmo! E como se chama o mocinho?&lt;br /&gt;- Luis. Igual a mim, Luis! Se meu malsim não tenha mudado de rumos e de nomes por não ter ele conseguido até aqui penetrar na minha alma no que me olha raso sem razão meu nem riso no liso desvão que rês desfaz.    &lt;br /&gt;...De parece poder...&lt;br /&gt;- Então ela sou eu e ele é você?&lt;br /&gt;- Acho que não!&lt;br /&gt;- Como não?&lt;br /&gt;- É uma história que inventei, e tampouco sou eu o Luis.&lt;br /&gt;- Eu também não sou Inês, na verdade adotei este nome, porque não gosto de Ariadne.&lt;br /&gt;- O meu é Luis mesmo.&lt;br /&gt;- Estou cansada de dançar, vamos embora Luis!&lt;br /&gt;- Para onde Inês?&lt;br /&gt;- Para casa oras bolas!&lt;br /&gt;- Então vamos.&lt;br /&gt;- Espere aí!  Esquecia minhas anotações, mas não as vejo sobre a mesa um.&lt;br /&gt;- Deixe isso para lá! Está na hora de começar outra.&lt;br /&gt;- E se eles copiarem?&lt;br /&gt;- Você não copiou?&lt;br /&gt;- Você está certa, para onde mesmo que vamos.&lt;br /&gt;- Dá cá o braço Luis e chega de lorota.&lt;br /&gt;- Como os de antigamente!&lt;br /&gt;- Isso! Meu lindo! Fintemos o malsim.&lt;br /&gt;...E era nem de nego não...&lt;br /&gt; - Quando chegar a ponte você me leva de cavalinho na cacunda Luis?&lt;br /&gt;- Sim Inês! Mas onde é sua casa?&lt;br /&gt;...E era n de nunca mais...&lt;br /&gt;- A minha e a sua J.J. é o Candinho, e deixe de onda que quero ver você virar os olhinhos, e morder a minha mão, meu lindo!&lt;br /&gt;- Sim Inês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt; Fim&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-4821363677231632613?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/4821363677231632613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=4821363677231632613&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/4821363677231632613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/4821363677231632613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2007/01/39elena-velha-e-ins-morta.html' title='39.Elena é velha e Inês é morta.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-484657105301115194</id><published>2007-01-16T09:39:00.000-08:00</published><updated>2007-01-16T09:40:45.706-08:00</updated><title type='text'>38. A farsa de Inês.</title><content type='html'>A farsa de Inês.&lt;br /&gt;O choro foi embora com os músicos do Choro Bandido, fazendo desaparecer seus fiéis, como desaparecem os gênios e as lâmpadas em filmes antigos numa explosão que gera uma nuvem de fumaça que vem do solo. Isabelle foi-se com o Ente, Ledório e Hermítio saíram como entraram envoltos em papel jornal agora um tanto úmido dado o merejar dos copos de cerveja e chope, Wirto desapareceu com uma loira, a bonita foi-se com a Negra dormirem para que uma o demônio acorde. De Mércia resta uma certa umidade no assento da cadeira. Edmilson saiu com a crônica pronta. O genro quase pediu em casamento. Seu Pavão ainda mais feliz. O serviço agora anda apressado juntado cadeiras e mesas dobráveis e dispondo a cada quatro cadeiras uma mesa. Luis ainda na mesa um anda as voltas com uma nuvem de soluções rondando e zumbindo aos ouvidos. Feia parece ter problemas com a conta e reconta o que falta. Fiado. Amanhã eu pago. Daí fiado só amanhã. Antoine não aceita, mas do gasto já feito leva o balão. Luis pagou e pediu o chope saidera, que resta inteiro, só o creme abaixou.&lt;br /&gt;Luis arranca a cabeça dentre as mãos, arranca as raízes dos cotovelos do tampo da mesa, traça as pernas e balança o pé da perna que está por cima. Pergunta-se onde estou? Feia acende um cigarro. O som ambiente toca. &lt;br /&gt;...Pipoca aqui, pipoca ali...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-484657105301115194?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/484657105301115194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=484657105301115194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/484657105301115194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/484657105301115194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2007/01/38-farsa-de-ins.html' title='38. A farsa de Inês.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-920541235118017572</id><published>2007-01-16T09:38:00.000-08:00</published><updated>2007-01-16T09:39:30.006-08:00</updated><title type='text'>37. O acepipe.</title><content type='html'>O acepipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A geada resistia aos primeiros raios de sol que pelas frestas dos pinheiros iluminavam as sombras de onde deveriam aparecer os fungos.  Cada um escolheu seu caminho. Eu a mote de norte tangenciei o curso de um arroio de águas cristalinas, que descia  rumo ao Segre, gelado e fumarento. Estaquei diante de um cogumelo. Admirado, pesquisado e por fim colhido. Com uma faca de cabo longo e lamina curta, cortei o talo acima dos esporos, regra a ser cumprida nessa micologia. Um passo a frente e toda uma família que muito reduziu o tamanho do primeiro. Mas, guardei o primeiro qual indez.&lt;br /&gt;Continuei subindo por uma escarpa que dava em um grotão, que dava para mais além e fui subindo nessa busca infinita do desconhecido e quando consegui chegar ao topo um algo mais ensolarado, dei de frente com um Amanita vermelho com pintinhas brancas. Pesquisei. Alucinógeno. Psilocibina. Dei uma mordida.  Achei-me sentado à beira do arroio e contávamos um ao outro o deslumbramento recíproco que sentíamos  sua dele transparência indiscutível seu barulhinho ao passar o pequeno estreito formado por grandes calhaus em seu pequeno leito onde pousa o meu retrato colado em suas gneisses de fundo e ele  o rio dizia de minha imobilidade, minha coisa nenhuma de alarme de nele se me ver refletir meu saber de que não sendo ele o mesmo e nem mesmo eu sendo no que me transformo sou ainda confiável sem me achar infértil por não ter peixinhos vermelhos a subir por mim meu não lhe tocar para me ter mesmo que o abuso de fulgor que lhe reflito que eu começo a pensar peixes feixes de luz e a ser eu rio eu peixes brilho o que vê e o visto sendo o sol refletido a fonte do calor que me queima e eu a banhar-me em mim beber-me...    &lt;br /&gt;Então você também se ausenta?&lt;br /&gt; A todo pulmão aqui.&lt;br /&gt; Recusas?&lt;br /&gt;Qual recusa?&lt;br /&gt;Que somos iguais. E que tampouco esteja inteiramente aqui, seguindo a tal de essência do ser.&lt;br /&gt;Vale! Tenho momentos de fuga à inglesa, e você não é assim?&lt;br /&gt;Sou. Mas penso que isso tudo faz o essencial. Sem projetar-me no futuro ainda que o pretenda e o projete.&lt;br /&gt;Eu não disse que fugia rumo ao futuro.&lt;br /&gt;Eu sei. É que parti do seu -fuga à inglesa- e acabei por complicar, o fato é que, se estou em você é porque eu quero estar em você.&lt;br /&gt;Aqui estamos nós!&lt;br /&gt;Desde Vasco da Gama!&lt;br /&gt;Desde antes!&lt;br /&gt;Andando em círculos!&lt;br /&gt;Desde o inverno da Alexandria!&lt;br /&gt;Se aqui estamos, pra onde iremos?&lt;br /&gt;Que diferença faz inventarmos um dialeto?&lt;br /&gt;Andar em volta de nós mesmos?&lt;br /&gt;Eu quero uma festa sem fim.&lt;br /&gt;Continuaremos aqui?&lt;br /&gt;Vamos na busca da virgindade do mundo!&lt;br /&gt;Sem sabedoria?&lt;br /&gt;Só curiosidade!&lt;br /&gt;Como?&lt;br /&gt;Os sábios estão velhos. E nós seus legados.&lt;br /&gt;Sim, mas, e o mínimo futuro?&lt;br /&gt;O futuro mínimo que vira o máximo?&lt;br /&gt;Nada se esgota em nós, ou fora de nós.&lt;br /&gt;Então que tal a surpresa que enriquece!&lt;br /&gt;Calle Luna.&lt;br /&gt;La rambla.&lt;br /&gt;Porta de Alcalá.&lt;br /&gt;O buraco negro.&lt;br /&gt;O sol.&lt;br /&gt;O centro.&lt;br /&gt;O cerne.&lt;br /&gt;O sal.&lt;br /&gt; Levanto-me e o frio corta minha carne embaixo de musgos e folhas grudadas a pele. Inês pousada sobre uma pedra a beira do arroio. Está nua sentada na pedra, um Buda assanhado que massageia os seios, agora torce a cabeleira e deixa explodir sobre eles. Tem os olhos cerrados, comanda meus movimentos, caminho para ela e sou sua presa dissimulada e ela serpente no deserto cingida, a cabeça saída deste rolo com a boca gretada na direção do sol, eu ratinho metediço corro esquivo em círculos concêntricos num  acostamento curioso, ela inerte, eu cativo aproximo-me, tanto mais perto, tanto mais hesitante, mais a fortuna é aguda mais cumprirei o meu fado. Vitorioso entro na boca aberta que se fecha, sua boca engulo até o nariz, mordo sua língua, deixo minha língua ser sorvida, os dentes se tocam, as salivas se baralham, distingo a dela na minha, adocicada, ela desce sua boca pelo meu queixo, lambe o colo, eu sinto os pelos da sua vulva tépida lanosa na minha coxa, a umidade espessa vai se disseminando pelo corpo, sua no meu pé, a boca no meu, engole-o, liberta-o, aboca a glande libertada nos lábios, passa a língua, sua foi-se do meu pé, brota sobre minha boca, minha língua mais viscidez. Venha. Diz Inês. E eu vou. Oh! Inês, minha.   Como Eco entro em sua gruta úmida, beijo a sua boca. Vibro harmonicamente como a corda de um arco. Tudo é umidade quente, um frêmito percorre-me, morde a minha boca. Mordo forte seu lábio puxando-o sinto um gosto de sangue então mordo mais violentamente e ela luta e com a palma da mão quer me rechaçar afastando meu focinho então cravo uma dentada e trincho o músculo de seu polegar masco sua carne, um copo se parte, uma espada entra na pedra, um véu é rasgado, relampagueia num mar tempestuoso, gozo. Desfaleço, tombo. Pleno. Durmo. Amo. A satisfação do desejo findo, ali onde já não existe o desejo, e por isso sou feliz. O amor pelo desejo que inventamos é uma sorte de parafernálias, o amor, a posse do desejado, passei a vida a ornamentar o desejo, pentear suas melenas, perfumar os seus odores, o que me impedia de voar sobre o abismo.  Inês sabe disso, minto com o eu te amo, mas todo o corpo desmente. Entro por uma horta de quiabos quibebe papa de abóbora grelo de aboboreira refogado com azeite de oliveira, alho e cebola. Vou acordar. Salva-me um  caruru, quiabo baba de quiabo, quiabo picado aos centos desde o dia anterior, picado miudinho, Caymi com prosa e cerveja  ou água nestes tempos de cuidar do hardware quase acordo. Nina-me um cosme-e-damião. Quiabo picado, cozido afins de livrá-lo de um tanto de baba, camarão seco batido no liquidificador, ou pilado ou macerado com as mãos, castanhas de caju, do Pará e outras que encontrar picados na mesma forma que fizestes com o camarão, no mais, salsa, cebola e alho tudo picado e misturado ao quiabo, dendê de polpa e apure tudo em fogo que queima e os suores vão me acordar vem me o arroz solto ou empapado do jeito que for. Antes de acordar me salva uma boa soneca. Uma quiabada pode seduzir, no que há de baba. Frango com quiabo. Quiabo frito e arroz de alho papado. Vou acordar. Salva-me um par de tomates inteiros recheados com tomilho por um orifício feito onde o tomate se liga a planta, cozinhados no meio do arroz e dois ovos com uma bela pitada de sal sobre cada gema, fritos naquela frigideira que só você usa e que fica escondida no forno debaixo do fogão pra dona Inês não arear até virar espelho. Sarrabulho, sangue de porco e arroz ruins como um tabefe. Vou acordar. Transijo. Folha de taioba picada, tampouco, tanajura, também não. Tatu, tatupeba, teiú, tacacá, tucupi, monte de tarecos, tartufo, não isso lembra corretores, vendedores de carro, tira-gostos tépidos em vitrines prisões de moscas, moço quanto custa essa mosquinha?  Mercado municipal. Pordeus! Vou acordar! Só pordeus não acordo!  Ver-o-peso. Ribeira! Vou acordar!  Vou acordar!.&lt;br /&gt;      Gasterea! Gasterea! Chamo e ela não responde. Lembra a tal história do rio que entramos não ser o mesmo do qual acordo. Desperto. Vaguei pelos Pirineus, esquecendo, amargurando, fugindo.&lt;br /&gt;Luis foi preso por canibalismo, cumpriu oito anos de pena. Sem nunca ter recebido uma visita de qualquer conhecido. Tudo que tinha era um livro ensebado lido e relido ao infinito até ser deportado para Campinas, onde foi acolhido no Candido Ferreira. Depois de uma visita da anistia internacional ao presídio de Lérida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-920541235118017572?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/920541235118017572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=920541235118017572&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/920541235118017572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/920541235118017572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2007/01/37-o-acepipe.html' title='37. O acepipe.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-6123983976321333348</id><published>2007-01-16T09:26:00.000-08:00</published><updated>2007-01-16T09:29:04.262-08:00</updated><title type='text'>36. Pão com tomate.</title><content type='html'>Num setembro mágico de suas andanças Luis conhece Inês , uma fábia catalã, em um Carrè Foc, na abertura do festival de teatro de Tarrega. Seguiam separados e próximos a todo flerte, em meio à corte que à frente era comandada pela levada do Els Comediants e seu batuque medieval. As luzes da pequena Tarrega estavam todas apagadas. A pouca iluminação ficava por conta de fogos de artifício estourados pela trupe, que era seguida de uma pequena multidão, que de quando em quando era surpreendida por fogos e bombinhas vindas de arapucas previamente conseguidas nas pequenas sacadas dos sobrados de ambos os lados das estreitas ruas, e todos que eram surpreendidos, e que não fossem, brincavam de  esquivar da armadilha.&lt;br /&gt;Numa dessas foi que Luis colidiu de frente com a rabeira de Inês. Ela sorriu, sorriu também Luis, do acaso daquela armação que funcionou. Braços dados fazendo uma ciranda cirandinha, os dois dançaram e cantaram  em uníssono a toda gente.&lt;br /&gt;        -Queremos água. Um brado tradicional desse carnaval catalão.&lt;br /&gt;Luis na verdade gostaria de  cantar-&lt;br /&gt;                        “É hoje que eu vou pra farra.   &lt;br /&gt;                  ...  Maestro manda aquela brasa...”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=830074066235223725#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;         Mas invés disso seguia o mundo ao seu redor:&lt;br /&gt;Volem aigua-&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=830074066235223725#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E os moradores munidos de baldes de água a apagar o fogo que não se apaga. As fagulhas caiam na cabeça, e o couro cabeludo às vezes detectava uma que outra. Esta mistura, fogo, água, cerveja, batuque e brilho nos olhos, deu em beijos, antes da primeira palavra. E assim foi até o amanhecer, de tantas noites.&lt;br /&gt;Luis e Inês nos dias que se seguiram, viveram grudados, e quando o mesmo os entediava, os malabaristas, as pernas de pau, os Antonin Artoud, os duplos ou os fóruns os salvavam.&lt;br /&gt;A alternância de dias, barracas, praças, teatro de rua e noites foram seus tempo e geografia, alimentados por uma complexa ostra. Fim da festa.&lt;br /&gt;Pensou ir pra Alemanha. Mas, ainda não era o momento de deixar Inês afinal, mal começara. Apaixonado e fraco ficou. E quando o outono já mostrava seus ministérios aconteceu a maravilha das delicias. E isto tem lugar a meia altura do Pirineo que do lado que estava era catalão. Foi convidado a se tornar um caçador de Rovelhão. Coisas de um povo micólogo. Pensou no acepipe do sonho, pensou no fóton do acaso, na convolução e deixou que se merecedor me ocorressem.&lt;br /&gt; Viajou com Inês aos Pirineus na direção de Balaguer. Não haveria nada de novo, a ser visto, depois de tantas ocupações anteriores à Durruti, lembrou que Durruti passara por ali numa curta primavera fascinante na sua luta em desamarrar-se do mastro, mas sempre haveria algo por ver com um olhar novo, e Durruti não olhava para o chão, buscava a amplidão da liberdade, Luis ao contrário indagava o que se abriga por debaixo das folhas a ver onde o levaria. Subiram circulando a montanha e Inês o guiava. Luis  por tudo via Durruti arrastando sua corrente de libertação. Por fim e por sorte chegaram numa clareira com espaços para estacionar. Aqui transcrevo seu relato.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=830074066235223725#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Marchinha carnavalesca. De autoria de SS.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=830074066235223725#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Em catalão: queremos água.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-6123983976321333348?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/6123983976321333348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=6123983976321333348&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/6123983976321333348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/6123983976321333348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2007/01/36-po-com-tomate.html' title='36. Pão com tomate.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-5900228834239548107</id><published>2007-01-09T08:18:00.000-08:00</published><updated>2007-01-09T08:22:32.625-08:00</updated><title type='text'>35. GASTÉREA.</title><content type='html'>O que se segue, trata-se mais de uma leitura, das ensebadas anotações que Luis carrega e de citações a seu respeito desde que tenta se desamarrar do mastro, que de fato o ato de escrever. Tal me seduz, e ainda que devesse continuar leitor atento volto à: seduz virgula e quanto mais eu leio o Luis que se escreve mais vejo sua parecença com os outros  Luisses, escrevo vencido por tal sedução, se não pude apreciar e nem soube me apropriar, ainda que certas leituras nos impregnem mesmo sem havê-las de fato feito, escrevo quando devia ler e Luis que escrevo é assim impregnado do que não se leu, que é o que ficou de fora dos livros escritos, lidos ou não, uma colcha de retalhos feita dos buracos dos lençóis, donde se ignora a clareza do sim e do não, fazendo-se descontente e cheio de  cobiça, caro Leitor! Isso é Nietzsche, mas não pense, num Nietzsche lido, sim numa impregnação. o que a um amarra a outro liberta e que quando a porta se abre a prisão é o mundo. E sendo isso irremediável... Segue-se então a história de Luis e suas andanças pelo velho continente, lida por mim, dos seus manuscritos enquanto ele se embriaga de chope. Escrevo.&lt;br /&gt;Luis formou-se em química pela Unicamp fazendo os gostos de José Itaca em memória de Dona Inês falecida do não-parto e do amor de seu marido pelo menino a prescindir do seu. Resumindo Luis tem todos os órgãos aparentes no seu devido lugar, exceto duas coisas, o desvio de septo e a outra trata-se do que todos escondemos ainda que externo, e Luis diz que pelo tamanho tem um pé na cozinha.&lt;br /&gt; Luis. Espere mais um pouco compreensivo leitor. Sabe? Durante estas tantas páginas pensei em fugir do que vem pela frente, para seguir o meu próprio caminho, colocar poesias na sua boca ou abandona-lo como Luis julga que já o tenha feito, mas tenho que salvar Luis da mesa um, antes que esteja tão embriagado, que acabe por ali mesmo ficar, ainda que não mais prescinda dele como personagem. Luis acreditava que química e culinária era o entrelaçamento do mesmo. Sempre se pensou químico-cozinheiro. Cozinheiro intuitivo e químico desleixado o bastante para não impedir o acaso como forma de atingir o impossível.    Aterrou numa manhã primaveril friorenta de abril em Barcelona com o bucho cheio de vinho chileno, bebidos nas asas da Lan Chile, sem remorsos quanto ao pai adotivo abandonado.&lt;br /&gt;    Luis foi procurar o que chamava o acepipe perfeito. Para tanto criou  sua primeira lei,na verdade a exceção da lei. Assim explicitada: Não há fórmula inicial, arestas ou molduras, talvez e senão que nada senão o acaso, como um fóton vindo do cosmo que atinja o cérebro no ponto criador, ou uma convolução construtiva que não dependa de meios externos.&lt;br /&gt; E a nada  Luis se furtou na sua caça de subsídios, pois para que a convolução ou o fóton que atingiu a cérebro de Einstein agisse caindo no dele Luis, haveria de ter um ótimo substrato, e assim será a fortuna.      &lt;br /&gt;Apaixonei-se definitivamente pela idéia gastro-foto-químico e/ou intuição-convolutiva de procurar o Acepipe. Cometer um acepipe dos sonhos à deusa Gastérea. Então pensava: para tal empresa não sou ainda possuidor do substrato ótimo. Vou ao encalço de Gastérea, ela há de me ajudar posto que é do seu interesse. Onde encontrar Gastérea?&lt;br /&gt;Ela pode estar em qualquer lugar, na alquimia, e a alquimia nas catedrais e as catedrais em toda parte. Luis estará atento a tudo. Sabe que poucos ou nenhuns a viram, talvez Savarin a tenha visto, mas há muito não está em Paris, os deuses não perdoam.  Porque perdoar é temer o pecador, antes de nada os deuses não temem.&lt;br /&gt;Gastérea, deusa da alquimia e da gastronomia, o que acaba por ser o mesmo, deu as caras, Luis crê com um tanto de fidúcia, no churrasco de quartos dianteiros de cabrito e lombo de porco, que Aquiles cometeu para e com os amigos de Ulisses. E crê com alguma certeza, quando o mesmo Aquiles transmutado em porca, caçoada favorita do belo deus, incitou o campônio piemontês a comer do tubérculo esbranquiçado, qual os olhos do fazedor, que ela porca chafurdara.&lt;br /&gt;     Que Gastérea tenha sido vista uma outra vez nalgum bosque sueco, Luis não tem pia fé no contado, pois tudo fora lhe dito pela memória. Foi vista ainda baralhada a sombras e a forrações de folhas outonais, em cobre e marrom, que faziam uma abóbada invertida, suportada por um arvoredo que anda em busca de seu alicerce no céu de Berlin a alguns metros da porta de Brademburg.&lt;br /&gt;    Depois disso a última notícia que Luis tem da deusa é anterior a quaisquer aparições, está ligada ao mistério das catedrais.  Um alquimista a teria visto. E lá foi Luis a buscar o desconhecido. E o que consegue, são tais catedrais com seus arcos rampantes sem contrafortes, seus arcos ogivais com intenções verticalistas, e aprende que, o que tem acima tem foços de profundidade idêntica abaixo, tudo no limite da estabilidade, suas plantas planas na forma de cruz latina, sendo um agente didascálico, representa o ser humano, onde o transepto corresponde aos equinócios e os solstícios e o eixo vertical correspondendo aos pólos em relação ao plano do equador. As absides orientadas, sempre ao leste, na direção do sol nascente, os portais sempre ao norte onde aparentemente tudo será escuridão. Guarda ainda na memória portais povoados com símbolos iniciáticos. Recorda de portas a leste onde sói encontrar-se baixos relevos com cenas do juízo universal. Ali sempre ao sul a grande rosácea é vista, deixando-se varar de luz, seu esplendor é um culto a Afrodite.  Luis  enlouquece com as esculturas. Se pega as voltas com o número quatro. Os evangelistas são quatro. Leão, águia, boi e o anjo. Outro quatro. As quatro estações, quatro pontos cardeais, outros povos acrescem o zênite e seu oposto, quatro fases lunares. Deus fez a lua antes do sol e a luz antes dos astros. A maçã. Tudo isso faz uma verdadeira enciclopédia com sua linguagem das pedras, escondendo o inconsciente coletivo da humanidade.&lt;br /&gt;E como nenhuma ciência se dá por caridade, esta tampouco tem se dado a Luis, tampouco Gastérea ou o acepipe.&lt;br /&gt;O que talvez tais catedrais fazem é eclipsar mais que alumiar, com interpretações tais que  um barril vira um forno. E um forno levará à alquimia por transformação termodinâmica. Mas se assim se vê barril, terás um cozimento ou uma fermentação que é um cozimento sem fogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-5900228834239548107?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/5900228834239548107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=5900228834239548107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/5900228834239548107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/5900228834239548107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2007/01/35-gastrea.html' title='35. GASTÉREA.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-535163530450871303</id><published>2006-12-27T08:17:00.000-08:00</published><updated>2006-12-27T08:18:41.569-08:00</updated><title type='text'>34.   RESSURECTO.</title><content type='html'>Ouça o barulho da pia de Luis, que tem os cotovelos enterrados no tampo da mesa e a cabeça pesada pousada entre as mãos enchendo-as como se fora um cálice transbordante dela mesma. Um vai-e-vem. Assunto. Solução. Nuvem de moscardos. A lama cor de chocolate embaixo das unhas. Palito de dentes manicuram. Cabelos alisados por uma emplasta de lama. Peruca loira, dois tons acima do da sobrancelha. A barba crescida um quarto de milímetro,  faz lembrar barba de defunto fresco. E a barba sempre cresce. E o morto sempre ressuscita.&lt;br /&gt;  Hug! Soluça.  Renda. Hugenotes, e notes isso não  é bluenotes.        Meninas-da-Treze-de-Maio, libertem-se do malcheiroso                                        desodorante barato. Mercaptana dentro de bombinha com desenho futurista vencido.&lt;br /&gt;Alguém (um Glauber, não unglauber, sim glaubst)  subido no pára-choque de uma Kombi com um megafone à boca, grita mais alto que este: Estética! Tudo pela estética. Não erraremos nunca. Estética essa é a palavra de ordem.&lt;br /&gt;                                            Melhores condicionadores. Melhores  panos melhores. Cortes                           melhores cosimentos.&lt;br /&gt; Pardelhas! Grita  O Glauber.&lt;br /&gt;   atenuar  diminuir adelgaçar exacerbar assanhar embravear excitar-se  acalmar-se sossegar serenar amainar diminuir atenuar sempre o                                 roer da conservação das criaturas            passadios,  indumentos,  bebes, bálsamos, bolus de cachaça,                                                       Pingário!&lt;br /&gt;Hahaha! Salário de pinga, pinga salário                                             pingário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Acalme-se rapaz! Diz de si pra consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Coletivos são  plenitudes  individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;TESES.&lt;br /&gt;Um estado de interesse.&lt;br /&gt;Não um estado de direito. Nem um interesse de estado, tampouco o direito do estado.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;    Vamos ao que interessa.        Deixe-me em paz Napoleão! Grita Glauber&lt;br /&gt; mercado? Alguma alma furtada.                                      Vida? Dissolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   - Às últimas conseqüências. Acredita Luis. Livre arbítrio? Um Glauber.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;     Partidos, só tidos por par.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estética. Não a              regressão à publicidade  risível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geopolítica. Se um viajante numa noite de luar viu o sul virado para o norte, quem diria que o sul é para baixo?&lt;br /&gt;Mercartor...&lt;br /&gt;Deus?&lt;br /&gt;Que não o transformem em biscoito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus do céu!&lt;br /&gt;Eu é que não existo, assim sendo não sei o quê sou. Não sou um quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sincronia.&lt;br /&gt;Não-destruir para subsistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Preguiça consumada.&lt;br /&gt;Preguiça culposa, ócio                                  laborioso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pequenas não-soluções para o dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Caixa de supermercado para  quem têm um cartão de crédito com crédito e não esquece a senha.&lt;br /&gt;      Caixa de supermercado para quem têm um cartão de crédito que talvez tenha crédito e um outro para quem costuma  esquecer a senha. &lt;br /&gt;      Caixa de supermercado para quem tem mais de um cartão de crédito-verifique-qual-deles-tem-crédito-disponivel. Senhas anotadas nos cartões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canícula. Chove pra cachorro.&lt;br /&gt;Dia de cão. Faz calor de engrossar pescoço.&lt;br /&gt;Proibido. Conduzir pela direita. Exceto nas ultrapassagens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-535163530450871303?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/535163530450871303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=535163530450871303&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/535163530450871303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/535163530450871303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/34-ressurecto.html' title='34.   RESSURECTO.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-7320450729380524675</id><published>2006-12-27T08:16:00.000-08:00</published><updated>2006-12-27T08:17:24.417-08:00</updated><title type='text'>33. Juízo.</title><content type='html'>Laura estava dentro do cristal de um vitral, melhor dito, estava dentro da própria luz que o varava. A luz a forçava a baixar a cabeça à fugir os olhos da luz. Também assim a luz a cegava. Então cerrava os olhos. Ainda assim a luz a cegava. Quer responder a uma pergunta que não foi feita. Tartamudeia ao responder: sim sou o que sou. Agora a luz parece mais leitosa menos aguda e tépida. como se estivesse dentro de um copo-de-leite cheio de leite que permitisse a ela levantar a cabeça e abrir os olhos, mas ela nada vê senão que o leitoso branco dentro dos olhos sendo os próprios olhos lácteos. Não ouve perguntas ela não pensa em respostas, nem o pensamento existe, apenas o leite por toda parte, parece não lembrar de nenhuma pergunta mas ela responde lentamente: sim, também. Os séculos passam entre uma não-pergunta e outra. A luz se apaga lentamente.  O branco abruma demoradamente. Imêmore. Completamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-7320450729380524675?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/7320450729380524675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=7320450729380524675&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/7320450729380524675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/7320450729380524675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/33-juzo.html' title='33. Juízo.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-7334561537755788313</id><published>2006-12-27T08:15:00.000-08:00</published><updated>2006-12-27T08:16:27.966-08:00</updated><title type='text'>32.VAZANTE</title><content type='html'>Luis está bêbado, quer mudar de assunto. Feia insiste em fingir não vê-lo, Mércia se esforça em mostrar mais do que por sabedoria se quer ver.  A musa Isabelissima está com o Ente. Hermítio lê. Ledório lê. Sr. Pavão está feliz, as suas meninas felizes, seu futuro genro presentemente feliz. Seu Ademar e Aluno  estão felizes com as lágrimas derramadas e as cachaças bebidas aumentadoras de toda sensibilidade. Edmilson e sua mulher e os acompanhantes todos felizes, quase tem a crônica, pronta. Mércia e Belmigo? Nem tanto. Ele está zeloso de pernas cruzantes descruzadoras. O Ente beija Isabellle. Todos os outros falam sobre a enchente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-7334561537755788313?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/7334561537755788313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=7334561537755788313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/7334561537755788313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/7334561537755788313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/32vazante.html' title='32.VAZANTE'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-420367199945891015</id><published>2006-12-27T08:12:00.000-08:00</published><updated>2006-12-27T08:15:18.440-08:00</updated><title type='text'>31.Reintroibo.</title><content type='html'>De volta ao lar. Luis sem planos. Luis sem Laura. Luis.&lt;br /&gt;- Já que não podemos sair daqui então...&lt;br /&gt;- Então o quê? Falou Zénão.&lt;br /&gt;- O chope falecido? Pergunta Luis.&lt;br /&gt;- Faltoso!&lt;br /&gt;- Ausente!&lt;br /&gt;- Alheio!&lt;br /&gt;- Distraído!&lt;br /&gt;- Desatento! Fala Zénão fechando o pinga-fogo.&lt;br /&gt;- Belmiroooô! Gritou Luis, já que o atraso é de lei.&lt;br /&gt;- Que foi comeu sal, não dá pra esperar? Fala Belmiro mais perto que se esperava, quase intrometido.&lt;br /&gt;- Sal não, ostra e bacalhau! Luis.&lt;br /&gt;- E a que esconde a beleza? Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;- Conto-te já, ela a figura sem tristezas aparentes quis saber quem eu era! Disse Luis. Sério.&lt;br /&gt;- E você? Que disse?&lt;br /&gt;- Deveria haver dito que era um caracol que carrega a casa, a origem, mas disse que não sabia, e que tenho medo de saber, e saber que não tenha afinal tanto controle do que sou ou penso que sou e que são décadas de uma edificação sem fim. Agora que fui lá novamente pareceu-me zangadamente acessível. Mas meu cheiro estava lhe incomodando!&lt;br /&gt;Luis ainda crê que mulheres não têm metafísica. Têm sabedoria e sabedoria é uma raiz que afunda na terra em busca de folhas, flores e frutos, cada qual no seu tempo. Luis quer florescer no inverno, no outono e acaba por ficar meio encruado na primavera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-420367199945891015?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/420367199945891015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=420367199945891015&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/420367199945891015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/420367199945891015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/reintroibo.html' title='31.Reintroibo.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-2766292091202994378</id><published>2006-12-22T05:37:00.000-08:00</published><updated>2006-12-22T05:38:22.508-08:00</updated><title type='text'>FELIZ NATAL E PROSPERO ANO NOVO.</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-2766292091202994378?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/2766292091202994378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=2766292091202994378&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/2766292091202994378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/2766292091202994378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/feliz-natal-e-prospero-ano-novo.html' title='FELIZ NATAL E PROSPERO ANO NOVO.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-4485792722794231492</id><published>2006-12-19T05:08:00.000-08:00</published><updated>2006-12-19T05:09:34.529-08:00</updated><title type='text'>30.Beocismos.</title><content type='html'>- Então a vida é romântica?&lt;br /&gt;- Sim e nos apavora qualquer coisa que quer se afastar do romântico.&lt;br /&gt;- E o quê se desgarra?&lt;br /&gt;- Coisas aparentemente beócias como a criogenia, a clonagem, o homem no espaço sideral. Imagina você um homem que se nos apareça e diga: sou o primeiro humano imortal, vocês serão os últimos mortais, a ciência ou a casualidade nada poderá fazer a vocês senão que aumentar-lhes uns aninhos na velhice. Mas vejam, vocês  e todos seus ancestrais, foram geradores desta possibilidade, não se aflijam, pois vejam, nada foi em vão.&lt;br /&gt;-É! Causaria pavor, já pensou ser você o ultimo homem mortal que viu o homem imortal?&lt;br /&gt;Tudo dito Luis olhava Feia como se pelos olhos dele a imagem de Laura saísse em raios luminosos e refletidos nos espelhos das gelosias em ângulo remontassem e sobrepunha Feia onde braço esquerdo caía ao longo do corpo com uma leve inclinação do torso que assim descarregava seu peso sobre o cotovelo direito, abstraída, abandonada, o olhar parado antes de sair do corpo, sem vida.  &lt;br /&gt; - Não! Grita Luis, não é razoável deixar que morra e ter que ficar com a minha própria fechada boca. Não morra. Não quero que você morra. Eu te quero assim como é. Nunca morrerá.&lt;br /&gt;         Enquanto seu Ivan, um pato quando um pato sai da água, que chegara entrementes Luis dançava perguntava-se, que diabo de errado tem as geladeiras, afinal as geladeiras gelam o chope. Seu Ivan foi representante da Brastemp e sempre se vexa quando, usam a frase mercadológica da empresa em relação às mulheres que conquista.&lt;br /&gt;        - Te apresento meu amigo seu Ivan. Belmiro brincante.&lt;br /&gt;        - D’ond’é que ele veio? Pergunta Antoine.&lt;br /&gt;        - De Tupã!&lt;br /&gt;                - Qu’é que ele merece?&lt;br /&gt;                - A peba gorda do irmão da anã.&lt;br /&gt;                - ÃÃÃ seus gracinhas! Grunhe Seu Ivan.&lt;br /&gt;                - Que tem o seu Ivan? Está triste! Pergunta Luis a Zénão.&lt;br /&gt;Desempregado, quando até rufiões trabalham! Diz Zénão.&lt;br /&gt;De onde você tirou isso? Pergunta Luis cheio de inveja.&lt;br /&gt;Eu sou o teu Sancho meu velho!&lt;br /&gt;     Depois do valioso acréscimo de qualidade de vida geladeiras causadoras Seo Ivan  defendeu cartões tíquetes restauradores modernizadores na redistribuição de migalhas e orelhas e pés de porco.&lt;br /&gt;                - Se coubesse no bolso dele, carregava a empresa ao bar, e a malvada chuta-lhe o rabo.  Disse Luis.&lt;br /&gt;                - Vai tomar um esguicho de água limpa, Luis você está fedorento. Disse Zénão.&lt;br /&gt;- Cheiro ao dia da criação! Disse Luis e adicionou - às vezes para que alguém viva alguém tem que ir pro inferno. E como um pároco pedante somou: e quia nulla est retemptio.&lt;br /&gt;- Essa dependência é que é, romântica, meu caro! Diz Zénão.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;     O Atibaia segue estufado, grávido de gêmeas gotas grandes, passando a um palmo do chão do Deck. Luis pega da mangueira e se desenlameia no estacionamento, sob o olhar insatisfeito de Wirto.&lt;br /&gt;       - Onde está sua calça?&lt;br /&gt;        - Na casinha.&lt;br /&gt;       - Não volta pro bar assim não. Wirto tomando rédeas.&lt;br /&gt;        Luis banhou-se mal-e-porcamente e vestiu-se molhado, o calor do corpo secará tudo como secou a figueira. E foi em direção a mesa 21.&lt;br /&gt;        - Feia, soltando uma baforada, pressentindo um assédio mais pegajoso, rompe com um: Você está me incomodando. Até no cheiro, completou, como uma mãe falsamente zangada.&lt;br /&gt;Sossegada! É que você só participou do segundo ato da criação, e já não havia barro. Fique tranqüila, que logo logo deus criará o perfume francês.&lt;br /&gt;      - Pensei que os santos ocos fossem feito de madeira. &lt;br /&gt;      - Perdoa. Foi mal. Escarnecendo. Retirando-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-4485792722794231492?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/4485792722794231492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=4485792722794231492&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/4485792722794231492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/4485792722794231492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/30beocismos.html' title='30.Beocismos.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-5728672488723465490</id><published>2006-12-13T11:36:00.000-08:00</published><updated>2006-12-13T11:39:14.575-08:00</updated><title type='text'>29.  O Sátiro.</title><content type='html'>Luis só em cuecas e sapatos chega correndo salta o defluente, gira em estrela como uma roda de carroça, para e salta com o corpo vergado sobre uma perna, cabeça para o céu, braços jogados, uma perna dobrada, mergulha na lama fétida emerge apoiado nas pontas dos pés e mãos olhos esbugalhados e orelhas pontiagudas balança o corpo como que transando com a lama, corre salta escala o banco de jardim, o povaréu surdo. Corre do banco para o coreto saltando arbustos olhando para o lado e para trás, segurando com uma das mãos às ramas da primavera do coreto pendulava, num trapézio improvisado hora sobre o já Atibaia hora sobre o chão submerso do coreto. Parou. Mergulhou do coreto para a ilhota, a meio caminho enterra as mãos na lama gira o corpo sobre a cabeça os pés voando até voltar ao chão, a besta-fera marrava, correu até a ilhota, uma perna em cada haste, salta o banco e em disparada salta o defluente, a multidão vai do atarantamento a uma algazarra jubilosa. Luis volta mutante, vivificado, braços caídos. Infantis. Exala suspiro fundo de quem lavou com lama a alma, enquanto caminha pelo estacionamento, chutando lama com pernas esticadas, espirrando água como um motor na proa. &lt;br /&gt;       - Que deu em você Luis? Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;       - A lama, é a alma! Diz Luis enlameado.&lt;br /&gt;                - Você..., não sabia desta vocação para o estrambótico. Fala Zénão.&lt;br /&gt;       - O que há de estrambótico em dançar, no mais também gosto da ação e que se assim permanecesse, logo ele me pintaria como uma montanha graxiforme com uma cabeça enterrada entre as mãos em meio um enxame de mutucas. No mais Zénão, estamos ilhados, é o dilúvio.&lt;br /&gt;       - É meu velho. Fala Zénão.  Juntou a ubiqüidade de Deus em sua forma água e a humana no dia de hoje. Zénão brilhando.&lt;br /&gt;       - Um não existe sem o outro e noutro eu não creio. Fala Luis zeloso.&lt;br /&gt;       - Hahaha em que ordem?&lt;br /&gt;       - Vice-versa.&lt;br /&gt;       - E ai Belmiro?&lt;br /&gt;Belmiro em seu calção cruzara todo o estacionamento da galeria, em águas até o joelho. Voltava com os poderes das noticias novas qual revistas semanais em consultórios sem virar sabedoria. Cheirando a inundação e inundação cheirava a muita merda, humana, bovina, suína e enfim latrinas mamíferas e ovovivíparas.  Mercaptan. Mas isso é o de somenos importância.&lt;br /&gt;Diria a Luis o que aconteceu com Laura? Belmiro aconselhou-se com Wirto, todos sabem da veneração. É melhor ter certeza. Sentenciou Wirto. E Belmiro prosseguiu com o noticioso censurado.&lt;br /&gt;- E ai o policia pegou a dona Ísola no colo enquanto o bêbado escapou da corda e foi pela correnteza, mas antes a correnteza puxou a calça do cara até o pé, ele tava sem cueca e a correnteza levou o cara até a pastelaria. Depois veio um banco lá do bar do Zé do Cleto o cara pegou o banco e sentou e cruzou as pernas. Depois esse louco ai dançou no meio da lama. Disse Belmiro de carreirinha.&lt;br /&gt;       - O lamaçal da felicidade comporta tudo que existe, quero dizer, queria que fosse infinito, e essa é a minha busca. Luis fazendo apologia da sua lambança.&lt;br /&gt;- Até a morte. Disse Belmiro.&lt;br /&gt;- Sim! E se não for isso aqui a festa prometida? Quanto tempo se perdeu na ante-sala.&lt;br /&gt;- Inexorável. Diz Zénão.&lt;br /&gt;- Salvadora.&lt;br /&gt;- Como? Salvadora!&lt;br /&gt;- Vivemos assim, tão sem desejos e paixões, com menos que a morte permite, e o que por fim fazemos é atabalhoada e romanticamente perseguir sua abolição.&lt;br /&gt;- Que você quer dizer com romântico? Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;- Tudo que culmina com ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-5728672488723465490?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/5728672488723465490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=5728672488723465490&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/5728672488723465490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/5728672488723465490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/29-o-stiro.html' title='29.  O Sátiro.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-3787024602187694523</id><published>2006-12-12T05:15:00.000-08:00</published><updated>2006-12-12T05:17:48.443-08:00</updated><title type='text'>28.  Rio enchido.</title><content type='html'>- E ai Belmiro? Pergunta Zénão com ouvidos moucos ao prantear, no que Belmiro se lança na narrativa do visto na rua Maneco Rosa.&lt;br /&gt;- As águas do ribeirão das Cabras estão quase na altura da ponte e numa velocidade de dar medo. Noticía Belmiro.&lt;br /&gt;- Então é isso! Luis intrometido. Interrompe. Define. Essa água do ribeirão das Cabras é causadora desta exabundância do pacato Atibaia.&lt;br /&gt;- Como Luis? Um riozinho entanca o Atibaia? Ignoram.&lt;br /&gt;- Como? Já não cogitando o que não se cogita. Mas...Explico diz Luis.&lt;br /&gt;- Então explique J.J. Belmiro fazendo graça. E sem explicar nada Luis levanta-se e vai a casinha.&lt;br /&gt;E sabe o que aconteceu querido leitor? O ribeirão foi-se enchendo, ora lentamente, ora de borbotões turbilhonados, e o povo ia avançando por locais já não permitidos pelos bombeiros, chefes de ocasião, PMs, defesa civil ou puramente sensatos que todos por fim são. Alguém gritou que acabara de passar uma cadeira arrastada por um vagalhão que arrasou o bar do Zé do Cleto, e os objetos foram se nomeando e enumerando, de todos os tipos e razões de uso e desuso e por fim todos acabariam e acabaram por ter no leito do ribeirão sua campa ou boiando como as tábuas do cantor, quando ali todos achassem, e achavam, pensassem e pensavam, cogitassem e cogitavam, veio uma pororoca pelo ribeirão que os que viram a onda davam-lhe dois metros, metrimeio e que os que não viram foram por ai aumentando-a na nostalgia de não a terem visto, proporcionalmente à distância que estavam do fato.&lt;br /&gt;Fato é que depois desta onda a pontinha ficou coberta pelas águas esguichando enfurecida como um gêiser e a ruazinha que nela dava, tornou-se um sonegador de águas com força de corredeiras, e uma parte desta água toda seguia com força em direção da ponte pênsil que cobre o Atibaia e que por ali um dia passaram as tropas constitucionalistas que vinham desilhar dos mineiros os sousenses de antão e agora e dela as águas caiam numa cortina escura sobre o estancado Atibaia que parou por ali e foi se enchendo, pois sabia de memória o seu caminho natural de descer sempre descer, mas desta vez encontrara o sanhudo ribeirão, hoje um pedreiro desconstrutor.&lt;br /&gt;A devaricada batia na parede da casa em frente formando um imenso rebojo e ia com velocidade até a pastelaria onde equânime democrática formava um mangue e a calmaria do plenilúnio, com sua maré foi ilhando casas, pessoas, umas sós outras em cardumes. A velhinha da casa verde saíra de sua casa e tinha sua própria ilhazinha com quatro hastes de coqueiro em meio à turgidez da sizígia e tudo defronte a pizzaria Fidúcia. Ela estava infeliz e fazia sinais, e gritava um grito inaudível dado o som de cachoeira do defluente do ribeirão. Mas não dava para resgatá-la, a rua rio defluente arrastaria quem quer que fosse. Surgiu uma corda, e um policial que por hora não podia capturar essas águas fugidias há muito presas e escravizadas em represas e açudes particulares a melhorar paisagismos de condomínios lá pros lado e para além destes lados de Joaquim Egidio. Amarrou a corda no poste e jogou a outra ponta da corda para o pizzaiolo, também ele ilhado, que a amarrou no pilar da varanda da casa que por agora não tinha mais o endereço Maneco Rosa 21 com todessa água tinha condições geográficas de ilha, a ilha da casa avarandada.&lt;br /&gt;Corda tencionada o policial meteu-se com técnica a atravessar o defluente, colocando-se à corda de tal forma que a correnteza do defluente não lhe puxasse e sim lhe empurrasse contra a corda tencionada. Cruzou a correnteza, sob aplausos da angustiada multidão e agora em águas calmas do pequeno mangue que ficava em frente da igrejinha de São Sebastião. Movia-se perscrutando o chão invisível lentamente arrastando os pés no submergido e desconhecido fundo que de memória também sabemos ali havia um banco de praça um hidrante uma roseira? Não!&lt;br /&gt;Roseira não havia! Podia haver se houvesse vindo lá de onde toda essa água havia fugido com as marcas de quem começa fugir no começo da tarde e segue varando cercas rasgando roupas e peles rolando pelo chão quais escravos de uma outra época, pois os desta época não se sabem como tais com seus tíquetes qual feijoada e seus casebres senzalados, sempre a beira-rio, agora com o acréscimo de vantagem, inundáveis de lama fertilizadora.&lt;br /&gt;A filha da senhora da ilha dos três coqueiros chegara de Campinas em prantos de quem perdera a casa, o cachorro, a mãe. - Perdi tudo! Tudo que tinha.- Tudo dito em prantos. Nascida e vivida para a tragédia aguada, rasteira e estúpida, que na televisão se lhe fez parecer assim ser, e agora a telespectadora à imagem e semelhança da sua atriz favorita. Tem medo. E há uma quase alegria trágica desta não divulgada opereta, mas continuava sua lamúria esperançosa de um subir o pano.- Deus! Meu Deus tenha pena de mim e me ajude -. Seguia a lengalenga sem se dar conta do de-fato. Mas os aplausos que a consolariam, vieram para o policial que agora tinha nos braços, como quisera o poeta, dona Ísola, salvada assim nupcialmente, sorrindo as lágrimas do medo, do desamparo.&lt;br /&gt;-Ai minha mãezinha! Começa assim.&lt;br /&gt;-Ai iai ai minha mãezinha. Seguia assim.&lt;br /&gt;Tirania. E o polícia vencendo o mangue recente dessa tragédia propalada diariamente com a obrigatoriedade de uma cruz que muda de ombros que acabam por ser sempre os mesmos. Sem cunhar sabedoria. Nilo, Tigre e Eufrates.&lt;br /&gt;Um dia aqueles açudes romperiam e romperam. Luis da Silva Neto, a cada passada por essa praça planeara um festival de teatro, a vocação do velho casarão com sua janela rapunzeica, o terraço balaústrico, seus tijolinhos veronenses. Dizia Luis o mesmo do coreto ali a beirinha do Atibaia, que lhe cortara o outro semicírculo dos outros todos coretos, e por uma razão escapou à lógica ao que este arquitetou. Impedindo-o de exercer sua vocação de ser essencial e talvez por isto permaneça lá isolado deste teatro comunal, onde o palco central fora à ilha dos três coqueiros.&lt;br /&gt;Ísola e o polícia teriam agora de enfrentar a corda e o defluente do ribeirão para poder alcançar a terra firme da calçada do Correio e Telégrafos alvorotada de gentes, o louco agora sentado no espaldar do banco, batia com o graveto na água achocolatada, mercapta, à sua volta fazendo ondinhas. A corredeira exigia do policial que seus passos fossem cada vez mais curtos e que os seus pés cada vez menos subissem do chão, suas canelas em movimentos fortes sim, mas sim também inseguras eram duas quilhas de um único barco singrando a corredeira. Enfim a corda. Queria ajuda, e houve uma tentativa, um bêbado, bebera para além do medo para além dos portos seguros, mas não se precaveu e agarrou-se à corda do lado vazante e no segundo passo a força da correnteza tirou-lhe o pé do chão e ele flutuou agarrado com mãos inseguras, logo a corredeira arrastou para seus pés seu moletom, desvestindo-o, lavando-o, sentiu vergonha, nunca medo. Soltou uma das mãos para tentar puxá-lo e vestir-se, a operação durou pouco e ele nem conseguia por fim se vestir e segurar à corda, chupado pela correnteza, foi arrastado pela devaricada de costas como convém aos homens, bateu na parede da casa em frente passou pelo rebojo e continuou sendo arrastado até a pastelaria. Ali em águas calmas democráticas, sentado, descorçoado com águas até o pescoço vestiu-se assim. Levantou-se com um certo júbilo e cai estando meloso e ágil batia mãos e pernas tentando nadar, e nada, só fez em roubar a cena do Policial e de Isola.&lt;br /&gt;-Ele vai morrer. Acudam este homem pelo amor de deus. Gritou em uníssono o povaréu.&lt;br /&gt;- Braçadas e pernadas. O bêbado fez.&lt;br /&gt;- Meu Deus. O povaréu.&lt;br /&gt;- Levantou-se como quem tropeça. O bêbado&lt;br /&gt;- Hahaha. O povaréu.&lt;br /&gt;-Caiu de boca. O bêbado.&lt;br /&gt;-Hahaha. O povaréu.&lt;br /&gt;Levanta-se como quem faz flexões, já num lugar mais raso e a boca cuspindo lama, ou vomitando, nunca se saberá. E nisto já ia a meia corda uma heroína.&lt;br /&gt;- Hum! Camiseta molhada. Murmura um grupo. Enquanto nossa heroína chega até aos protagonistas. Confabulam.&lt;br /&gt;-Que tanto cochicham? Os curiosos do mesmo grupo.&lt;br /&gt;Parece que o Policial não aceitou a ajuda oferecida, prevendo que lhe faltassem braços à travessia. Falou qualquer coisa com Ísola, passou da posição de tê-la nos braços, pré-nupcial, para algo mais desconfortável, primitivo, agarrada junto às ancas, no entanto mais segura, passou por baixo da corda, mantendo a técnica e com a outra mão segurou-se a corda, enquanto passava navegando um tamborete, que foi parar junto ao bêbado que espirituosamente nele sentou-se.&lt;br /&gt;-Hahaha. A galera.&lt;br /&gt;- Óóóóóó...Ó. quando falseou o passo o Policial. E tudo seguia perfeito no mais absoluto improviso, se algo sólito advém de telenovelas e Hollywood.&lt;br /&gt;-Hahaha. Em derrisão alaria um filho de Deus.&lt;br /&gt;No que o bêbado se sentava sobre banquinho e equilibrando-se cruzou as pernas ergueu os braços aceitando o riso e a chacota e algumas palmas numa fina estampa.&lt;br /&gt;O Polícia chega a porto seguro com sua Ísola às ancas. Sob ehês, e clap clap.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-3787024602187694523?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/3787024602187694523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=3787024602187694523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/3787024602187694523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/3787024602187694523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/28-rio-enchido.html' title='28.  Rio enchido.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-8293536018012526024</id><published>2006-12-11T10:52:00.000-08:00</published><updated>2006-12-11T10:54:02.404-08:00</updated><title type='text'>26. Re Introibo ad mesare um.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Devemos beber, falar, cantar e dançar, tudo e acima de tudo incessantemente e intensamente. Luis tem o copo de chope levantado, em ofertório.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;- Essa é minha bandeira. Disse&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Luis, celebrando seu retorno a mesa um já bem ido na começão de água.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;      &lt;/span&gt;- Então Luis essa história, do beijo, você já havia me contado.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Falta algo, quando você me contou aqui mesmo nessa mesa, foi mais crível, mais viva, havia mais suores, não que seja de todo ruim, tem até um certo estilo, não é plágio, não é uma impostura, mas enfim como você já me disse o seu desejo é escrever um livro, então que seja esse e assim. Estou errado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;       &lt;/span&gt;- Não. Responde Luis secamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;       &lt;/span&gt;- E você o que você pensa? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;       &lt;/span&gt;- Estou tentando deixar a minha guerra de mesquinharias falando sozinha.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;E a vaidade também. Eu quero um critico. Gritou. Um não. Todos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;        &lt;/span&gt;- Um dia há de vestir o fato da academia. Fala Zénão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;        &lt;/span&gt;- Não tenho essa veleidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;        &lt;/span&gt;- Mas escrever um livro não deixa de ser uma. Ou um instrumento dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;        &lt;/span&gt;- Pardelhas! Agora a vaidade tem hermenêutica? Zombeteiro não entendido de palavras completamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;       &lt;/span&gt;- Claro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;       &lt;/span&gt;- Vaidade custosa! Exclama Luis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;       &lt;/span&gt;- Tudo é custoso. E por que você quer escrever um livro? Tem algo que não foi dito a humanidade, daquelas coisas dentro da gente que insistem em descalar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;- Nada disso não!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;- Se você quer ganhar a vida, é um péssimo negócio. Seria para conseguir uma obra de arte? Um instrumento de transformar o objetivo em subjetivo ou no seu duplo, reinterpretando tudo da minúcia a essência? Pergunta Zénão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="MARGIN: 0cm -4.05pt 0pt 0cm"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-bidi-font-size: 13.5pt; mso-font-kerning: 8.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;- Sim meu amigo, ler o inconsciente coletivo do coletivo inconsciente para conhecer a mim mesmo. Saber das razões e suas determinações, das leis difíceis de fugir. Por exemplo, por que uma maçã cai? Por que está madura ou podre? Não! Cai só porque existe a gravidade, senão que ficaria madura ou podre lá no galho. E&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;se não houvesse gravidade sequer existiriam macieiras ou arvores. Pode ser contraditório, mas o que faz com que caia pode ser o que faça crescer, a gravidade. A vida como ela é ou a invenção de uma vida tem sua engenharia. Luis lamuriento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-8293536018012526024?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/8293536018012526024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=8293536018012526024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/8293536018012526024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/8293536018012526024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/26-re-introibo-ad-mesare-um.html' title='26. Re Introibo ad mesare um.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-6679855647265493932</id><published>2006-12-07T05:49:00.000-08:00</published><updated>2006-12-07T05:51:39.459-08:00</updated><title type='text'>25. Rezaiste</title><content type='html'>Belmiro pela porta do fundo do Deck trazia as noticias ainda quentes da enchente. Mercapta.&lt;br /&gt;   - Você viu Zénão o que está acontecendo? &lt;br /&gt;       Zenão não vira, pois estava discutindo o tal texto de Luis. Compenetradíssimo.&lt;br /&gt;   - Cadê J.J.? Perguntou Belmiro.&lt;br /&gt;   - Pare com isso Belmiro. Deixe me em paz.&lt;br /&gt;   - Luis Bebeu. Cantou. Está na 21 se engraçou com a mais Feia.&lt;br /&gt;    - Treta. Belmiro maquiavélico.&lt;br /&gt;    - Né não.&lt;br /&gt;    - É aquele negócio; conversa com a Feia simpática atira uns tijolos na mulher bonita que está sempre, pordeus,  insegura.&lt;br /&gt;     - É por ai. Como você é xarope Belmiro.&lt;br /&gt;     - Li o Manual para melhor te xavecar&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://beta.blogger.com/post-create.g?blogID=830074066235223725#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Fala Belmiro.&lt;br /&gt;        Enquanto isso Luis toma do seu copo e se despede temporariamente das moças. Todos sorridentes. Passa pela 11 a mesa da discórdia, neste instante quarta-parte ocupada. Lá  esta H. de Pádua fundador do separatismo sousense, tenho certeza se dito um Hijo de Puta, HdeP, ele fica fulo. A Europa se unindo e Sousas município? Evidente só ai poderemos cuidar melhor da APAs segundo um interesse sousense, não com um sub-prefeito pau-mandado dos Jequitibás. E lá vem chegando a base operária do Sousas Município Autônomo, SOUMAU. Jão Prodome chega.&lt;br /&gt;    - Fala dotor. Fala Jão.&lt;br /&gt;    - Falo, falo sim. Diz H. de Pádua e emenda: vou direto ao assunto.&lt;br /&gt;    - Pode falar doutor sem rodeios. Fala Jão.&lt;br /&gt;    - O cabeceira deixou quinhentos paus para repartir com o pessoal. Disse-me ainda: Dê mais a J. P., Ele gosta de você Jão. Ele disse, o Jão é o porta-voz, não ele disse, Jão é o munícipe, o povo em si, está nos bares bebe socialmente depois disse, dê um pouco para o jornalista como que se diz? J.C. Emedione outro tanto pro advogado GB Gabriel  e falou assim olhando no meu olho, só volte a me procurar depois que for eleito, que vou então acabar com essa mixórdia e daqui a dois anos Sousas estará livre com eleições e você será o primeiro prefeito HijodP, olha que não gostei, mas que fazer? Era o homem ele mesmo sem recados disse ainda: comportas a montante, construir palácio dos Ingazeiros entre os dois rios, mesopotâmia Hdputa. Mas doutor Rezaistes talvez fosse melhor já fundar um principado então teríamos famílias principescas e principais. Não HdeP.. Doutor! Quase fiquei nervoso, ele sabe que não gosto, mas ele pode. Não esqueça as bases meu munícipe, as bases. Frisou. Os munícipes são a nossa força, depois mando tirar todo esse lixo de gente daqui com um chute nos rabicós de cada um. Sim senhor doutor Rezaistes. Eu disse. E ele disse ainda: entre na ação cidadã desse ano junto com o Jão P. faça camisetas enfeite os barquinhos recolhedores de petcolápias contrate modelos e vista-as com as camisetas, não coloque o meu nome que ainda não é a hora. Modelos? Será que chegam a virar mulheres, sempre só um modelo um protótipo não importa sempre sobra uma roçadinha aqui um bumbum distraído ali jantarzinho alegre lá no-como-se-diz? É práisso mesmo, de negócios, todo bonitinho, respeitoso, conheço o garçom e ele descola mesa do fundo, pés sob a mesa subindo canelas durinhas, penugens, calor subindo, mais um vinho, merecemos, foi um dia lindo, o povo na praça, as petcolápias amontoadas na Beira-Rio, fotos no Correio, na coluna social do XV, com sorte na do Correio, conheço o cara lá do Citibar, vinho branco Camilo Alves.&lt;br /&gt;Jão Prodome bota as notas de cinqüenta na carteira, aperta a mão de H. de Pádua e escafede para o Central, que “lá que é o meu lugar”. Sai dizendo.&lt;br /&gt;Luis na volta esbarra na estátua de Hermítio que lê Carta Capital que não se incomodaria ainda que o Bertolini passasse por aqui tocando o mini-trompete dentro da sua orelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://beta.blogger.com/post-create.g?blogID=830074066235223725#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt;Manual  de Xavecagem por Ecidão, com anotações de Nicola Machiavello.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-6679855647265493932?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/6679855647265493932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=6679855647265493932&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/6679855647265493932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/6679855647265493932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/25-rezaiste.html' title='25. Rezaiste'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-2947326921444847294</id><published>2006-12-06T10:05:00.000-08:00</published><updated>2006-12-06T10:08:18.098-08:00</updated><title type='text'>24. bah! histórias....hum..</title><content type='html'>HISTÓRIA DEVERAS INTERESSANTE DE COMO UM PRETENSO ESCRITOR DESOBRIGADO OBRIGOU-SE A EXPLICAR A PRETENSO CRÍTICO NÃO PASSÍVO LEITOR DA HISTÓRIA QUE AMBOS SABIAM ONDE NA QUAL NÃO PODIA HAVER COMEÇO NEM FIM NEM DEVERAS INTERESSANTE HISTÓRIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zénão tem à mão ainda o maço de folhas envoltas num almaço impermeabilizado por uma fina camada de gordura onde se lê: O Beijo&lt;br /&gt;- E este O Beijo?&lt;br /&gt;- Este será o último capitulo do livro, por ser ele possível, não quererá acabar em desdobramentos, mas num beijo.&lt;br /&gt;- Capitulo ou epílogo? Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;- Não importa serão as últimas páginas e por agora quero sua critica.&lt;br /&gt;- E sua própria opinião?&lt;br /&gt;- É sempre favorável às minhas crias.&lt;br /&gt;- E onde entra esta poesia que li? Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;- Imaginei o personagem usando-a como instrumento de demonstração de sensibilidade, uma criança que empurra o copo cheio de leite só para vê-lo ele o leite derramar.&lt;br /&gt;- Já têm nome esses personagens?&lt;br /&gt;- Têm. Luis e Inês.&lt;br /&gt;- Não era Laura?&lt;br /&gt;- Não era Laura! Era?&lt;br /&gt;- Não sei, acho que era!&lt;br /&gt;- Você acha que ia por o nome dela?&lt;br /&gt;- Não sei não, por que não?&lt;br /&gt;- Acho que ela não ia gostar!&lt;br /&gt;- Por que não?&lt;br /&gt;- Você viu hoje?&lt;br /&gt;- O que? Ela dançando com você?&lt;br /&gt;- Então eu não esperava por aquilo! Ela tem atitudes que nem me surpreendem mais, dada a constância da inconstância.&lt;br /&gt;- Mas se colocasse o nome dela isso ia mexer com você e permitir mais liga.&lt;br /&gt;- Onde você viu isso?&lt;br /&gt;- Vê os compositores, quando compõem para elas.&lt;br /&gt;- Não é isso não Zenão, isso é pra acalmá-las.&lt;br /&gt;- Deixa isso pra lá, como é o enredo então?&lt;br /&gt;- É simples e ao mesmo tempo complexo.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Ela lhe dá papinha. Hahaha!&lt;br /&gt;- E o que significa isso?&lt;br /&gt;- Sabe Zénão, Luis não consegue transpor o círculo, parece que Virgilio o abandonou. E ela olhando desde dentro o vê invisivelmente familiar, mas não o permite descer, e nem não impede.&lt;br /&gt;- Quer saber? Disse Zénão e continuou, Luis quer o perigo, mas o teme. Cobiça, mas odeia a dádiva. Acabará por ser vencido e não aceita. sabe que viver é uma luta continua e absurda e inapelavelmente fatal.&lt;br /&gt;- Resulta em que, meu querido?&lt;br /&gt;- Adaptar-se ao poder da fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que sim Luis sabia que era mais fácil trepar com ela que a amar, como naquele dia que ela falou do tal Molyna e Luis já sabia e Luis jogador não quis umas cinco vezes fazer os caprichos dela e ela ardendo de desejo tanto que até seus olhos estavam brilhilubrificados e Luis dizia “eu te amo”. Quase a obrigava a dizer o mesmo por um pouco de sexo. Então Luis escarnecia dele mesmo para ela relaxar e então ela o deixava e saia atrás do Molyna, tudo porque Luis realmente a amava. O sexo em si é para Luis uma efeméride, e muitas vezes sustinha-se com putas e punhetas, e definitivamente queria com Laura sexo e amor.&lt;br /&gt;- Isso é do mais refinado masoquismo! Diz Zénão.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Como? Negar sexo à mulher que insistentemente se ama! Que é isso senão masoquismo!&lt;br /&gt;- Calma! No caso sádico também se ele só fazia seus próprios caprichos.&lt;br /&gt;- Esse Luis estava era com muito medo, isso sim!&lt;br /&gt;- Pode ser.&lt;br /&gt;- Pode ser não, é, ele tinha era medo dela!&lt;br /&gt;- Medo como?&lt;br /&gt;- Medo! Medo do sexo com ela.&lt;br /&gt;- Medo nada andava platônico cada qual com sua história que não incomodava o outro, nem ciúmes, nem desdém.&lt;br /&gt;- Nossa você está louco, meu amigo, pensei que tinha se curado. Cadê o desejo?&lt;br /&gt;- Às vezes o desejo...&lt;br /&gt;- Quê que é isso?&lt;br /&gt;- Não deixará contá-la nunca, quantas mudanças tanta interferência?&lt;br /&gt;- Conte.&lt;br /&gt;- Você não acha interessante se jogar tanto, a ponto de não restar outra coisa senão o jogo.&lt;br /&gt;- Sim, mas não lerei.&lt;br /&gt;Lere lerei lere lerei... Cantarola Luis. E segue - O texto exige de mim, ele arranca de mim o que eu não queria dizer à luz do consciente, imagina agora que eu que sou personagem escapulido do escritor e por ele esculpido, matreiramente a esguivar entre as bananeiras limitantes verdejantes que ele plantou para ser o meu jardim, dizer a ele que esse era o modo mais cruel e possível de viver uma paixão, mas eu queria que ao ler soubesse de si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-2947326921444847294?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/2947326921444847294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=2947326921444847294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/2947326921444847294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/2947326921444847294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/23-bah-histriashum.html' title='24. bah! histórias....hum..'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-9208365216472141940</id><published>2006-12-05T10:01:00.000-08:00</published><updated>2006-12-05T10:04:18.924-08:00</updated><title type='text'>23. De todas as águas a lama lava a alma.</title><content type='html'>- Aonde vai aquele povaréu pela Maneco Rosa? Jornalisticamente. Demanda o homem ferido na secção comum.&lt;br /&gt;- Ô Belmiro! Vá se informar, que é do que mais precisamos. Pede e ordena Luis.&lt;br /&gt;- Luis! Que é esse envelope junto com o jornal?&lt;br /&gt;- Uns manuscritos que trouxe pra você dar uma olhadinha, são os trechos do livro, que morrerei a escrever, de que te falei.&lt;br /&gt;- Olha! Fala Zénão abrindo o envelope amarelado tamanho A4 e donde saca um maço de folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silencio se instaura na mesa um, dada planura do assunto, e porque Luis já ia fazer um discurso que ele acha enfadonho, afinal quem te domina?&lt;br /&gt;- Não sabia que você escrevia poesia! Fala Zénão. Referindo-se à primeira folha do maço já esmaecida e amassada, onde Luis mostrava uma vontade mallarmaica em letras tipo verdana, hora bold, hora em negrito e hora em itálico em diferentes corpos.&lt;br /&gt;- Há muito mais que você não sabe de mim, mas na verdade é uma brincadeira preguiçosa. Dito também no mesmo jeito.&lt;br /&gt;Enquanto Zénão ia lendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda, anda, anda a espera.&lt;br /&gt;Espera.&lt;br /&gt;Espera, espera, à espera anda.&lt;br /&gt;Anda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda e espera. Espera a andar.&lt;br /&gt;A espera desanda.&lt;br /&gt;O andar desespera.&lt;br /&gt;Desesperando. Desespirando aindanda.&lt;br /&gt;Transpiranda transpirando.&lt;br /&gt;Pira parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantas andas?&lt;br /&gt;Andava andrajos.&lt;br /&gt;Andava trapos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trapaças.&lt;br /&gt;Trespassas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nos trapos sei a sobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De sopas?&lt;br /&gt;De sapos!&lt;br /&gt;Assim soçobras, misses!&lt;br /&gt;Sê sim. És Mis.&lt;br /&gt;Assim na missa.&lt;br /&gt;Sobras e cobras.&lt;br /&gt;Miss em ação.&lt;br /&gt;Andas às cobras.&lt;br /&gt;Espera as sobras de sobejos beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rastejas a rés dos brejos.&lt;br /&gt;Sem sombras no chão.&lt;br /&gt;Salobras sobras às sombras.&lt;br /&gt;O brejo sabe a uma feijoada de ontem.&lt;br /&gt;Com sua película branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma aranha que perde o fio.&lt;br /&gt;Que a prendia a teia.&lt;br /&gt;Anda sobre um brejo de feijoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda aranha.&lt;br /&gt;Me espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zénão diz - Engraçado cara, podia ser as sombras sobras salobras, esperam mis em ação de sapos nas missas aranham a manhar uma película de teias de brejos que andam a espera de sapos e cobras. Mas tem algo, que não sei a que a espera anda a espera.&lt;br /&gt;- Tem muito sim de sopa de letras jogadas do saco do arcebispo Tillotson, em defesa da deidade na criação do universo, como se não fosse um mero acaso, e se outros meros acasos de baixa energia e muito e talvez por isso um nada qualquer, preguiçosamente, lentamente em busca de menor esforço ainda, um meramente mero universo frente a outros possíveis quaisquer, sem nenhuma necessidade de agradecimentos e devoções.&lt;br /&gt;- Hahaha&lt;br /&gt;Ri também posto que bar é interagir. Mas parei por ai, voltei às anotações como um porquinho da índia metido com sua folha de capim-gordura que vai entrando pela sua boca, para sair na forma geométrica elíptica de uma pipoca doce na época Kino de Mazzaropi e do imensamente Grande Otelo sem mais nem talvez porque menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-9208365216472141940?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/9208365216472141940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=9208365216472141940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/9208365216472141940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/9208365216472141940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/12/23-de-todas-as-guas-lama-lava-alma.html' title='23. De todas as águas a lama lava a alma.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-171572003003124357</id><published>2006-11-30T06:28:00.000-08:00</published><updated>2006-12-01T06:32:22.333-08:00</updated><title type='text'>22. Hermítio.</title><content type='html'>HERMITIO&lt;br /&gt;Hermítio ocupa a mesa três. há, um jornal, meio editorial de uma carta capital e uma Itaipava aberta a tempos. Ainda vai pela metade, num balde de gelo. Seu copo com aureolas da espuma da cerveja bebida lentigradativamente segue entre folhas e revistas. É um que lê e que fracassa na sua sabedoria ou parece ainda ter muito por não compreender. Olha uma veja. i.e. numa época de saúde o que mais há é falta dela. Para ser sem vergonha, basta ser decente. Tudo mata, e as manchetes esquecem que a vida custa a morte. Esquecem que viver cansa e envelhece, já o envilecimento seria um tipo de oikos estúpido. O sr. não pensa assim sr. Hermítio? Com a mão no queixo, Hermítio coça com o indicador onde haveria de haver um bigode a pensar na resposta, Hermítio não diz, queria dizer... então diga sr. Hermítio sou todo ouvidos, muito embora a compreensão me falhe amiúde, mas isso é de somenos, Hermítio posso assim a si dirigir-me? Obrigado por quebrar este gelo, avancemos Hermítio avancemos, olha eu não consigo computar uma somatória de percentagens. Não tem importância, não creia que outros o consigam, pois se o fizessem seriam charlatões diante destes escaparates percentuais, cigarro mata de câncer, 67% dos fumantes moram em pequenos apartamentos cheios de fuligem dos automóveis, 43% dos fumantes que moram em apartamentos nas condições anteriores estão inadimplentes ou serasados, destes 67%, 97% sofrem de stress, 3% não puderam responder, pois 100% dos 3% dos 67% que não sofrem de stress, só não conseguiram hábeas corpus do campo santo. 90% dos 67% fumantes tem diabetes, São Paulo capital vende 1 milhão de pizzas por dia mesmo com a dieta do sangue, cada 50% dos 67% usam mais de um quilo de açúcar refinado por semana, os outros 50% não conseguiram entrar no programa de renda mínima do traído senador. 30% dos brasileiros morrem de cardiopatias vindas do tabagismo, 30% de cardiopatias vindas das gorduras hidrogenadas, 30 % outros morrem de triglicérides boas vindas de Jô pelas ondas eletromagnéticas, outros que não morreram não o fizeram por não ter onde cair morto, noves fora os 700 que morreram de morte matada ou plumbicorpus ou seja chumbo alojado em local letal. Se alguma morte fizer com que os mortos superem o número dos que se foram, será matéria de uma semana qualquer ociosa do editor ao ver a linda praia do Sahy ainda cheia de mortos vivos na fila de pastel de palmito da Benê. Outras fontes de mortes são traços nas pesquisas desta semana, já na semana seguinte as de hoje serão traços, aliás as pesquisas são feitas porque sobram verbas nos departamentos de pesquisas por falta de projetos e então se compram computadores e o Bill já manda o software com programas de estatísticas que pouco pedem para vomitar uma lista com este maravilhoso signo: %, que facilmente se imprime na forma pizza, torres, linha continua, etc... ao que vês há uma certa incongruência aritimética, sim esta dos dedos, patéticos dedos que a tudo se agarram. Como? Sim também creio na necessidade de informações, e análises, mas e o tal conheça a ti mesmo? Sim, mas quando ao sair de si para e pelo outro voltar a si... sim, sim Hermítio somos iguais, melhor dito semelhantes, concordo, sim há mesmo esta intersecção, desculpe em nenhum momento eu pensei em desembaralhar esta área hachureada, sim o que fazemos mor das vezes é aparta-la do non contido, sim tenho mais o que fazer, já que o sr. também, claro com tantas revistas a fazer, pudera nem bebe direito a cerveja e veja o gelo já derreteu no balde, eu sei que não é da minha conta, mas gelo com água em partes iguais chegam ao equilíbrio de temperatura na média, eu sei você não me perguntou, mas esta é uma informação pertinente, já que quer a cerveja gelada. Hermítio ainda não é o que se pode dizer um imbecil por própria conta, tem muito que ler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-171572003003124357?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/171572003003124357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=171572003003124357&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/171572003003124357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/171572003003124357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/22-hermtio.html' title='22. Hermítio.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-1168676056997871343</id><published>2006-11-29T09:29:00.000-08:00</published><updated>2006-11-29T09:33:51.471-08:00</updated><title type='text'>21. O bote de Caronte.</title><content type='html'>- É! Está dando para ver. O rio sobe. Luis louco por completar a frase do mineiro só é... Mas feliz por esquecê-la.&lt;br /&gt;- Ah isso é só chuva não. É estouro de açude. Fala Zénão voltando da sentina tentando olhar o embaixo da barriga querendo ver se chacoalhou bem.&lt;br /&gt;- Luis?&lt;br /&gt;- Fala meu inquiridor.&lt;br /&gt;- Você já ouviu falar em dedetização ecológica?&lt;br /&gt;- Vi um papel colado ai no banheiro do Deck.&lt;br /&gt;- Você não vai falar nada?&lt;br /&gt;- Sempre vou, ( falando em voz baixa com a mão escondendo um dos cantos da boca, como se fora um segredo) nunca hei de me calar e deve de ser coisa tal como guerra cirúrgica. Ou então como em Espanha você pode comprar haxixe, mas não pode vender... Penso que o Zé Simão poderia explicar, ou então trate bem duma barata ou dum rato deixando-os bem fortes, então o rato vira ator e a barata a atar batalhas disseminando o terror aos outros da mesma espécie, e você só tem que matar os que ainda ratam ou baratam, sendo um ou dois indivíduos. Tratar o esgoto de suas casas ninguém trata. Saco. Deixe-me sentado no meu rabo. Tão cheios de razão como um bando de ruminantes com seus dimetil-sulfetos. Mugentes ou não. Resumindo é o mesmo que vestir preto para parecer mais magro.&lt;br /&gt;Eu entendi isso como se a vida humana fosse por si só geradora de insetos, e assim por uma simples inferência concluo que só vamos acabar com os insetos se acabarmos com os humanos.&lt;br /&gt;- É! Está cada vez mais bizarro esse mundão, nem os bois podem mais, mercaptan. Fala Zénão como se passasse o paieiro para o outro canto da boca antes da cusparada.&lt;br /&gt;- É cumpadi. - Pegando o clima fala Luis - Pena que faz uma daquelas escarradeiras de louça que nunca vimos faltar. Formando cuspe na boca. Como a minha vida seria outra se tivesse escarrado numa escarradeira de louça azul e branca. Se menino adorava o penico de ágata embaixo da cama de José Itaca.&lt;br /&gt;- Onde ele jogava a urina que a bexiga não continha contida no bacio? Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;- No quintal. Babaca!&lt;br /&gt;- Na horta. Jacu!&lt;br /&gt;- No pé de couve. Bocó!&lt;br /&gt;- Misturava o mijo com fumo e punha no machucado, um verdadeiro azeite de Zúbia. Pereba!&lt;br /&gt;-E saía correndo e jogando bola pulando cerca roubando frutas do pomar do Léo&lt;br /&gt;Léo pomar do Léo...&lt;br /&gt;... Laranja &lt;a style="mso-comment-reference: U_1"&gt;lima&lt;/a&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://beta.blogger.com/post-create.g?blogID=830074066235223725#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;a language="JavaScript" class="msocomanchor" id="_anchor_1" onmouseover="msoCommentShow('_anchor_1','_com_1')" onmouseout="msoCommentHide('_com_1')" href="http://beta.blogger.com/post-create.g?blogID=830074066235223725#_msocom_1" name="_msoanchor_1"&gt;[U1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantarola o menino que não quer crescer, tudo com uma atadura no peito do pé prendendo o fumo com urina, um cheiro fantástico de cogumelos secos e tomilho, uma trufa branca. Trufa é mistura de mijo e cogumelos chilenos secos, pensa o homem saudoso do menino.&lt;br /&gt;- Penso que não é só a chuva a urina que enchem o rio não. Fosse só isso, subiria de mansinho, mas o rio está subindo aos supetões!&lt;br /&gt;- Não é o rio que sobe, é um rio que cai no rio. Diz Zénão. O Poeta relembrado.&lt;br /&gt;O bar foi se enchendo, agora está lotado, o álcool sendo consumido, os olhares se conhecendo, as vozes falando alto para os ouvidos dos olhares conhecidos ouvirem, risos aumentados, pois a seriedade espanta e tudo cresceu tanto que o Deck parece a barca de Caronte.&lt;br /&gt;- Rumo a felicidade! Diz um marujo. No que encosta um grupo à beira do balcão, acotovelam-se com Alcides Benevides e Alceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E tar né veio! Fala um olhando para as filhas do seu Pavão.&lt;br /&gt;-É mesm. Excelente! Véi ói a muiérr!&lt;br /&gt;-Dá pra perrde umas hora! Fala o um novamente.&lt;br /&gt;-Tomá uma véi?&lt;br /&gt;-De boa! Mas se pá, arrasto na barca quela cadelaça.&lt;br /&gt;- Vam bora véi pagá uma nesse buteco não!&lt;br /&gt;-E tar mesm, pro Tênis que o coroa tem conta lá!&lt;br /&gt;-Dêmôrô , só se for agora!&lt;br /&gt;-Vambora.&lt;br /&gt;E foram-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="_msocom_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="msocomoff" href="http://beta.blogger.com/post-create.g?blogID=830074066235223725#_msoanchor_1"&gt;[U1]&lt;/a&gt; Primeira composição músical de Ecidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-1168676056997871343?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/1168676056997871343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=1168676056997871343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/1168676056997871343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/1168676056997871343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/21-o-bote-de-caronte.html' title='21. O bote de Caronte.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-953372857315639166</id><published>2006-11-28T09:20:00.000-08:00</published><updated>2006-11-28T09:22:36.340-08:00</updated><title type='text'>20. Cachaça não é agua não.</title><content type='html'>A chuva segue caindo forte.&lt;br /&gt;       - O Atibaia está subindo ou é impressão minha?&lt;br /&gt;       - Também isso ai não é chuva, é tromba d’água. A água ficará maior que o rio. Responde Luis!&lt;br /&gt;      -Olha isso ai! Zénão espantado com o rio enchido. O rio subiu mais de metro. Chove amazonicamente como previsto. O Atibaia muito já encheu. É deslumbrante o volume d’água barrenta que desce. E mesmo um exímio remador subiria por essa água toda, dá mesmo gosto de ver, ainda que resulte numa mistura de medo e admiração, tamanha a força do rio. Parece uma escola de samba entrando na Sapucaí, ocupando todos os espaços, mas nem tudo é beleza, tem lixo. As sobras dos piqueniques que andavam subtraídas agora estão somadas. Quem terá bebido daquela garrafa de  coca-cola de dois litros de plástico. Pareço o Luis tentando adivinhar de onde vêm os copos. Voltando a garrafa de pet cola que bóia com uma mensagem dentro onde o destinatário e o remetente é o mesmo. Eu! Você!&lt;br /&gt;E uma gotinha simpática, transparente, destilada espatifa-se no untuoso águas-claras, foram-se os índios e os seus nomes às coisas permanecem ainda que tenham perdido, o sentido , a forma, a cor.&lt;br /&gt;     -E Laura que não volta! Diz Luis.&lt;br /&gt;    -É! E você sempre otimista.&lt;br /&gt;    -Que fazer?&lt;br /&gt;    -Descrê.&lt;br /&gt;    -Melhor é mudar de assunto.&lt;br /&gt;    -Mudado.&lt;br /&gt;Luis não crê na pureza das intenções, acredita serem uma soma de sombras claras gerando uma mais escura.Como não fazemos filosofia, porque a filosofia descreve com palavras o que se pensa atrás do que se é ou se pensa ser, não os adornos ou fingimentos, fazemos letras e as musicamos onde a melodia e o ritmo completam a deficiência da letra expressadora do pensamento. Luis filosofa para seus rins, pâncreas e adjacências anais.&lt;br /&gt;      - Você está enganado penso que fizeram poesias. Diz Zénão.&lt;br /&gt;      - Quantos anagramas tênhêm...? Demanda Luis.&lt;br /&gt;      - No falo, No lofa, Fa lono, Lo fano, La fono e todas outras. Mas não é por ai!&lt;br /&gt;       - Olha o rio encheu mais. Refala Zénão.&lt;br /&gt;      -  É capaz de chegar à terceira margem.&lt;br /&gt;      - Impressão tua! A terceira margem é para poucos.&lt;br /&gt;      -  Um mineiro. Só é... diz Luis sem completar entrando no labirinto  rio estufado rente profundo e insaído olhava não olhava de poder por mão não punha de tanto medo que não tinha de saber mesmo que nem era que descia ficado cheio ali à mão do rio não estendida sem querer levar de ficar ancorado ali nem me esquecia de tanta lembrança mais subia mais bulia comigo tirando margem pondo rio na deserta siliagem  que plantei vida inteira pior que havia sem saber ele vive em si próprio quando entra igrejinha adentro pensando de fazer bondade até desanima de não ver a imbuia pensa os afogados fazem festa a ele ai se anima e enche mesmo sim e desborda.&lt;br /&gt;      - O álcool é que chega a terceira margem e chega e vaza. Diz Luiz em resposta a resposta de Zénão.&lt;br /&gt;      - E o álcool Luis?&lt;br /&gt;      - O álcool? Dou-me muito bem com. Ora domínios, ora dominado. Derruba-me, faz-me um bêbado que rasteja à sarjeta. Sempre uma relação discutível. Mas também tem o prazer da bebedeira, onde os contornos e arestas não são tão rígidos. Desobriga. Restando a brincadeira, a fantasia.&lt;br /&gt;      - Que fantasia? Se você só pensa na Laura?&lt;br /&gt;      - Não, esta é uma conseqüência da intertextualidade da fantasia, Laura é meu ponto de partida por sinal adorável, transformei-a numa jóia rara, dupla e maldosa.&lt;br /&gt;      - E a bebida em si?&lt;br /&gt;      - Sim o ritual, o copo de chope não é maravilhoso?&lt;br /&gt;       - Nem tanto!&lt;br /&gt;      - Então imagina uma pinga de salinas num copo pequeno cheio até a boca, ai você coloca uma palha de cana nesse líquido mergulhada sobrando uma parte para fora, então você faz uma oração assim.  Óh granda filha da puta, granda patifa, marvada cana, que diante de mim volátil teimosa forma saliva na ponta e embaixo da língua que antes de ti beber já bebo e que neste infinito desejo qual reconheço minha impotência no resistir dou aos santos prego-lhe fogo na palha que você apagara com seu fogo a me incendiar. Que tal?&lt;br /&gt;       - Pode ser, há o fato de o padre erguer o cálice de vinho, tecer loas em latim, e bebe-o qual sangue de Jesus.&lt;br /&gt;      - Então por que não criar novos rituais, novos vícios, porque o tradicional, o antigo é bom? Se um dia remoto eram frescuras como bumbum de bebê?           &lt;br /&gt;     - Quê! Olha o rio já subiu mais de metro.  Zénão falando do rio enchido mais cheio.&lt;br /&gt;        Acho que Luis se irrita um tanto que não sei com a música. Penso que a música o impede de pensar livremente, não que creia em liberdade, ligando zonas de sentimentos até então abandonadas. E somado a isso um certo beatismo suspeito.&lt;br /&gt;      - Ah! a MPB!&lt;br /&gt;      - Esqueça a MPB, Luis, você não entende nada.&lt;br /&gt;      - Veja bem Zénão, o cara no fundo era pouco para ser filósofo, a gratuidade do talento inicial em nada avançou, senão que em direção de uma certa banalidade, excêntrica, que de partida fez corar seus reprimidos admiradores. Seja, ele não conseguiria sê-lo porque não consegue até hoje desvincular a produção do seu próprio daseim (gargalham), sua (dele) lavoura funciona como um bajulatório ensimesmado com o brilho da sua idéia, não sabia cantar, e nem tocar violão, mandioca cozida, Nescau e mais açúcar para a larica.&lt;br /&gt;       - Não, não e não! É mais que isso. Fala Zénão enfático e já de pé pronto pra ir a casinha.&lt;br /&gt;        - Eu sei. Esses caras já provaram para mim que cada um de nós tem a sua música, poesia, voz e toda infinidade de atividades que temos e as que ainda podemos inventar. Como não sabiam a canção praticada, não tinham a voz adequada e não sabiam tocar nenhum instrumento, inventaram o próprio modo de tocar, cantar e compor. Hoje já nos acostumamos com eles suas músicas e suas vozes.  Disse Luis, querendo agradecer a Zénão.&lt;br /&gt;        - Redimido. Isto é criar. Deixe-me devolver este chope. Zénão sondando a bexiga.&lt;br /&gt;        - Isso mesmo Zénão, devemos reter o que nos pertence, o resto é do rio. Disse Luis, ouvindo uma música antiga cantada por W.C. que foi trilha sonora da puberdade num episódio digno de se contar, ainda mais que mexe tanto com Luis que o joga pescoço para trás arregala os olhos para o teto e vai girando lentamente a cabeça indo das gelosias passando pelo balcão chegando ao jambolãozeiro e ai deixando cair o queixo no colo. Saindo da somatória de probabilidades de um cérebro agindo só, tentando se livrar da música, de Alécio, de Alvinha, de Joana e do barro da terra roxa socado em meio aos dedos dos pés descalços em dias de não missa ou de subir em patíbulos a homenagear Tiradentes.&lt;br /&gt;Enquanto isso no banheiro, Zénão espera alguém sair. Então (ele) esse alguém sai.&lt;br /&gt;- Não existe nada melhor que uma bela duma mijada! Disse o que saiu.&lt;br /&gt;- Ou eu não sei mijar ou você não sabe trepar! Disse Zénão.lembrando-se da piada do Chic’Oreia. No que o que saiu não achou graça. E Zénão dentro da casinha, lia um cartaz colado na porta, xiiiiiiiii, olha para o teto, xuaaaaaa, olha para ele, olha a espuma, bom também, olha, xuxiiii, mesmo bom, ble, blue, ploft, chacoalha. Junta as pernas separadas. Feche éclair...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-953372857315639166?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/953372857315639166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=953372857315639166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/953372857315639166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/953372857315639166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/20-cachaa-no-agua-no.html' title='20. Cachaça não é agua não.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-4433369911623167235</id><published>2006-11-21T10:24:00.000-08:00</published><updated>2006-11-21T10:26:35.522-08:00</updated><title type='text'>19. A galinha do vizinho.</title><content type='html'>-Luis olhe quem chega! Diz o boquiaberta Zénão.&lt;br /&gt;    -Isabelle! Por júpiter, a única mulher com ISO bela, atrás e à frente. Fala Luis.&lt;br /&gt;    O que é preciso para ter o certificado ISO bela, vejo que tudo se vai vulgarizando consumindo  como o praguento do mouro viu e previu. Animalizando. Quanto se faz para ir no sentido oposto mais  se aproxima das leis naturais, no meu ponto de vista, onde o jeans entrar,  se o jeans um número a mais.&lt;br /&gt;    -Que mais nobre consultor?&lt;br /&gt;    -Cós baixo, caminho que leva ao vale do monte Vênus onde o jeans anda atolado.&lt;br /&gt;    -Que mais, fala o salivante Zénão.&lt;br /&gt;    -Se mais! Seria para pura gula companheiro.&lt;br /&gt;      E cruza e descruza. E polpas a mostra dá para ver o calor. Se assim continuar esses dois bispam miragens.&lt;br /&gt;      - Está mordiscando. Zénão via através gelosias e seus ângulos cúmplices.&lt;br /&gt;      - Cruza descruza. O outro.&lt;br /&gt;      - Vou ter uma polução, acordado!&lt;br /&gt;      - Você falou a minha fala.&lt;br /&gt;      - Ela me deixa sem fala. Perdi o amigo. Fala Luis.&lt;br /&gt;      - Hahaha&lt;br /&gt;      - Hahaha.&lt;br /&gt;Sim, risos vivificadores, não uma mera derrisão, dando leveza a toda imundice pensada sobre o que seria belo, se não fosse tão vulgar como um comichão anal coçado em publico.&lt;br /&gt;  Enquanto isso na mesa 6 um povo em dietas discutia as Dietas de um chino vedanto que encheria de ódio o odioso bigode nietzscheniano, mas a vida segue sem ele.&lt;br /&gt;Ah! Ele é ótimo disse Ela. A Marli, lembra da Marli? Então já perdeu oito quilos.&lt;br /&gt; O quê? Disse Ela-outra. Não! Você não acredita? Como? Sofrimento? Imagina! Pode tudo, ele me proibiu de comer, nabo, melancia, acelga, caqui, chuchu. E também me proibiu de beber: café e refrigerantes.  Eu vou sentir falta de melancia e café.&lt;br /&gt;Luis sentia os toucinhos migrando do glúteo vindo pela lateral do pernil desviando pela virilha e ao chegar na protuberante barriga a se miscigenarem com a  panceta e seguem a subir em busca da terra prometida, o cérebro.&lt;br /&gt;         - Você  viu, a Mércia fez com que me esquecesse Isabelle. Fala Luis.&lt;br /&gt;        - E por falar em Isabelle, onde ela foi? Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;        - Esta lá com o Ente, diz Luiz meloso de zelo.&lt;br /&gt;        - A chuva está mesmo forte. Diz Zénão.&lt;br /&gt;        - Estou com vontade de dançar no meio da chuva.&lt;br /&gt;        - Como crianças na enxurrada. Fala Zénão.&lt;br /&gt;        - Pobre Laura de bice nessa chuva!&lt;br /&gt;Toda molhada, literalmente! Diz Zénão.&lt;br /&gt;    -Não é para o teu bico. Diz Luiz.&lt;br /&gt;    -Nem para o seu, pelo jeito!&lt;br /&gt;    -Esqueça Laura, pordeus!&lt;br /&gt;     -Eu esqueço já você... Diz Zénão sem economizar reticências. E Luis entra dentro do copo de chope como uma mosca e começa a andar sobre o nobre creme e esse começa a pesar nos seus pés, então tira com pena e cuidado a mosquinha com a ponta do indicador e ela sai dentro de uma gota do creme, Luis a pousa sobre a mesa, seca suas asas com a pontinha do guardanapo, mas ela não voará, nunca mais. Então Luis olha para dentro e diz.&lt;br /&gt;    --Zénão! Acabei de fazer um campoema, quer ouvir?&lt;br /&gt;    -Manda velho!&lt;br /&gt;    -Se diz: Istência.&lt;br /&gt;Istência de pedra&lt;br /&gt;A pedra iste se eu isto.&lt;br /&gt;Eu isto se você iste.&lt;br /&gt;Você iste se eu e pedra istimos.&lt;br /&gt;Pedra iste se eu você. Nós.&lt;br /&gt;Eu você pedra. Sim.&lt;br /&gt;Se você pedra eu!&lt;br /&gt;Se eu pedra você!&lt;br /&gt;Algo se pedra!&lt;br /&gt;E eu você?&lt;br /&gt;Ex...&lt;br /&gt;- Nossa Luis que lindo! Gostei do Istência. Diz Zénão e completa e se terminasse co Resi...&lt;br /&gt;      Os olhos não obedecem à cerca amiga. Belmiro traindo o amigo, Belmigo estaca ao lado da mesa um e chega mesmo a agachar fingindo ter algo de pé–de-ouvido a dizer a Luis.&lt;br /&gt;      - Puxou a saia pros joelhos e encostou os joelhos. Diz Luis.&lt;br /&gt;      - Fim de festa, entrou água na barca.&lt;br /&gt;      - Culpa do riso e o Belmiro descarado. Diz Zénão.&lt;br /&gt;     - Não foi pelo descaramento, mas sim pela alegria, e logo agora que chegam ostras e bacalhau, falha o visual não casualmente.&lt;br /&gt;     - Tenho a dança como forma de celebração. Ainda Luis.&lt;br /&gt;      - Celebrar o quê?&lt;br /&gt;      - A zoina. A neve never  aqui e dar calor for Eva.&lt;br /&gt;     -Hahaha.&lt;br /&gt;     -E a peta humana pra acabar.  E de lambuja à fertilidade destas águas que vem preparar o espírito para as águas de março.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-4433369911623167235?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/4433369911623167235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=4433369911623167235&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/4433369911623167235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/4433369911623167235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/19-galinha-do-vizinho.html' title='19. A galinha do vizinho.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-1315135785683446688</id><published>2006-11-21T10:19:00.000-08:00</published><updated>2006-11-21T10:20:35.860-08:00</updated><title type='text'>18. Parecer. ...parece. Mas não é.</title><content type='html'>- Que é que acha de um bacalhau Luis? Pergunta Zénão. Querendo que Luis desconsidere Belmiro que o chamou de J.J..&lt;br /&gt;      - Não precisa intermediar mais nada não, Zenão!&lt;br /&gt;    -E se fosse lá, pensa Luis, diria ao Belmigo -  sua mulher está me mostrando a sua (dela) boceta. - E o Senhor não gosta?- Perguntar-me-ia ele, cínico. Melhor não ir.&lt;br /&gt;   - Então vamos de bacalhau Luis? Disse Zénão.&lt;br /&gt;   - Sim há a visão! Com bacalhau soma-se o cheiro! Um acepipe perfeito!&lt;br /&gt;   - O que seria um acepipe perfeito? Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;  -Tirante o cheiro, o gosto, a textura, a insaciabilidade e iconoclastia! Não sei -  poderíamos ter o acepipe comunista, o separatista, o aristocrático, o estético, o excêntrico, o do sonhos, o improvável, o impagável  e o intragável. Cada qual com sua classe.&lt;br /&gt;Mas o inexoravelmente perfeito, que a todos fosse possível cometer e que a todos agrada? Insiste Zénão.&lt;br /&gt;   -Uma mércia!&lt;br /&gt;   -Hahaha!&lt;br /&gt;   -Hahaha!&lt;br /&gt;   - Vai Mércia, isso mesmo! Diz Luis no que Mércia abria um pouco mais as pernas.&lt;br /&gt;   -Isso é uma profanação Luis! Diz Zénão.&lt;br /&gt;   -Acho não. Temos que compor a cena, só isso, tomar parte dela é o que nos cabe, forse altri narrem.&lt;br /&gt;   -E quem sacará juízo? Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;   -Espere o pano baixar!&lt;br /&gt;   -Hahaha!&lt;br /&gt;    - E ostras?&lt;br /&gt;    -Que tem as ostras?&lt;br /&gt;    -Ostras e sexo!&lt;br /&gt;    -Sim tem virgindade em jogo, a luta para se abrir e saciar o insaciável e antes de tudo que dizer da textura?&lt;br /&gt;    - Sim. Nada a dizer senão que esperma.&lt;br /&gt;    - Hahaha!  Ambos riram inebriados, Luis olhava por tudo, Zénão fazia discurso apotídico da visão como forma de obtenção de informações. Alguém algures dizia que Romário deveria ser convocado. Que a chuva refresca. Que os alemães não tem espontaneidade. Que Eça é melhor que Machado. O contrario. Que o juiz roubou. Que fulano faliu. Que recebeu um emeio que dizia que Borges não existe. Que a mulher mudou a vida do Caetano.  Alcides Benevides ao ouvir a palavra Romário, diz para Alceu: não é que o Romário não treine, aquela corridinha dele de passinhos curtos escorregando a ponta dos pés na grama é que dá a ele aquela arrancada fabulosa em pouco espaço. Cides! Interpela Alceu. Menos, menos, o cara é profi, tem que treinar sim.  E o Chico’oreia imitando o Lula. Que o rio está enchendo...&lt;br /&gt;    -Espetáculo de arte vária. Vejo a ensancha da saia. Mas o marisco mais que ostra se assemelha. Disse Luis sentindo uma fogueira ascender.&lt;br /&gt;      - Calcinha... Murmura Zénão.&lt;br /&gt;      - Ver, cheirar, tatear e degustar! Mércia, Ostras e bacalhau! Fala o iconoclasta.&lt;br /&gt;      - Toda indigestão é má, mas a de ostra é péssima. Fala Zénão, e no caso o que vem a ser indigestão?&lt;br /&gt;     - Paixão não correspondida?. refala Zénão.&lt;br /&gt;     - O visual é grátis e as ostras são vivas e de Cananéia. Fala Belmirador publicitando porções do Deck, para ver se aumenta a féria.&lt;br /&gt;     - Vivas sem nunca terem saído de casa? Uma vida sem aventuras, onde morada, fortaleza e território é o mesmo sitio onde não há nós outros?&lt;br /&gt;      Enquanto isso a mini-saia de Mércia virava uma micro-saia, e ela pousava os pés no descanso da mesa que ficava a um palmo do chão e levemente abria e fechava suas pernas torneadas ainda que não fossem, mas eram e se podia ver do sapato a calcinha e antes dessa o começo da vaga. &lt;br /&gt;     - Se estivesse só. Não faria isso. Fala Zénão.&lt;br /&gt;     - O asno além de cruzar o rio ainda protege da investida d’algum Escobar  incauto. Se todos não fossemos.&lt;br /&gt;     - Fossemos qual?&lt;br /&gt;-                               Ambos. O um quando cobiçamos, o outro quando as temos.  Mas de certeza faria mais gozo a ele se estivesse aqui, e visse o que sentimos. Sentindo o que vemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-1315135785683446688?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/1315135785683446688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=1315135785683446688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/1315135785683446688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/1315135785683446688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/18-parecer-parece-mas-no.html' title='18. Parecer. ...parece. Mas não é.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-8187713821554741674</id><published>2006-11-21T10:16:00.000-08:00</published><updated>2006-11-21T10:17:41.905-08:00</updated><title type='text'>17.Carta do leitor.</title><content type='html'>Na nove, mesa de plástico branco, quase na saída entrada do bar que beira o rio e a rua, sentou-se Ledório, ele lê a Folha pensando o jornal como posto mais avançado da intelectualidade paulista. Como homem que se pretende inteligente, se obriga a retrucar diariamente a critica dos críticos aos críticos fazeres de nossa representação democrática. - Falácia! - Diz Ledório.  -Falaciosa democracia sentada em minhas costas -.  –Falácia -. Meu voto, meu poder despojado obrigatoriamente –. Rumina Ledório. Ouvi dizer que ele carrega um medo único. Parece coisa ridícula, uma bobagem sem pé nem cabeça. Você pode achar risível e banal essa história. Foi por isso que resolvi passar a limpo. Os freqüentadores do bar Central e do Esquinão o chamam de Cérbro. Uns no bar Central quando querem falar “direito” dizem: Celebro. De todos ouvi - é muito inteligente - fala línguas, estudou na Unicamp, mas por culpa do tal medo, abandonou tudo e toca aquela loja de rações. Tentou trabalhar no açougue do Facina, mas não se deu bem. Às vezes nos jornais lidos e relidos por ele nos quais embrulhava as carnes, aparecia  um quadrinho que de longe via se tratar de uma enquête. Com medo de em uma dessas horas o olhar fugir de um lugar e se fixar perigosamente  em outro, e ter que responder ainda que mentalmente a tal pergunta, deixou o açougue. Lê os jornais e muito embora eles tenham se banalizado, mantêm  cadernos onde Ledório se encontra seguro. Mas a cada reforma editorial, acode aos cadernos com muita precaução. Demora muito tempo a voltar a velha confiança. Mesmo em cadernos de economia, política,  de noticias internacionais onde os assuntos são selecionados. Não se encontra seguro. Sabe que ocorre às vezes de ultima hora uma nota que deveria estar lá no tal lugar e  não está, pois o tal caderno deve ter sido fechado antes dos outros, que sempre ficam esperando mais uma fala chula do ministro. Está sempre atrás de soluções para o seu tormento. Quis cobrar do nobre deputado, nosso vizinho, uma micro mudança ortográfica. Onde se obrigasse à utilização do “?” invertido antes do começo da pergunta. Ademais como já o fazem nossos vizinhos do Mercosul. Por fim não teve coragem, e por isso aumentou a precaução ainda mais. Em anos de sufrágio, quando proliferam as pesquisas de opinião, ele sempre muda de calçada e atarantado balança a cabeça para lá e para cá, e vai resmungando “não! Não! Estou sem tempo agora, me desculpe, se faz o favor”. Diz. No estádio, muda de lugar quando aquela luz o ilumina, não fica para ver o microfone querendo entrar em sua boca para desentupi-lo. Nem de brincadeira, nas ante-salas de qualquer consultório, folheia revistas velhas. Fica nervoso ao abrir a página de seu provedor da internet, fixa os olhos nos “x” fechadores de janela, mantém a setinha do rato sempre a postos para clicar mais rápido que o Clint sacava seus colts. Ao ver a palavra “responda” num piscar de olhos clica. Via de regra vai direto ao seu correio eletrônico. Na lixeira nunca esteve, deixa que o provedor resolva por esvaziar.  Remove qualquer coisa minimante desconhecida, sem abrir. Abre somente o que tem absoluta certeza. Vive do medo que lhe perguntem o que acha ou pensa da Rita Lee.      &lt;br /&gt;      No mais Ledório é um resignado, no seu não fazer, o seu fazer tem pouco valor de troca reduzido diante do por consumir que lhe impacta. – Falácia -. Diz econtinua. Eles me viciam, suas analises pontuais, cercadas de arame farpado para que não escapem do cercado da ordem sequer olhem pelo buraco da cerca.  – Falácia -.Diz ele e continua: sou consumidor inveterado de falácias, com seus miligramas de incoerência e outro tanto de verdades parciais. Diz mais: é melhor ler o Cony que anda lentigraxo equilibrando-se na cerca. Sim hoje é o Cony.  Diariamente Ledório elege um articulista ou cronista para malhar no painel do leitor onde nunca nada seu foi publicado, mas Ledório não desiste, envia via eletrônicos meios e imprime uma cópia que a esta altura do dia está colada num poste, sonha em ver no painel seu nome impresso. - Hoje está fraca esta folha só me resta mesmo o Cony - diz de si para consigo. Não Cony não. – arrepia-se - parece uma azeitona Azapa com sua carnosidade escura aparentemente espetável, mas quando com o palito tenta espetar só consegue mesmo tangenciar e a Azapa desliza para o lado e sobe na beirada do prato raso, quase foge, mas derrapa na rampa e volve, como uma criança no escorrega, ao centro do prato. Há que se espetar bem no meio da parte mais alta do cós, não no umbigo que fica no pólo. Pensa Ledório e ademais são dois umbigos, melhor dito, olho e umbigo que não se vêem, se fosse o caso diria ao olho, olho você é ônfalo, umbigo fique de olho, não ia adiantar é o caso de ser certeiro, mas acabará por ser num golpe de azar. Ledório não precisa ler, é um idiota quase autodidata, não fosse o curso de letras no IEL. Enquanto isso na mesa um o mesmo continua igual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-8187713821554741674?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/8187713821554741674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=8187713821554741674&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/8187713821554741674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/8187713821554741674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/17carta-do-leitor.html' title='17.Carta do leitor.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-3421093376402378376</id><published>2006-11-10T08:43:00.000-08:00</published><updated>2006-11-10T08:45:09.138-08:00</updated><title type='text'>16. Retrato do artista quando bêbado e uma mércia ulula</title><content type='html'>Luis sabe se entreter e quer se entreter na ante-sala da guerra que haverá de travar, ainda que os jogos lhe saiam um tanto espasmódicos. E lá vai ele.&lt;br /&gt;Chá nixda. Da chope. Por fim diz, e o mestre?&lt;br /&gt;    -Você acha que ela o traiu?  Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;    -Penso que não.&lt;br /&gt;    -Mas por que Capitu não retorna?&lt;br /&gt;    -Porque seu filho era o filho de um fantasma, antes foi traída. A mãe através do pai e o filho inocente através da mãe.&lt;br /&gt;    -Quero ver o desfecho disso, continue- disse Zénão descrendo.&lt;br /&gt;    - Capitu não partiu e se não houve partida não poderia haver retorno, por isso ela não volta, no mais a má acha do  Bento, sua indecisão incubada e sua covardia a decapitaram.&lt;br /&gt;     -Sim! E Escobar?  Disse Zénão e descreu só com um sorriso de lábios fechados, um escárnio carinhoso.&lt;br /&gt;     -Asco bar. Puro asco. Escobar. Escrabo. Escravo. Implantado por Bento a seu serviço e você tem ai o Bento traindo-se, traindo o fantasma e Capitu. E veja que Capitu pode vir de kaptum.&lt;br /&gt;     - Como nunca pensei nisso? Perquire-se Zénão.&lt;br /&gt;     - Bento a traiu ainda mais. Continua Luis. Como réu, testemunha e juiz dele mesmo, inexpugnável diante da imensa força de sua fragilidade em manter um segredo de infância, jurado no quintal da casa de Capitu e no seminário. Sua homossexualidade.&lt;br /&gt;    - Milk shake! Brinca Zénão&lt;br /&gt;    - Pois é! Não ter ele o filho, mas ser ele o pai do filho de um  fantasma, já que o espectro do escravo rondava.  Que diferença faz Suíça ou Dinamarca ou algures podre como,  mas ele o pai do filho de um espectro não soube a si interpretar, desconhecedor do papel, já que um não era filho do que não era pai. O pai, o filho do espectro e se espectro for espírito e o espectro em si, isso se assemelha a Santíssima Trindade cujos membros não se sabem.&lt;br /&gt;    - É iss’aí! &lt;br /&gt;      Feia neste momento parecendo ser a bailarina egípcia ou Shiva, quer esconder o cigarro a meio dos dedos indicador pai-de-todos, cabeça para cima e a boca chaminé soltando a fumaça restante na pleurifornalha, aperta a guimba torcendo-a até a morte no cinzeiro, finge a Luis um olhar pasmado.&lt;br /&gt;     Um casal senta-se na doze. Ela de mini-saia, ambos de óculos escuros.  Ela ciosa dos olhares espreme por trás a saia contra as pernas. Senta-se.&lt;br /&gt;        - Vá lá Luis. Referindo a Feia. Diz Zénão.&lt;br /&gt;Feia acende outro cigarro. Mão para trás e ao alto repetindo o desenho religioso egípcio, hindu, Shiva, sopra para cima. O incômodo incomodado, esquece que o melhor do fumo são nuvens saindo da boca dando ao fumante dimensões demiúrgicas, não a urgência do desaparecimento da culpa.&lt;br /&gt;    -Você brincava de falar só com frases de canções? Pergunta Luis.&lt;br /&gt;    Como eu já disse, espasmos. A da mini-saia abana o fumo, que sempre vai no sentido da intolerância.&lt;br /&gt;    - Claro. Zénão responde. Cada palavra que você disser canto uma canção. Somou.&lt;br /&gt;    - Um amigo meu brasileiro lá em Berlin...&lt;br /&gt;    - Que tem Berlim?&lt;br /&gt;    - Um cara que falava inglês só com frases dos bitous.&lt;br /&gt;     - Hahaha! Só com frases das musicas?&lt;br /&gt;     - É.&lt;br /&gt;     - Hummmm! Cruzou. Diz Luis.&lt;br /&gt;     - Eu vi. Pelas gelosias.&lt;br /&gt;     - A Feia vem aqui, já que você não chega!&lt;br /&gt;     - Vem nada. Ela vai é tirar no toalete a salsinha do dente, e quando tangenciar estes secantes, vai forçar o fim do espinhaço para trás os peitos para frente jogar as madeixas do seu cabelo duro para um dos lados com um movimento de cabeça e revoltá-los com uma das mãos para o lado que estavam enquanto com a outra aperta a puxar a ponta do nariz tudo sem esticá-lo olhar para o caixa Antoine que é o único ponto seguro nestas margens do Atibaia, um espelho jacteado, e dobrará a direita quando veremos amoldados seus atributos posteriores dentro do jeans, que nós por uma obrigação secular julgaremos e com as pilherias esqueceremos de desfrutar o deleite dessa maravilha duplicada, vaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    - Bunda baixa funda racha. Diz Luis. &lt;br /&gt;    - O é tem detalhes? Pergunta Zénão.&lt;br /&gt;    - Tem se o É também é objeto?&lt;br /&gt;    - E o é tem detalhes. Pardelhas! Insiste Zénão.&lt;br /&gt;    -Tem e os detalhes são puramente estéticos ou utilitários e ai são puramente utilitários. E Luis leva a mão à orelha sob os cabelos e franze a testa arqueando as celhas.&lt;br /&gt;Neste momento chegou Edmilson com mais quatro amigos e sua mulher, seis. O serviço emenda a treze com a vinte três. Nutos e donaires para os do Choro. Ah! Este é seu Ademar. Edmilson! Prazer! Prazer! Minha esposa! Prazer! Prazer! Aluno! Edmilson! Prazer! Prazer! Amigos! Ademar! Prazer! Prazer! Podem ficar a vontade. Est Deus in nobis.&lt;br /&gt;     - Que você tem na orelha que tanto cutuca e puxa e quer ver? Vá olhar no espelho. Flagra Zénão.&lt;br /&gt;     - Ainda não sei, mas acho que minha orelha afinou a parte de cima.  Diz Luis.&lt;br /&gt;     - Deixe-me ver.&lt;br /&gt;     - Não.&lt;br /&gt;     - Você está louco! Luis se levanta e vai até o espelho pega a orelha e puxa tentando vê-la diretamente, não crendo no espelho. Volta creditando tudo a seu estado inicial de temulência.&lt;br /&gt;     -Você procurando utilitarismos nos defeitos? Ó Luis!&lt;br /&gt;     -Prefiro, Ó... deixa pra lá!  Ainda encanado com orelhas pontiagudas. Já não me faltam um rabo e uns cascos. Pensa o cinosuro.&lt;br /&gt;O serviço anda atarefado emendando mesas. Chega senhor Pavão com suas mulheres. Chi! O genro futuro sempre presente, também com uma morena dessas, coitado do Euclides, não chegou a presenciar o que é miscigenação. Pavão sem duvida é, em havendo, um homem feliz.&lt;br /&gt;        A moça da doze destrançou as coxas. Zénão olha pelas gelosias espelhadas refletindo o bar que é a imagem da vida.&lt;br /&gt;        Luis. Frontal.&lt;br /&gt;        - Vi. Disse. – a mércia abria lentamente as pernas – e ainda mais vejo.&lt;br /&gt;       - Vamos comer um algo Luis? Que isso aqui está ficando animado.&lt;br /&gt;       -  Chame o cardápio. Diz Luis no que o serviço passa com a bandeja cravejada de caipirinhas de lima da pérsia.&lt;br /&gt;       - Belmiro que tem ai nessa ucharia?&lt;br /&gt;       - Olha o cardápio, é pra isso que existe!   Belmiro grosso qual moerão de canto de cerca, jogando o cardápio sobre a mesa com a mão que não palmilhava bandeja.&lt;br /&gt;       - Demorou, comédia! Fala Luis na crista da onda da gíria. Insiste Luis. Comédia. Você que tudo sabe, sabe o nome da de mini-saia?&lt;br /&gt;      - Sei. É Mércia J.J. Responde Belmiro voltando da entrega de caipirinhas ao seu Pavão. E o cara é meu amigo, continua Belmiro.&lt;br /&gt;- Isso lhe subtrai valor. Diz Luis querendo arrumar tretas com Belmiro no jogo de pequenas agressões, mas Belmiro não capta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-3421093376402378376?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/3421093376402378376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=3421093376402378376&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/3421093376402378376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/3421093376402378376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/16-retrato-do-artista-quando-bbado-e.html' title='16. Retrato do artista quando bêbado e uma mércia ulula'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-8670079950717304070</id><published>2006-11-10T08:42:00.001-08:00</published><updated>2006-11-10T08:42:58.534-08:00</updated><title type='text'>15.Balcão.</title><content type='html'>Balcão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso no balcão Alceu e Alcides Benevides trocam impressões sobre...&lt;br /&gt;- E aquela mulher Cides?&lt;br /&gt;- Como você é curioso Alceu!&lt;br /&gt;- É. Ela parece ser gente fina!&lt;br /&gt;- Finíssima, elegantíssima íssima!&lt;br /&gt;- Vocês ficaram juntos?&lt;br /&gt;- Tá bom Alceu pela milésima vez te conto.&lt;br /&gt;- Não estou forçando a barra, mas folgo ao ouvir essa historia...&lt;br /&gt;- Tudo bem. Veja bem Alceu, por todas as qualidades dela e o cara impressionante que sou,( risos) nossos encontros, olhares, esgares, beijos e a não formalização de um namoro acabaram por despertar um interesse imenso nos outros a respeito da historia e para somar ia numa crescente mania pela narrativa, pus-me a narrar, para audiências várias e muito interessadas. Chegou um momento que eu e ela não conseguíamos mais produzir tantos novos capítulos  que ia eu feito um Benedito Rui Barbosa entremeando, primeiro fatos que facilmente eu fazia acontecer, as vezes nem queria sair com ela,mas a historia era um “bebebe” a céu aberto e já me queriam ver com ela para ver nosso silêncio, embotados um no outro, depois pequenas invenções possíveis... não posso negar que nos usamos todo o tempo. Como se usa um papel higiênico. Só que por uma qualquer circunstancia esse papel higiênico era nada mais nada enos que umas folhas de papel bíblia arrancadas  das obras completas de Carlos Drumond, lidas com paixão e desespero antes de enfiá-las literalmente no cu.&lt;br /&gt;- É foda né Cides!&lt;br /&gt;- Põe foda nisso Alceu! &lt;br /&gt;Balançaram as ambas cabeças e brindaram.&lt;br /&gt;- Saúde! Ambos disseram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-8670079950717304070?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/8670079950717304070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=8670079950717304070&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/8670079950717304070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/8670079950717304070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/15balco.html' title='15.Balcão.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-7458835353070119167</id><published>2006-11-09T07:34:00.000-08:00</published><updated>2006-11-09T07:36:32.150-08:00</updated><title type='text'>14. Edite bibite.</title><content type='html'>Eu lá com ela naquele como se diz bar do Cleso. Um verão meloso, grudento! Estava especialmente espirituoso, junto com amigos e Laura. A moldura foi se quebrando no que os amigos foram um a um se retirando, e nós mantivemos o mesmo ritmo de euforia quando grupo estava presente, demoramos um pouco a nos dar conta da solidão de cada um em um no universo expandido a que éramos um alguém a beira de uma estrada de terra  ao norte das veredas Gerais que um alguém vê e ouve uma caravana ao longe, à medida que avança o bando o vozerio aumenta até que esteja a sua frente e então diminui no que se afasta até o último latido dos cães. O silêncio pesando. Rulque o garçom guardou mesas e cadeiras. Disse boa noite! Boa noite!  Éramos sós e sérios. Seriedade que se consegue depois do riso.  Eu ardia da minha fogueira de lenhas juvenis, mordia com os dentes de cima o lábio inferior, vulgar, espesso demais, e a minha frente a vida para uso compartilhado quase minha. Laura parada. Olho e olho parados. Escolho um cravo dos do seu nariz, a mão no queixo.  E o camundongo imóvel. A gata com patas fofinhas, as garras recolhidas. Afaga a presa. Eu, quanto mais árido e se ácido melhor, não fujo. Algo se posterga, a febre não arrefece.  A pata-de-vaca estrala uma vagem. Passa um carro. Os pés quentes. Laura ocupa-se da cabeleira. Colhe-a toda. Uma melena caiu pelo rosto até a boca. Laura  prende os cabelos faz uma calda segura pelo indicador e polegar.  A outra mão sujeita o maço, enrola um arranjo.  Faz falta uma Bic. Não. A Bic resolveria. Balança a cabeça desfaz-se o coque.   Volta ao rabo de cavalo. Que também se desfaz. Cabelos soltos como labaredas de um fogo interior. Emoldurando. Encaixilhando. O que? Eu só tinha olhos para a sua boca. À sua boca a outra boca. Logo tinha olhos para os olhos (dela). E os olhos vendo o invisível. Eu  reduzido a olhos familiares eu olhos meus ia da boca para os olhos dela e dos olhos para a boca, pulava o nariz, falhava o buço. A boca de Laura perto de abrir mostrava os dentes e os de cima não tocavam os de baixo, lábios levemente carnudos entreabertos, o rosa da gengiva a língua rosa, o rosa dos lábios, os carnosos lábios em si. Fatia de romã. Carmesim. Carnirosada. E meus lábios grossos entreabertos. A língua caída, pousada atrás da muralha de marfins no sumo dela mesma.&lt;br /&gt; A espera anda à espreita. Meu corpo todo, um infinitésimo. Átomo entorpecido. Peão quatro do rei contra peão quatro da dama. Eu de pretas. Vulnerável humanidade. Inútil lutar. Algo movendo em jorros quânticos. Meus braços caídos e na longínqua extremidade as mãos imensamente pequenas. Cuidado não vá deitar abaixo o leite da gata menino! Evoquei toda sensibilidade queria vê-la transbordar, tremo por não saber qual será a última tampinha no copo d'água que o fará transbordar.&lt;br /&gt;        A namorada, a cabeleira, o marfim, a carnirosada, o hálito quente úmido que meu nariz, meus lábios iam interpretando ali a vida através da avidez dela avizinhada. Meus pês-orbitais braços, saindo do mundo atômico abaixo de meu queixo, levam primeiro a mão ao rosto quente de Laura que prende dengosamente a mesma mão contra seu ombro, a outra mão com a uma emolduraram o rosto dela. A minha uma mão desliza para trás da orelha e vai a nuca em meio a cabelos colados na pele que o indicador e o médio entesouram e descem pelos fios longos até as pontas onde a mão se abre e sobe em concha enchendo e vertendo cabelos e assim cheia chega de volta à nuca. Olhos umedecidos olham olhos chamejantes e nada vêem senão que, desvendam relutâncias fragilizadas na ausência de palavras diante do desejo, sobre pernas remotas que me prendiam a terra com desconfiança em Newton e vacilam diante da gravidade do abismo. A uma mão permanece secular segurando cabelos incontíveis e a outra mais divertida enlaça dedos. Distância abissal de dois narizes. O ar que ela expira já saiu de mim e de volta expiro, uma perna dobra o joelho o bastante para tirar o calcanhar do chão e ela treme como vara verde. A uma mão ainda segura cabelos e o seu polegar alcança o lóbulo. Brió. A outra mão com a mão dela brincam de espelho, sobem descem. Meu pé alçou vôo rumo à escarpa e meu joelho encontra o joelho dela entre peles os panos. Minha mão que brincava com a mão que agora pousou no meu ombro está na cintura dela. Os seios dela por agora são sonho nuvens do futuro. O olho no olho e joelho desliza joelho. Encoxam. O forno aceso a lenha seca os ventres se tocam.  O centro de massa começa seu governo. Os narizes desviam-se. Os lábios se tocam. Edite bibite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis sabe que isso levado adiante será capaz de o matar, e que foi longe demais, deveria saltar antes, pisar nos freios agora? Ser alcançado pelo véu de poeira que lhe cobriria o fracasso, tudo parece improvável, “como o amor pode fracassar”, mas como enfrentar o pesadelo de um bebê chorando que Luis vai ninar para que volte a dormir, e o bebê ri com dentes de Laura e diz com voz de Laura, “eu não te quero” fria e doce. Qual uma linda frase em alemão e no final um Nichts. E depois? Depois  não podendo comer a própria memória Luis pensa nuns biscoitos com chá no que Capitu vem puxando um barbante com bandeirolas e numa delas os olhos de Laura são mais dissimulados que os da penitente, mas Laura é só um prefácio de um livro inacabado porque ela sumiu e Luis é um personagem que quer fugir do próprio manuscrito e resta-se suspenso a mercê de um escritor negligente que o abandona na mesa um à própria sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-7458835353070119167?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/7458835353070119167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=7458835353070119167&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/7458835353070119167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/7458835353070119167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/14-edite-bibite.html' title='14. Edite bibite.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-8296379574977310948</id><published>2006-11-08T08:07:00.000-08:00</published><updated>2006-11-08T08:09:49.997-08:00</updated><title type='text'>13. Sancho,</title><content type='html'>Eis que Zénão se anuncia. Zénão mete a colher de pau bem no meio do púcaro a cozinhar o fubá.  Um plóc será fatalmente queimado pelo angu. Zénão é todo-dedos.&lt;br /&gt;    - Está derretendo toucinho? Pergunta Zénão.  Achegando-se.&lt;br /&gt;         - Trouxeram outro ator? Pergunta Luis.&lt;br /&gt; - Temos que dialogar. Não pensa assim?&lt;br /&gt; - Não. Estou flertando, o passado, o futuro sem/com Laura, a Elena da 21 que o demônio acordou para mim. Responde Luis.&lt;br /&gt;         - Interessante! Fala Zénão. Que fazer? Você já pensou em Menelaura?&lt;br /&gt; - Clementinamente expele Luis: Nem as deusas suportam a metafísica do tempo.                &lt;br /&gt; - Eu sou o hipócrita. Subentende-se.&lt;br /&gt; - É pessoa e ela é Feia. Mascando as palavras com molho choposo.&lt;br /&gt; - É Feia, fala o outro. Que atrai? Completa.&lt;br /&gt; - A possibilidade, o efêmero. Diz Luis. &lt;br /&gt; - Mais um chope pra me esconder debaixo desta tua saia...  cantifala o um e repara que a chuva começa a cair, pingos gordos suicidas que se espatifam no rio levantando cogumelinhos de reclamos fazendo ondas concêntricas destruídas por outros pingos da mesma forma gordos.&lt;br /&gt; - Cusparadas divinas. Fala um.&lt;br /&gt; - Quem o entenderia. Fala outro.&lt;br /&gt; - Um meia-pressão Belmiro, você não dá conta? Fala! Que pego direto ao balcão. Fala Luis ao que Belmiro flanava entre as mesas palmeando seu inox com esponja antideslizante absorvente.&lt;br /&gt; - Sem pression Jotajota. Belmiro hablando.&lt;br /&gt; -  Sin. Y Cuidao. Retruca o andaluz raivoso.&lt;br /&gt;Segundo intervalo dos chorões. O volume das vozes  diminui, as pessoas se olham por todos os meios, inclusive o de não se olhar. O serviço anda mais atarefado, pois a sede aumenta, com o aumento de calor causado pelo começo da chuva de verão.&lt;br /&gt;- O que será que será o que será que será da canção? Pergunta Luis.&lt;br /&gt;- Desejo! Fala Zénão.&lt;br /&gt;- Meu desejo!&lt;br /&gt;- O que você tanto mexe Luis?&lt;br /&gt;- Acho que são pelos que sobraram do corte de cabelo. Acho não, penso que são.&lt;br /&gt;- Que tem a sua obsessão? Pergunta Zénão, modulando a voz querendo tirar peso da palavra ao cutucar o ferido.&lt;br /&gt;- Não sei... mas... Sem mas! Reforça. Não sei mesmo, e o pior é mesmo que não sei.&lt;br /&gt;Luis sabe, claro que sabe, só diz isso que ele disse quem realmente sabe que se fosse J.J. lhe poria poesias na boca, ao contrário deixarei que sinta por si só sua força agindo contra ele mesmo nessa preguiça que se encontra.&lt;br /&gt;- Só o Chico para escrever janela sem gelosias e ficar bonito. Fala o mirador de gelosias.&lt;br /&gt;Conversa de bar é de contínuo assim, aquilo lembra outra coisa que liga noutra como em sonho e isso explica porque Zénão foi falando que o Chico consegue palavras que ninguém coloca com tanta naturalidade e beleza.&lt;br /&gt;- Você insiste neste paralelepípedo.      &lt;br /&gt;- Mas, não é?&lt;br /&gt;- A poesia é da família. Espeta o compulsório.&lt;br /&gt;- Você nunca leu o Sergio. Conversa recorrente.   Fala Zénão riscando o sabre no cimento queimado do Deck.&lt;br /&gt;- Li. – diz Luis – e segue dizendo - tece a história do ponto de vista dos heróis, faz a nossa história parecer um conto de fadas.- Blefa.&lt;br /&gt;- Você comprou isso da esquerda stalinista fossilizada surreal. O problema é que ele não especulou como essa mesma esquerda.&lt;br /&gt;- Que mané esquerda! Problema é que a direita, acaba por crer nessas especulações que ela lê da esquerda.&lt;br /&gt;- Por isso leio tudo. Querendo fazer a segunda e louco para colar o setecopas na testa.&lt;br /&gt;- Então me ensina como se faz um suave barbear?&lt;br /&gt;- Pincel úmido dormente em substância conseguida da mistura de gordura com soda cáustica, igualmente adormecida, e dá cá meus três tentos. Fala Zénão e continua. Agora me diga o que tem a ver Florisbarba da baba do sabonete com o Sergio Buarque? &lt;br /&gt;- Talvez o Chico esteja para o Sergio assim como  o Paula corno manso que anda um romance inteiro com um sabonete no bolso da calca para o grego arcaico. Fraco não é? Disse Luis.  Vale um milho?&lt;br /&gt;-  Hahaha!&lt;br /&gt;-                            Hahaha! Luis ria com gosto e entra com gozo no labirinto Laura... e  dou-lhe voz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-8296379574977310948?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/8296379574977310948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=8296379574977310948&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/8296379574977310948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/8296379574977310948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/13-sancho.html' title='13. Sancho,'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-7094075562408356142</id><published>2006-11-07T07:40:00.000-08:00</published><updated>2006-11-09T07:33:51.988-08:00</updated><title type='text'>12.Dulcineia.</title><content type='html'>O galo canta nas bordas do universo. Laura chega ao Deck. Luis ainda não a viu. Quando Luis vê Laura, é o mesmo que um sonho duplo, é justapor imagem e objeto, estando acordado. Um sonho materializado, que se não resultasse perfeito seria um realismo dispensável. E para ser tanto! O que tem Laura? Além de um nariz pessoal, lábios um tanto carnudos, dentes brancos e grandes e lá dentro da boca um tom de vermelho rósea de vitela, um tanto para o inverossímil e o cabelo acastanhado claro, que quando presos nos dias de verão. Por sorte são tantos os dias de verão, ainda que julguemos insuficientes. Os seus cabelos presos. Diz Luis e não se farta de repetir, caprichosamente desmelenados e as madeixas escapulidas do torcido amarrado grudadas a pele da nuca por algum suor cheirando a cashemere pour homme, tem Luis invariavelmente o desejo de morde-la toda, ainda que não esteja naquela meia hora de pele que todos um dia tivemos. Que mais? Sim Laura tem um certo humor dado a um tanto de perfídias, às vezes mente sem sinceridade, e é por isso irrepreensível. Luis decanta sua elegância, por ser muito pouco inclinada ao mal-dizer e a uma certa fuga caprichosa, como se caíssem os disjuntores da percepção, elegantemente intocável. Laura gasta energias sem paixão, pelo atlético próprio. Para Luis uma mulher perfeita deve ter inclusivamente defeitos, e ei-lo: Ela é prudentemente imprudente. É isso, um alvo efetivamente móvel num game infinito. Capaz de safar-se com calma dos imbróglios em que se mete. Luis a estuda pacientemente à caça do golpe que fosse fatal ou antes fosse uma saída. Ausfahrt. Qualquer saída duma Autobahn também qualquer. Pior de tudo é que Laura é um ideograma em Beijing, e Luis analfabeto em mandarim está perdido indo para Minas. E sabemos o resto. Então se esquece das pequenas audácias. Luis a quer toda, ela tem os olhos possuidores duma tristeza de expressão profunda, açodada, esquecida. Luis entrou e talvez se deparou com coisas terríveis e ficou com igual olhar. A ver se sai!&lt;br /&gt;Laura consegue pegar Luis distraído ouvindo galos, olhando periscópio, velando e bebendo o Atibaia. Laura tapa-lhe os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Tô no poço!&lt;br /&gt;Quem te tira?&lt;br /&gt;É meu amor!&lt;br /&gt;Com o que?&lt;br /&gt;Um beijo e um passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis entra na brincadeira e perscruta, tateia, cheira, tentando em meio a um amontoado de informações desvendar quem lhe tapa os olhos. Pela cicatriz e seus dedos longos! É Laura. No entanto o perfume ainda que melhor que o velho conhecido da memória é outro. Quase se irrita com o próprio desesquecer. Relaxe diz de si para consigo, vamos brincar.&lt;br /&gt;- Minha eterna namorada! Disse o cabra-cega.&lt;br /&gt;- Não! Bobo. Sou namorada de ninguém não.&lt;br /&gt;- Bobo não, babão e como tal sou ninguém e não, e você trocou de perfume, Laura?&lt;br /&gt;-Sim, e não te agrada?&lt;br /&gt;-Agrada, mas isso não se faz.&lt;br /&gt;-O que não se faz? Você, o eternamente insatisfeito!&lt;br /&gt;-Perfume é coisa séria, uma mulher como você realmente elegante deveria manter a fidelidade ao sempre mesmo perfume.&lt;br /&gt;-De onde você tirou isso?&lt;br /&gt;-É uma antiga regra francesa.&lt;br /&gt;-Não estamos em França.&lt;br /&gt;-E porque usa perfumes franceses?&lt;br /&gt;-São os melhores.&lt;br /&gt;-Respeite uma regra e há de respeitar todas.&lt;br /&gt;-Diga-me Luis da Silva de onde tira tudo isso?&lt;br /&gt;-É um erro do encadernador. Trata-se da historia de um negro com aparência de branco, um sedutor que matou a namorada branca, para vingar a morte do irmão negro, matado por brancos.Boris Vian me fez acreditar que ela não percebe que ele é negro.&lt;br /&gt;-E você me matará?&lt;br /&gt;-A seguir o enredo do plágio, teria que a creditar que sou negro, e antes teríamos que ser namorados e fazer muitas coisas saborosas antes da morte que é o prato principal, mas jamais te mataria, em pior hipótese você é meu refúgio.&lt;br /&gt;-Por que isso agora?&lt;br /&gt;-Não sou tão mal quanto pensa. Digamos assim um certo mal benigno.&lt;br /&gt;-Diga-me Luis do Benigno-Mal, que coisas tão más, que boas e saborosas podemos fazer? Que não tenhamos feito.&lt;br /&gt;-Dançar um choro, por exemplo, não danará a tua vida e no mais nunca dançamos. Se aceitar, dancemos!&lt;br /&gt;- Sem afetação? Aceito.&lt;br /&gt;Um selo e ao pé da mesa um dançaram suavemente, Rosa.&lt;br /&gt;-Você ainda não aprendeu a dançar. Disse Laura.&lt;br /&gt;-E quem te disse que há uma forma de dançar?&lt;br /&gt;-Existe Luis. Cada atividade humana tem sua estética.&lt;br /&gt;-A estética do que existe! Será imutável?&lt;br /&gt;-Luis devo ir, você continua o mesmo e quer… deixa pra lá. Disse Laura.&lt;br /&gt;-Você está sempre indo! E fico só com sua Má Lauria! E minha febre não arrefece.&lt;br /&gt;-Luis isso já perdeu lá a sua graça! No mais marquei com amigos um passeio de baique pelas trilhas de Joaquim Egidio e eles estão me esperando, passei só pra falar um “oi” pro Wirto, você está no lucro. Maluisco! Eu volto. Falou com um riso plácido entremeado de possível escárnio e lança uma semente de esperança, tantas vezes semeada, e igual número vezes esturricadas na própria aridez.&lt;br /&gt;- Você é a concha que carrego pra não ter que voltar. Disse o caracol com sua casa interior.&lt;br /&gt;- Você é ótimo encenador, Luis, mas o que haverá depois do ardil?&lt;br /&gt;- É Laura, ruim seja quem se toma ruim, veja que foi você quem me disse isso há tempos atrás. Disse Luis revolvendo páginas quixotescas.&lt;br /&gt;- Esqueça, são páginas viradas, meu querido. Disse Laura.&lt;br /&gt;Luis vê o passado rindo, dando adeus ao futuro, é uma perfídia roubar ao coitado os estoques de manutenção para que não vá adiante nem em sonhos, então ele luta.&lt;br /&gt;Esquecer nunca! Toca é baralhar as cartas. Tenho mesmo que melhorar a abordagem, Luis ia dizer isso, mas não seria no bar em meio a tanta gente, que se poderia construir alguma coisa com Laura, haveria de ser em segredo quase casto, a dois quando se tenta embalar o sono, ou em qualquer lugar onde pudesse tira-la do mundo, ou onde este não fosse mais que uma possibilidade do pensamento. Aqui no bar com este alvorotar de olhares, onde ela goza com esta sensação e assim vestida informa aos interessados que está para o mundo, mas não disse, ao contrário, disse Luis.&lt;br /&gt;- A menina virou frasista? Respondendo a ultima fala de Laura.&lt;br /&gt;- Você vê? Disse Laura um tanto coquete.&lt;br /&gt;Laura com seu short justo de ciclista, seus cabelos meticulosamente descompostos, uma visão inesperada de uma mulher elegante e por isso ainda mais sedutora, deu mais um sopro na chispa e retirou-se rumo ao estacionamento e Luis resta-se escangalhado. Remoendo perfídias em forma de maçã e peixinho-dourado. Escangalha o último choro dançado. Que se ainda fosse o ultimo tango, escangalharia. Refazer? Inútil pergunta. Mas por que me beijou? Será pena? Ou será uma boa e lenta e terna vendeta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-7094075562408356142?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/7094075562408356142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=7094075562408356142&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/7094075562408356142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/7094075562408356142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/12dulcineia.html' title='12.Dulcineia.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-7681791965552406132</id><published>2006-11-03T08:26:00.000-08:00</published><updated>2006-11-03T08:30:03.905-08:00</updated><title type='text'>11.O um de novo.</title><content type='html'>Um no entanto sim, sim voltemos ao um.&lt;br /&gt;Tudo sempre agachado acerca de Luis. Luis não sabia o que era fome e sim comia quando algum almo aparecia, se houvesse fome seria uma fome ancestral. Inútil comer então, assim vamos comer, meu filho! Mostrando com o queixo os saquinhos da padaria União, como se fora um peixinho dourado. Significado ignorado por Luis, alheio ao marketing. O único que conhecia era a bolha de água correndo prateada na folha de inhame que usara nas horas da sede em riachos de águas cristalinas e nem tanto que cruzou neste seu vagar. Com algum esforço José Itaca, que não era mais um jovenzinho, se pôs ereto, abriu a porta e deu passagem ao menino que mesmo sem estar seduzido pelo peixinho dourado da padaria, aquiesceu.&lt;br /&gt;- Inês! Bradou Jose Itaca, esquente água para o banho do menino.&lt;br /&gt;Com Luis a sua frente e o empurrava com suas pernas e barriga.&lt;br /&gt;Vamos José!&lt;br /&gt;Luis! José não. Disse Luis.&lt;br /&gt;Hoje o acontecido tem para Luis a dimensão de um jogo de berlinde, onde era teco. E, menos que o gol feito por Marco Aurélio desde o meio campo encobrindo Veloso, numa quarta-feira que de tão radiosa poderia ter sido domingo majestoso, caso não fosse. Insiste tanto nisso que chego a crer, e sei também que nenhum ponto de inflexão leva ao mesmo de onde vinha. E assim tal equação nos deixa com duas soluções e sabemos que a solução opera sobre a variável e a variável fixada induz a mais soluções. O objeto e sua sombra com a luz no infinito se movem ao mesmo tempo. Mas voltemos a sua história de passagem pelo Deck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana laranja.&lt;br /&gt;C vitamina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis recorda mais um troço da cançoneta e o pandeiro do regional acena, ao que as moçoilas responderam com leveza, donaires, velhices fossilizadas em repertórios. E o regional segue adiante num passo mais lento. Elegantes como um estouro de zebras do discóveri tchenel.&lt;br /&gt;Chega ao bar Seu Chapéu o pé-de-valsa campineiro com Sua Par. Deslizam entre as mesas, rodopiam, nariz a nariz. Sério ele, delicada e dedicada Par na aba de Seu Chapéu.&lt;br /&gt;Luis assim que viu Feia, engoliu isca e anzol e quando já se babava e enquanto isto queria de si para consigo explicar o porquê daquela Feia nisso (dele). A felicidade só ocorre nos desvãos do efêmero? Inútil pergunta. Mas perguntou-se. Não houve resposta que não fosse um leve contrair da face, abrir ventas perder o olhar no horizonte perquirido, que neste caso era ela nela mesma a que esconde a beleza. Definiu isto e nisto põe-se em sorrisos quase de dentes. Afinal a resposta sempre será, não me importo quão pouco ela dure.&lt;br /&gt;Da estratégica mesa da diretoria do Deck Bar vê-se toda a fauna do bar e a pouca flora do assoreado Atibaia ciliado por cinco coqueiros, dois pés de ingás e um jambolãozeiro, casa de casal de saruês, isso nesta margem onde se planta bar, e bambuzal à outra margem. E na ponte que cruza o rio pessoas cruzam vendo a vida definhar com o rio, e um homem pesca quem sabe a última piaba.&lt;br /&gt;A faina dos chorões do Choro Bandido apimenta os olhos e arranca lágrimas do carinhoso Ademar que explode em mais palmas secundadas primeiro por Aluno e logo toda freguesia.&lt;br /&gt;A bonita manipula um batom, agora vasculha a bolsa em busca... pordeus! Um espelhinho periscópio, agora gira o periscópio, Luis está no foco, que com o polegar e fura-bolo arregala os olhos e com o fura-bolo da outra mão espreme o nariz para cima, um sátiro brincalhão, agradou. Pergunta, será que falarão de mim uma as outras. Responde, não fiarão antes no ciúme uma das outras, e assim me privam de alguma preferência que às preteridas tolhessem a esperança para sempre.&lt;br /&gt;Luis quer chope. O serviço anda meio bossa nova. Ao berro rókenrou de: Belmirô! Luis ribombando decibéis um tom acima do chorinho, faz Belmiro ouvir o pedido. A demora insiste na sua eficácia, mas em hora boa Luis divisa o meia-pressão escorrendo creme na bandeja. Cena de transbordamento que Luis da Silva Neto, aqui dito Luis, adora presenciar e participar, pois a tudo somam boas recordações bávaras, a desmadrar e deslembrar para sempre o ancestre angustiado. Mas como fugir de sua própria angustia!? Luis consegue não mais que uma farsa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-7681791965552406132?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/7681791965552406132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=7681791965552406132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/7681791965552406132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/7681791965552406132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/11/o-um-de-novo.html' title='11.O um de novo.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-6344698679725429628</id><published>2006-10-31T10:11:00.000-08:00</published><updated>2006-10-31T10:15:25.961-08:00</updated><title type='text'>10. Um Tico, um teco.</title><content type='html'>Outros no entanto não tiveram  tal sorte......&lt;a style="mso-comment-reference: U_1"&gt;Era&lt;/a&gt; uma vez Tico. Que fora pititico. Ainda menor que Luis. Hoje é grande. E dizem que já é demaior. Ninguém sabe. Certidão nem tem. Corre risco de morrer sem mesmo registro de  nascido ter. Tem da vida todos tais anos que não podem ser medidos, senão que via um carbono raro. Mas quantos? Todos?  Sim muitos!  Queiloses todas pelo corpo, mais que anos? Ou mais que raros carbonos.  Quem pode saber! “A mãe disse que me teve com treze, ou foi o Lico que morreu? A mãe não sabe, lembra de uma novela, qual seja, Vale-tudo, não foi em antes? Mas a mãe dizem que o pai matou! E matador fugiu para São Paulo, ah! Se achasse o pai! Juro que matava”. Ficam as marcas. Uma aqui é vacina, ali perto do fígado só pegou por fora, no bucho mesmo, nenhuma. Essa ai na perna é tiro? É. Policia? Tico não sabe se fogo amigo. Menino. Um montão de fugas pelo brejo, descampado, saltando muro, caindo e rasgando a pele em quiçaças. Hoje! Agora mesmo, entra na boca com quinze mangos enrolados apertados na palma da mão fechada e  sai dela com papel no lugar do quinlão e  uma luz diferente pisca na entrada do beco, “não moço dá um tempo, dá volta, sujou”, mas não era nem e assim de rápido  se pá! Limpou. Mais quinze para Tico dar para Lilica, depois Lilica distribui. Agora o papel é para o moço conhecido. “Caprichado” diz esse sendo ele muitos, Caco, Caico, Caíque Kiko, Tatá, até mesmo doutor advogado João Alberto, candidato ao erário, do tanto que ainda não foi abiscoitado, músicos sem e com música, os que acham e os que são, os que não são e os que não acham, só por folia, só aos sábados, de domingo, de segunda, de terça, papel papéu, papér, excelente e tar. Se quisesse era só armar uma rede e ir pescando. E Tico cantava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                ...     Vida me levar&lt;br /&gt;                        Vida leva eu,&lt;br /&gt;                        Deixa vida me levar           &lt;br /&gt;                        Vida leva eu.&lt;br /&gt;Frio que faz olha que frio fazia e Tico descalço num calção e numa camiseta “Rezaistes para senador”. Muita suja a camisa, mas não de hoje, já lavada e ainda suja, encardida, mas isso não é ruim, ruim mesmo é estar rasgada e torta por causa do pano ruim do corte ruim e tanto ruim que quase que saia pelo ombro esquerdo a gola alargada e torta. Está mesmo frio e Tico põe os braços por dentro, ficam as mangas tortas balançando sem os braços que se cruzam sobre a boca do estomago dentro da camisa, rasgada encardida e torta. Frio. O cão na barriga e o cano no púbis. Frio. Tico esfregando a sola de um pé no peito do outro, esquentando, distraído, olhando o olho do gato ou ratazana rebrilhando farol de mais um carro. Sujou diz, dá uma volta, limpou, quinze, papel, papéu, papér, excelente e tar. Moço atenção! Todo cuidado é pouco, Tuim morreu ontem, “os home?” “‘m se sabe” “fogo amigo?” “Pode se”. Então agora do topo falta Lilica para Tico ser patrão. Isso põe caraminholas na cabeça do menino. A mão no cano dentro do calção, Tico sorri, vai ser patrão do Branda, desce mais as mãos dentro do calção, pega segura, passa no cano do três oito, fica um pouco excitado, tem uma vontade de fazer uma zoeira, fazer uma barca no Cambuí e descer com a Samanta para Ubatuba e depois faz outra barca lá e subir. Mas Samanta ainda é de Lilica. Pode ser amanhã. Medita Tico e conclui: “Não essas coisas não se deixam para depois, tem que ser hoje, mas hoje ainda vai longe, quase até amanhã e dizque Lilica lê intenções nos olhos”. E pensativo pensa. “Advinha tudo tem parte...”. Pondera em si, e pergunta: “Já pensou ele desconfiar de mim?”. Só para responder: “Não eu não seria siso de fazer sem nenhuma de boa de chance”. Conclui: “Melhor sossegar os pensamentos”. Farol no olho do gato, “não moço”, “apaga a luz de dentro”. Todo sussurros diz e rediz: “Sujou, olha os home lá éivem, agora não”. Agora Tico tem umas contas desacertadas comendo miolos de dentro da cabeça dele. Dizem que numas assim tem que ter o dedo leve e coração frio qual barata! Ou os nervos nervosos de aço? Tico não sabe e fica nervoso, de não saber.     Dá um rolê brou: Kiko, Nico, Caco, Caico, Caíque tanto faz.  Nervoso orienta com sinais. Rolê, Rolê  mano, soletra sussurra, com cara de ódio medo. A policia chega e pára, desce na toca, Tico entra na toca e pá pá pá pá pá pá. Dois na cara, dois no peito bem no meio para não estragar a peita de botões abertos e dois nos pés descalços dele também para se acaso morto ande. Lilica de deitado na cama com Samanta, deitado ficou meio para sempre. Samanta não chora, é mulher do patrão da hora, do outro, desse e do próximo é só se manter assim gostosuda apertada dentro do short vaginal. Samanta sabe o que ninguém sabe e que não dirá a ninguém e mesmo que quisesse, não poderia. No mais as pessoas daqui ninguém mesmo liga ou dá ouvido pensa ela. Então é prática e revira os bolsos de Lilica. “Isso é meu pertence”. Samanta diz a Tico. Ele nem discorda, mas tira o da mão dela, nem palavra falada dita foi ouvida nem da outra parte nem da uma.&lt;br /&gt;        Tico rei canta:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;        “Vida leva eu,&lt;br /&gt;        Deixa vida me levar,&lt;br /&gt;        Vida leva eu”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tico vestido tudo de marca, não o patinho voando, mas sim bumerangue parado no ar no tênis, camisa de Lilica, calça de Lilica, e o tênis. Lilica tem pé muito grande, mas vestiu o naique pegou Samanta pela mão e saiu da toca e Boca disse “vai fazer uma zoeira patrãozinho, vai hoje é o seu dia, aproveita” Boca é mais velho tem quarenta, e nunca foi patrão, diz que não quer, mas Tico quer e Tico fez o que queria fazer. Foi para Ubatuba. Tudo isso antes de saber que ia matar o prefeito, depois não matar, e depois nem sabe se matou, nem acha que foi ele, podia matar, mas não lembra se pediram, se pediram! “Fui eu”, porque não conhecia o prefeito, mas se pedissem, mas foi e não foi e Tico anda confuso. Pra uns diz que sim e que não pra outros. Mas antes de estar confuso está em Ubatuba com Samanta e passa peróxido cremoso no corpo inteiro grande de Samanta, Samanta jamanta podia ser artista e riscando na areia úmida faz um coração e uma flecha que o atravessa, deixa Tico ver não, Samanta apaga tudo de sua arte nuvem mudou quimera o que foi não era e o que era não foi, não bailarina não poderia ser, ela é muito grande, Tico fica menor ainda perto de Samanta, ela borcada com a cara socada na areia, sem canga, sem toalha, rola e é um croquete, com o buço, muito buço, mas muito brancos, os pelos das pernas, dos antebraços também peroxidados, correm para água gelada e Tico nem Samanta sabem nadar.  Tico mergulha no raso, rala a barriga na areia preta do fundo que também entra no calção, no cabelo. Enquanto Tico se livra da água que lhe entra pelo nariz, balançando a cabeça atirando a água retida nos cabelos. Samanta olha pra um coroa branquelo sentado numa cadeira plástica do quiosque e ele tomando caipirinha. Tico pergunta sem consciência negra: “ você vai preferir a coca laiti?” Samanta diz que não. Ela gostou do ciúme. Ele quase se arrependeu do zelo. E mesmo dentro do mar gelado o dele ficou grande, ficou duro, beijou, passou a não por dentro da asa delta verde limão dela, foram mais pro fundo ele afastou para o lado a asa delta e amou melhor que Lilica escolheram um outro carro que não o que os trouxe a praia.ela disse: “ era brabo, mas na hora do vamos ver...”  Ele não disse que era a primeira vez dele. Ela sabia. E calou.&lt;br /&gt;        Eles voltaram?&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;Foram enterrados e desenterrados, para que a perícia lesse em seus corpos os escritos deixados pelas cápsulas, e o capsógrifo desse pergaminho nunca foi traduzido.&lt;br /&gt;&lt;a name="_msocom_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-6344698679725429628?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/6344698679725429628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=6344698679725429628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/6344698679725429628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/6344698679725429628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/10/10-um-tico-um-teco.html' title='10. Um Tico, um teco.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-160811987726006045</id><published>2006-10-26T06:48:00.000-07:00</published><updated>2006-10-26T06:52:24.292-07:00</updated><title type='text'>9. O encafifado.</title><content type='html'>Já que falava de Luis e devo ao leitor paciente o que pode dar alguma luz a Luis.&lt;br /&gt;       Seu avô (dele) Luis da Silva, fora traído pela noiva, matou o amante balofo estrangulando-o com uma corda que o destino lhe deixara sobre a mesa e nesta hora exata foi-lhe o: clique aqui. Clicou. Tencionou a corda com a força infinita dos fracos, no vasto pescoço. Vagou pelo mundo fugindo da vergonha que carregava até ser encontrado por Inês da Silva que procurava um asno que lhe atravessasse o rio da vida. Inês casou-o com ela mesma. Luis da Silva levava o rascunho de uma mulher traidora e sempre quis passar a limpo sobre Inês da Silva, terminou por entender seu caráter milenar, fossilizado e imutável. Inês da Silva uma solução do resigno. E como fruto desta milenaridade e resignação veio um filho a quem deram o nome de Luis da Silva Filho que sem ter por que se encolerizar ou mesmo resignar-se foi casado por sua mãe com Inês Pereira e geraram Luis da Silva Neto e teriam gerado mais se a carraspana crônica, a concupiscência e o tabagismo entranhado, este que incendiou o colchão onde dormiam torpes de suas atividades sólitas. Luis da Silva Neto foi levado pela vizinha Dona Inês que o tratou como filho igual aos outros que nos anos que Luis ali viveu viu nascer e morrer mais que seus pequenos dedos podiam contar, até o dia em que vazou da casa lotada de fantasmas e viventes. Perambulou por ai, andou, virou, mexeu, sem nada saber ou carregar que não fosse o nome e a pequena fábula que Dona Inês disse lhe pertencer. Até o dia da chegada a Campinas.&lt;br /&gt;         Entre a saída de casa de Dona Inês e a chegada a Campinas não existiu. Dormiu para acordar e acordou para dormir. E terminou por dormir num alpendre que dava para a calçada da rua Padre Vieira esquina com Ferreira Penteado. Não seria diferente das tantas outras vezes, e a cada ocasião um recinto distinto, se não passasse o que vou lhes relatar.&lt;br /&gt;         Era o ano de mil novecentos e sessenta. José Itaca havia desistido de tentar um filho, tinha ainda forças para tanto, mas sua Inês não. Respeitoso pelos não-poderes de sua esposa, também não mais quis. Ela propôs: vamos adotar um menino. José um doce sem viés de azedume relutará, com argumentações pontuais, vencedoras. Bom marido, trabalhador. Igual a este? Mais nenhum. Dizia Inês à vizinha: você vê Dona Inês, ele dorme cedo, não vai a bares, acorda cedo, melhor não contrariá-lo.&lt;br /&gt;        Tal qual disse dona Inês, Jose acordou cedo. Ia à padaria e assustou-se com a visita. Depois do susto ao abrir a porta, José Itaca não acordou Luis. Sereno, retomou o afazer, foi à padaria  União, como diariamente, pensou em gastar o tempo, para que este resolvesse, mas quando nisto pensou apertou-lhe o peito, mudou de idéia comprou dois filões a mais, um tanto de mortadela e uma lata de manteiga Aviação. Tens visita seu José, perguntou a mulher do Manoel. Com a voz embargada José Itaca respondeu - vamos dizer que sim. Sem mais nada dizer, senão que uma certa umidade no olhar, partiu célere. Ao chegar, abriu o portãozinho de ferro sempre engraxado, contemplou sem planos o menino, mas decidido troou. Acorde José Itaca Filho.&lt;br /&gt;        Atarantado Luis Silva Neto ao abrir os olhos vê o homem a sua frente, tudo em seguida, senta-se onde dormia, e com as mãos espalmadas posta onde sentava, empurrou-se para trás cerrando-se contra a parede. Muitas outras vezes fora flagrado dormindo em próprios alheios. Havia algo diverso.&lt;br /&gt;       Quis sair, mas José Itaca interveio.&lt;br /&gt;      - Acalme-se meu menino, disse José olhando-o meigamente. Luis da Silva Neto desceu das mãos e com uma delas, mas precisamente com o punho limpou as remelas. Então tentou se explicar.&lt;br /&gt;       - Estava com sono, dormi! Diz o menino.&lt;br /&gt;José Itaca pode entender aquela naturalidade. Desde a casa de Dona Inês dormia não onde, sim quando. Quando vinha o sono, dormia. Sempre aos montes, ou no meio às suas beiradas. Nem disso era dono, lugar fixo para dormir.&lt;br /&gt;Eu sei filho, eu bem que sei! Disse José Itaca, acho que tens fome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-160811987726006045?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/160811987726006045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=160811987726006045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/160811987726006045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/160811987726006045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/10/9-o-encafifado.html' title='9. O encafifado.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-3604595107772588087</id><published>2006-10-25T11:12:00.000-07:00</published><updated>2006-10-25T11:14:27.290-07:00</updated><title type='text'>8.Mesa um.</title><content type='html'>O famoso estatuto da famosa mesa um foi escrito pelo famoso Zé. Assíduo freqüentador dela, mais que isso, seu famoso presidente. Dizem existir um calhamaço de trinta páginas que nunca foi visto. Mas diz a famosa lenda que ele existe e agradeço a Zé a oralidade folcloripreservadora mantida viva.  Há contudo quem  o tenha lido. Dizque,  Ecidão famoso inventor do novo bordão do partido o famoso  ”adaPTei”. Ecidão  leu? Dizemque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        - Introibo ad mesaum Deckei. Diz Luis. Em latim de coroinha.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;       O brasileiro quando é do samba                É entusiasmado, quando...&lt;br /&gt;Cantarola Luis acompanhando o regional que seguia presto. Pondo voz onde não deve haver. Um galo canta ao longe. Luis remoto como um vaso de barro mesopotâmico, segue sem pára-águas na chuva de sua memória. Agora entra numa classe de físico-química onde o professor doutor embaralhava-se com a lei de distribuição de Boltzmann. Ambrósio o aluno judeu fecha a pasta chamando com o barulho a atenção do mestre professor doutor.&lt;br /&gt;- Que acontece senhor Ambrósio? Pergunta o mestre silabando. Ã- Bró-siii-ô.&lt;br /&gt;     Ambrosio gentil aluno prático na sabedoria prática dos gentios responde quase feminino:&lt;br /&gt;   - Sabe o que é professor doutor: esqueci a roupa no varal e a pressão aumentou, acho que vai chover. Disse o remoto Ambrosio. E o dito e assim dito foi o júbilo, o cântico dos cânticos. E todos ou quase todos saíram para os seus feijões e roupas nos varais. O de Luis era um tabuleiro de xadrez. Luis credita ao desaparecimento de Ambrósio, que nunca mais voltou a faculdade depois do acontecido, seu tardio esquadro da LibeLu e seu tardio enquadro no movimento-independente-não-se-pode-mudar-o-Brasil-se-não-mudo. Diz de si para consigo: Bobagens, abanando simetrias interpostas.  &lt;br /&gt; No Deck segue o regional Jacobiando, waldiazevediando, enfim bandolinando, sacando espinhas de bacalhau.  E o zumzumzum mosqueado na fila do perdigoto onde está Ademar e o Aluno um na kronenbier o outro no chope e nesta ordem. Ademar já tocou pandeiro, às vezes dá uma canja, mas tem a bursite. Isso é o que ele diz, mas é gota. Disse outro dia o seu Ivan. Talvez seo Ivan apareça no bar hoje.&lt;br /&gt;   Primeiro intervalo. Palmas muitas palmas e uma certa devoção. Chorões. Discutindo o porquê de a maioria dos chorinhos não terem letra?  E quando têm são de lascar. E ponto. Ponto nada. E Carinhoso? É a única.  Você que pensa.  O outro abre o y do y. Você já ouviu Assanhado com o Armandinho? Pronto. Pega fogo. Que Armandinho que nada? Aquilo é jazz. Estou falando de chorinho. O infinito é ali mesmo, perto da discussão de encruzilhadas.&lt;br /&gt;Flores. Muitas flores, tudo são flores. Diria o seu Ivan. Pensa Luis.  Quando vê chegando três moças. Elas. Isso são Elas. Birds. Diz Chic’Orelha. Uma bonita, uma negra bonita e uma nega Feia par la demon seccours.&lt;br /&gt;             Ana banana&lt;br /&gt;             Não tem caroço,&lt;br /&gt;             É fruta linda,&lt;br /&gt;             Pra lindo moço.&lt;br /&gt;Luis cantarola sem voz uma canção adolescente de sua autoria, para um festival do calouro, quando ele já não o era.&lt;br /&gt;      Para seu Ivan não há mulheres feias. Um verdadeiro homem bomba. Mata-se para abate-las. Quando vê uma fêmea vem lhe a urticária, pernas mordiscando qual boca de jacaré e todo-cotovelos cotoveleia. Um gay macho, pura testosterona. Ó! Olha! Ó! Interpelando vizinhos. Mas Seu Ivan ainda não chegou ao Deck para nos brindar com a sua animalidade perfumada à francesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-3604595107772588087?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/3604595107772588087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=3604595107772588087&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/3604595107772588087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/3604595107772588087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/10/8mesa-um.html' title='8.Mesa um.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-2292707171107961184</id><published>2006-10-24T12:21:00.000-07:00</published><updated>2006-10-24T13:49:35.125-07:00</updated><title type='text'>7.Deck bar.</title><content type='html'>Podia se dizer Beira-corgo. Só beira. A Barranca. O barranco. Riba. Talude. Ou ainda bem menos criativo: Terceira Margem. Enfim Deck e Luis da Silva Neto entra. &lt;br /&gt;       - Sua graça? Pergunta esse forasteiro ao servente.&lt;br /&gt;     - Belmiro. E o senhor? pergunta ele.&lt;br /&gt;     - Luis. O que podemos beber, Belmiro? Pergunta esse ao falante. Belmiro fala com  sofreguidão de cotovelos sem balcão  e inépcia dos que tudinada têm a dizer. E ai bastam trinta segundos e já se saberá um pouco mais do desnecessário, via sabichão!&lt;br /&gt;    - Como é sua receita de drai Martini? Pergunto. Adoro ver orgulhos brilharem sem porquês. E mentirosos engolirem cuspe passando pelos nós guturais.&lt;br /&gt;    - Misturo gelo com casquinha de limão. Lavo esta mistura com gim importado. Lavo o copo de drinque com o Martine seco. Deixo escorrer, a parede fica úmida de Martine seco, despejo no copo o gim gelado com o óleo do limão. Fala o cara como se estivesse sido tomado pelo Silvio Lanzeloti.&lt;br /&gt;       Calei-me. O bar fora de outro dono. Agora pertence a Wirto. Belmiro dizque inventou os drinques.  Doze anos na faina. Muito embora, muito jovem!&lt;br /&gt;   - Então me vê esse Brasileirinho. Digo.&lt;br /&gt;   - Brasileirinho na dois Antoine. Grita Belmiro. Barmens e cozinheiros são sempre surdos. Ou garçons não sabem falar baixo.&lt;br /&gt; Na mesa onze um casal com seu filhinho quadrúpede, insiste para que o filho não lata. A besta segue seu instinto, esquece Pavlov, late, rosna, volta a latir para Luis. Luis olha com carinho comedido para o animal. A mãe do cachorro se desculpa, mas Luis lhe faz ouvidos moucos, e segue acocorado ao lado do filhinho impertinente. Luis poderia estar pensando: será que um dia voltaremos a nos acasalar com os animais? Não sei porque? Na infância comia terra e fezes!. Namorava com cabritas e éguas e melancias e bananeiras! E fumava talos de chuchu. O pequeno cão agora senta-se sobre as patas traseiras, deixou cair as orelhas. Seu pai neste momento o imitava. O cinosuro levantou-se, olhou fixamente para o cãozinho e deu um latido forte.&lt;br /&gt;Au...  e olhou para a mãe com um sorriso amarelo. A mãe fulminou-o com olhar canino e disse&lt;br /&gt;Mal educado. Hum! E tudo em seguida pedia a conta, enquanto o pai acudia o filho, que se babava e latia e rosnava.&lt;br /&gt;Eu só retribui as boas vindas. Disse Luis fazendo cara de vira-lata.  &lt;br /&gt;O palco está sendo montado. Teremos Daniel do cavaco, Pleimobil no bandolim, Marcelo Faleiros no violão, Chic’Óreia do pandeiro e Anderson Alves e sua famosa Chupeta preta. Aparelhagem montada. Ligeira passada de som. &lt;br /&gt;E vai entrando gente no bote de Caronte.&lt;br /&gt;    Onde está Luis? Por agora só tenho indícios de um homem e tais e poucos que até parecem nada para um personagem. Se não há personagem então narremos. Isso me fez a um circulo viajar. Creia-me. &lt;br /&gt;Belmiro chega com o Brasileirinho para mim. Continuo personagem a umas boas paginas. Caipirinha, verde do limão, amarelo do maracujá, com gotas de Curaçao blues. É ano de copa.&lt;br /&gt;    - Obrigado. Digo.&lt;br /&gt;    - É para isso que estamos aqui! E emendou. O Sr. é daqui?  Pergunta Belmiro.&lt;br /&gt;    Cioso como todo sousense desse rincão campineiro, de trilhas e áreas verdes e os rios já apresentados. É um lugar apreciado pelos amantes da natureza. É um lugar que já foi tranqüilo, mas ai o pessoal que gosta de lugares tranqüilos, foi chegando, chegando, comprando lotes, irregulares, que o tempo regulariza, vieram aos milhares, de tal modo e maneira, que a tranqüilidade já anda intranqüila.&lt;br /&gt;Agora os que aqui estão empenham-se na proteção, para que assim permaneça, como se o Saara devesse ser preservado.&lt;br /&gt;De onde era me piquei e já que você quer saber, também quero! Qual o tempo de chegada aqui necessário para ser daqui? Divago.&lt;br /&gt;- Tem que nascer aqui! Oras bolas! Diz ele.&lt;br /&gt;Bem, já estive em toda parte. E onde nasci, vivi menos anos dos que aqui vivo e aqui vivo a menos tempo que em outros onde estive.&lt;br /&gt;Então você não é de lugar nenhum. Disse-me Belmiro.&lt;br /&gt; Ai é que pega, sou um homem, com seu território móvel.        &lt;br /&gt;  - Como assim?  Demanda o desentendido Belmiro.&lt;br /&gt;   - Assim veja! Como um caramujo, carrego meu estado, meu município,o povo, a língua e minha casa! Reformulo.&lt;br /&gt;Eu nasci aqui. Belmiro  responde assertivo.&lt;br /&gt;Eu nasci em toda parte e nenhuma.&lt;br /&gt;Cada uma que me aparece! Vai Belmiro resmungando.  Para além da mesa dos perdigosófilos de chorões, que por não terem vocal nem são tantos. E a baba escorre mesmo pela clarineta.&lt;br /&gt;Deve ser a mesa dezoito, aquela, não? Há nela um sujeito que se poderia tomar como ente, melhor dito e a propôs de uma descrição não discreta, metido dentro de um kit completo caracterizador de um D que trabalha com o imediato do tal do desejo, despojado, quase Zen, numa boa, numa bermuda com mais bolsos que patas uma centopéia, um chinelo de couro com uma argolinha que prende o dedão (unhas de podólogo), tirou neste instante a camiseta onde se lia I Born to be wild. Estende a camiseta no espaldar da cadeira. Escorrega-se nela para a ponta do assento dele e da cadeira. Encosta-se no espaldar com a cabeça entre as mãos com dedos entrelaçados e cotovelos em asas. Olha para o sol através do preto e largo Lagerfeld. À espera me parece. Narcíseo? Um tanto, sim, Mas não é tudo. Tampouco todo. Alguma beleza ele espera. Em boa hora já a tem somado a si. Intriga a postura por parecer esperar alguém melhor. Isso mesmo. Ele sabe que o que espera é melhor que ele. E isso o faz grande. Vazando de si. É isso mesmo, como fico feliz por escrever essa besteira. Ele vaza. Sinto-o daqui e creio não ter ele aquelas preocupações: Será que ela vem? Parece não haver incertezas. Aqui vou eu gastando reticências.   &lt;br /&gt;       A porta dos fundos do Deck acaba por ser principal. Está mais para entrada socializada, que para entrada social. Deixo isso para lá antes que me esqueça e me deixe enveredar por estas insolubilidades da humanidade indefensável. &lt;br /&gt;    - E Luis? &lt;br /&gt;    - Sim, continua a ser o herói.  Como você percebeu estava eu curtindo uma de personagem. Luis depois de uma recepção canina acaba de ajeitar-se num tamborete à beira do balcão. Ao balcão o ser não é em si. Sim um incômodo incomodado. O  chegar e sair dos garçons incomodados eles também com o  ser aporrinhado. Mas o freguês tem sempre razão. Mesmo assim obstrui a boqueta para os copos cheios que saem para serem bebidos e voltarem quando são os mesmos. Agora imprestáveis. Cheios de batons, babas de bêbados, pequenos cacos de aperitivos já dissolvidos pela mistura de bebida e amilase. &lt;br /&gt; Luis se distrai num jogo de adivinha. Como se tivesse tempo para cachorro. Quem teria neste ou naquele copo bebido? Inventa regras, com batom é de mulher, sem batom a pergunta deve ser: não é de mulher?&lt;br /&gt;     Segue o tempo correndo e sendo inútil contrariá-lo, Luis lembra-se de Laura e não queria. Que fazer?   Laura o atrai ainda mais quando mingua, então sua mente foge para a remota Lins a contar vaga-lumes, integrais, diferenciais e às vezes moscas no pousa mosca do bar do Chino. Resolve uma integral de zero a três dx dividido por (x-1) elevado a 2/3 donde temos que lim quando b tende a 1 pela esquerda da integral de zero a b de fxdx mais o limite de c tendendo a 1 pela direita da integral de três a c fxdx. Luis diz que o resultado será divergente gerando uma figura tal e qual uma tenda de circo com um buraquinho no infinito, mais umas pinceladas de cafifa. &lt;br /&gt;    O pensamento ocupa-lhe como uma nuvem de moscardos, melhor dito Laura sempre volta como um bando de pernilongos zumbindo, mas de novo salva-lhe a nostalgia Linense, um desejo de beber cerveja com o pessoal da turma de engenharia de 1978 e as únicas duas meninas da classe. Amélia, Maria Amélia. Marélia, Mamélia, Amaria.  Balança a cabeça dando-se a entender que hoje a vontade passou, só não foi esquecida, mas é já sem brilho, catarata, sim é diferente de Laura, que ainda lhe rubra o rosto. À época sobrava calor faltava verba, mas até isso é uma frescura. E o banho e a água pesada de Lins que não desensaboava a sujeira ancestral misturada à espuma cremosa do Lux de luxo.&lt;br /&gt; Recorda-se do amigo de pensão Luis Vasconcelos.&lt;br /&gt;    - Onde andará? Será que desensaboado? Luis pensa no amigo irritado no banho. E o quê fará da vida Luis Vasconcelos? Pergunta-se Luis da Silva Neto e a si responde com uma matriz de variáveis, &lt;br /&gt;    O chope chega no choro. Luis bebe como se aquele faltoso copo de chope  brindado, transbordante, digno de ajoelhamento não penitensioso, outorgador de luz radiante amareliça na parte não leitosa, à uma tempestade de júbilo levador. Um Ah! Soprado gutural esvaziador de pulmão. Luiz produz junto com um estalo que conseguido de vácuo bucal de lábios serrados com sucção diafragmática no que força o músculo do queixo no sentido de abrir a cavidade saboreadora gerando a tal explosão pela rápida ocupação do vácuo bucal. Tudo seguido daquele um: Ah! Atarantado, prosaico e louco.&lt;br /&gt;   Luis saboreia a depressão inclusive. Vejo-o depois de belo copo de chope cremoso, na volta ao assunto da matriz a dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Copo? Presente à mão. &lt;br /&gt;    Cigarro? Presente sempre à mão.&lt;br /&gt;    Pensa? Pensamento sempre à mão.  Luis volta a Luis Vasconcelos que era um homem lutando, querendo trocar lama por água limpa. E lá vem ele de novo. Luis Vasconcelos não sabia que a lama é que limpa. Nosso Luis sorri amarelo, desdenhando vicissitudes do descaminho.&lt;br /&gt;    - Fala Jotajota! Chama o serviço.&lt;br /&gt;    - Mesa indeferida? Pasmo ainda em meio a luta por  se desamarrar, responde Luis menoscabando-se. &lt;br /&gt;    - Ahn? Fez Belmiro num agulho. E troou -  Vocês estão todos loucos, o personagem da mesa dois, (e este sou eu), e como dizia Belmiro, é outro engraçadinho, cada homem um estado onde já se viu!  Belmiro na mais pura rabugice.&lt;br /&gt;    - A mesa um pediu a conta.  Explica o serviço,  já um pouco mais centrado.&lt;br /&gt;Ah! Valeu. Diz o servido que agora vira conselheiro. Desencana meu, doze anos na praça e ainda não aprendeu.&lt;br /&gt;    - Quanto mais rezo... Disse Belmiro conduzindo sua bandeja bordejada de inox repleta de lindos copos de chope.  &lt;br /&gt;    O bar ainda não está cheio. Mas o freguês sente-se e senta-se melhor, assentado sempre na escolhida extensão de quatro patas bambas sem maciez para as partes macias formigarem que o bar oferece. Belmiro não argumenta mais. Cala-se ou ri amarelo. Cada um tem sua mesa da diretoria. E enquanto não conseguem o capricho incomodam o aparelho. Um quer olhar o rio, outro mirar gelosias espelhadas décor esparramadas pela parede do bar, não sei se uso bem essa palavrota chicobuarquiana. Outrossim, não tem importância. Volto aos fregueses, e estes querem ficar cerca aos músicos, uns outros longe de músicos perto da música. Uns nos cantos. Outros no meio. &lt;br /&gt;   Luis quer sempre a mesa um, longe dos músicos junto à musica e perto do balcão onde agora está. O chope chega sem ficar por ai excursionando, já disse. E disse também que não era toda a explicação, talvez a limitação de não haver mais nenhuma mesa para trás da linha de seu ombro o que dá segurança e uma visão plena do que acontece.&lt;br /&gt;      - Meia-pressão. Oferece Belmiro.&lt;br /&gt;    Chope presente Luis levou-o ao seu novo endereço. Mesa um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-2292707171107961184?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/2292707171107961184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=2292707171107961184&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/2292707171107961184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/2292707171107961184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/10/7deck.html' title='7.Deck bar.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-2282786568018288208</id><published>2006-10-23T08:46:00.000-07:00</published><updated>2006-10-23T08:50:39.447-07:00</updated><title type='text'>6.Joaquim não.</title><content type='html'>Noutro dia irei a Joaquim   Egidio, pensa Luis, nada a seu tempo. Agora? Voltar. Voltando. &lt;br /&gt;    Luis faz um nuto para Seu Mário e o corretor ao passar pelo bar Central. Sorrisos. Luis pensa que gostaram do seu chapéu, ou do cachimbo. Ou devem ter visto o ancinho que ele esconde. Coisas de velhos.  Luis vira a direita e está agora na rua Maneco Rosa. Rua do ECT. Velha coisa de velhos. Cartinha. Letrinhas redondinhas. Você sumiu fiquei... Assinada.  Beijo-com-batom. Verter lágrimas manchando o papel amassado quase marche desamassado sempre a reler. No mais cobranças - Caso o pagamento já... Desconsidere... E malas diretas, uma mala cheia de criatividades não criativas. Passo. Que publicidade não é informação e não posso falar de tudo que atormenta o herói passo a passo neste passeio que faz. &lt;br /&gt;    Depois do correio à direita há a rua Jacinto Martinelli,que seque pelo antigo caminho do bonde, e logo ali o  Ribeirão das Cabras, que vem alem dos mateiros.  Há a esquerda uma ponte pênsil sobre o rio Atibaia proibida a veículos. Muita gente vem da direita uniforme-caminhantes. Relojoaria Virginelli. Está fechando! Deve de ser o Seu João! Pensa Luis.&lt;br /&gt;    - Bom dia! Diz.&lt;br /&gt;    - Boa tarde já passou do meio-dia. Diz o Seu-acho-que-João olhando o Lassalle.&lt;br /&gt;    - Se Tarde? Boa tarde. Por acaso o senhor é o Seu João?&lt;br /&gt;    - Até essas horas, disse olhando o seu Lassalle no pulso. Sim sou. Como se depois daquelas horas não o fosse.&lt;br /&gt;    - Puxa vida, muito prazer em conhece-lo! &lt;br /&gt;    - Mas que tanto prazer será esse meu filho? Pergunta Seu João.&lt;br /&gt;    - É que fui informado que o senhor sabe toda a história não-histórica de Campinas, estou bem informado?&lt;br /&gt;    - Fofoca de barbearia, meu filho! Bondade sua em me despejar tanta importância.&lt;br /&gt;    - E por falar em bondade Seu João, o Senhor é amigo de Zaimã? &lt;br /&gt;    - Sim somos amigos. Jogamos sinuca toda quinta-feira.&lt;br /&gt;    - Mande um abraço ao Zaimã seu João!&lt;br /&gt;    -Mando sim, meu filho. &lt;br /&gt;    -Sou fã de Zaimã. Nunca o vi e se o avistar, continuarei amando-o.&lt;br /&gt;     Tenha uma boa tarde disse seu João e olhou-o com olhar piedoso.&lt;br /&gt;    -Boa tarde. Disse-lhe Luis. Tirando o chapéu. E olhou-o ainda cruzar a rua e ir até a pastelaria do Giba do outro lado da rua, pedir uma Brama.  Luis segue o seu caminho&lt;br /&gt;    Bicicletas. Bicicletaria! Igreja de São Sebastião, fábrica de biscoito, onde deus é a matéria prima. Pequenina. Amarela e branca. Lixadinha, massa corrida. Seja bondoso pensa. Mas é um horror. Olha a bondade! Vigia-se. Mas, tinha que pegar este arquiteto que passou massa corrida e lixou e dizer-lhe: Horrorzinho hein? Fazendo um não com um movimento de cabeça. &lt;br /&gt;    Pizzaria. Deveria chamar-se Sacristia. Pensa. Pizzas são biscoitos, só que feitos de trigo, recheados e purificados em forno à lenha. Diz de si para consigo. O fogo purifica, consagra.  Alquimia. Transformação termodinâmica. Mira. Pensa. Perde-se. Ah! Estou aqui! Com um sorriso de canto de boca. Espanta-se com a própria incerteza do onde.&lt;br /&gt;     Diante à pizzaria há um gramado e em suas hostes em ligeiro monte, há quatro hastes de coqueiro. Roseiras? Não lembro se havia, mas havia banquinhos com patrocínio – Guaraná Sport tel. 11 -. À frente está a  Subprefeitura e ao lado direito desta para o observador colocado de costa à igreja de São Sebastião vê-se o coreto. Engraçado o coreto está à beira-rio plantado, é mais palco que coreto, pergolado, pichado, abandonado. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;    E quando voltando... &lt;br /&gt;    Não havia visto! Sinhá Joana, rotisseria, vitrines, belo lagarto, entre a chã-de-dentro e a chã-de-fora dizia vovó, assado. Cabidela sob encomenda. Berinjela a caponata, salpicão, lasanha-verde. É! Mas, não tem chope. Só por isso passo. Tudo ele diz lambendo os beiços. &lt;br /&gt;    Ponte pênsil novamente.  Luis vai e volta em suas tábuas com parafusos desapertados fazendo barulho a cada passo. De pois vem o estacionamento daquela galeria e em frente um banco de jardim sem ele, com duras formas arredondadas para formas arredondadas macias e nele alguém deitado de bruços cabeça e pés fora do banco riscando o chão com um graveto. Trata-se de Ângelo, um pequeno deslocamento no tempispaço-meio-social. Em palavras do Seu Navalha, loucos a solta. Luis saúda.&lt;br /&gt;    -Ângelo como vai?  &lt;br /&gt;    Ângelo não responde escondido atrás do seu olhar dissimulado. O Bacamarte abriu as portas da casa verde, disse também o seu Navalha. Mas as vacas se coçam em mourões de cerca, macacas caçam bichinhos no pelo de seus rebentos, cães farejam em postes obsessivamente demarcações, a propria palavra obsessivo cumpre o seu significado em relação aos “s”, barbeiros tilintam suas tesouras num continuo. Um louco nasceu com a vocação para o que ainda não foi inventado. E para o outro lado pelas bandas do Esquinão?&lt;br /&gt;    - Ah! Acho que já vou para o Deck. Pensa Luis enquanto dá uma olhada para trás e vê o casarão antigo de tijolinhos com beira e sacada, onde a pracinha de hoje fora eira no passado, junto com a igrejinha, devem ser objeto de desejo de arquitetos do presente. Um loft.&lt;br /&gt;    Segue Luis mas, ops!. No que desce do meio-fio...&lt;br /&gt;    - Vrummm. Fala uma picape saveiro.&lt;br /&gt;    - Puxa! Isso Luis disse mesmo. Ao que o retrovisor da saveiro bateu em seu mindinho. Doeu mesmo, vê-se  pela cara que fez. Nem parece uma cidade pacata. Não é isso não. Diz de si para consigo e acrescenta - Saveiros dirigem seus condutores em qualquer cidade e não o contrário. &lt;br /&gt;     Mais uns passos na estreita calçada quase sarjeta, Per tutti massas e molhos, cheiro de tomate cozinhando há horas, sugo. É a maneira mais estúpida de se comer tomates. Passa pois alem do que, não tem microondas.  Mais um passo e olha de fora o Deck Bar onde chegam instrumentos musicais. &lt;br /&gt;     - Pardelhas! Falta criatividade com os nomes de bares e restaurantes, sempre com nomes extrangeirizados. Disse Luis a olhar o luminoso do bar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-2282786568018288208?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/2282786568018288208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=2282786568018288208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/2282786568018288208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/2282786568018288208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/10/joaquim-no.html' title='6.Joaquim não.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-5561359410704213639</id><published>2006-10-21T08:01:00.000-07:00</published><updated>2006-10-21T08:03:08.380-07:00</updated><title type='text'>5.Talho.</title><content type='html'>Seguindo na direção de Joaquim Egidio, depois da ponte do Atibaia, há a esquerda uma galeria para causar problemas a arqueólogos do futuro depois de abordarem ao primeiro dia da humanidade no seu retorno do caos.  &lt;br /&gt;- Ah! Estou aqui. Diz Luis ao que salva-lhe um sousense. Luis vê que lá vem um sousense, dono de mugentes e  semoventes, chega-se facilmente a isso, pois de cujos ele o sousense traz consigo estrumes nas botas e sendo assim se verifica a premissa. Luis interpela-o com um: Dia! Inferindo-lhe o costume. Não o tendo. Não houve resposta. Mas o mediu com fidúcias, como se houvesse dado Luis bons dias a bois. &lt;br /&gt;7     Luis não se incomoda, sabe que fidúcias ou besteiras valem além vale do Rio Grande e que as coisas o olham com um crivo de censura e a tudo responde com sua acidez árida. &lt;br /&gt;     Há a direita uma praça sem graça, desertificada calçada de pedrinhas portuguesas em desarranjos. Uma terra batida desértica debaixo de árvores. Uma banca de jornal está ali, sem inserção. Na esquina há um bar, então? Esquinão! Luis coça os olhos que como se neles houvera respingado suco de óbvio. &lt;br /&gt;Luis encontra-se no Esquinão com a famosa costelinha de porco frita em gordura hidrogenada de muitos usos, prato de vidro temperado marrom transparente fundo, limão à francesa para que as bagas explodam o ascórbico e o cítrico no olho do comensal, garfo frágil para costela sem temperos. Rija. &lt;br /&gt;   Luis vai sempre em frente. Depois da famosa costela e uma cerveja gelada, seguiu sua via-sacra com uma mesma ladainha.&lt;br /&gt;     - Baaaaanco. Canta Luis fazendo um baixo gregoriano.&lt;br /&gt;     - Paaaaasso. Ainda canta, só que agora faz um Tenor idem. &lt;br /&gt;     - Faaarmáaacia. Luis repete o baixo.&lt;br /&gt;     - Volto a paaaassar. Idem tenor.&lt;br /&gt;     - Venda de rações e passariiiiinhos. Aquele baixo gregoriano só que piu allegro.&lt;br /&gt;     - Sempre passareiei. Falsete à M.N. allegro ma non troppo. Vira-se para o Bar Central. Cruza a rua e...&lt;br /&gt;- Uma fezinha? Pergunta o entreposto de bicheiro com cara de camundongo atrás de queijinho.&lt;br /&gt;    - Sim. Cinco mangos na milhar 7242 m/c do primeiro ao quinto invertida. Responde Luis. Feliz por ter uma margem ética muito larga para subsistir.&lt;br /&gt;   O Bar Central com seu balcão forrado de fórmica por fora e paulistinhas por dentro. Por sobre, preto gastado. A lateral, cor-de-rosa quando a rosa dava nome a cor e os dois da mesma época. &lt;br /&gt;    - Fico. Diz Luis com um ligeiro aceno de cabeça de si só.&lt;br /&gt;   Há na Vitrine de salgados, pasteis, croquetes e um não sei que com um espeto que lhe vara. Um senhor de jaleco azul puído limpo, anota num papel rosa, prestes a virar salmon, de embrulho, fileiras de números de cima para baixo abaixo de nomes acima. Ao ver Luis apalancar no balcão vigia-o sem ir a ele e ele volta-se aos números da sua cabala, parece que obteve um resultado: Jão Prodome 17,30. Toma de uma caderneta prende a língua com a pinça  polegar-indicador ( ah! não se esqueça a tal pinça é o que nos diferencia dos macacos) e passa as folhas aleatoriamente com a tal pinça . Parece que encontrou o mesmo Jão na caderneta. Indexa o Jão do papel rosa a página Jão. Corre o dedo sobre valores anotados consegue um resultado, perquire-o, mas não anota. Volta-se para Luis.&lt;br /&gt;    - Pois não! que ce quer? Disse-lhe o balconista.&lt;br /&gt;    - Salgado. Sua graça? &lt;br /&gt;    - Mario. &lt;br /&gt;    -Seu Mario que é isso? Luis aponta o dedo na direção do espetado. E enquanto a mão direita tenta se livrar de algo às costa que está a pinicar, como uma camisa de linho direto na pele sem mais nada por embaixo.&lt;br /&gt;    -Frango, peito de frango empanado. Rumina Mario.  &lt;br /&gt;    -Ok. Não. Obrigado. Quero mesmo uma caipirinha. &lt;br /&gt;    -Turlbo! Turbo? Tulbo? Tubo? Audindecifrável foi a resposta. &lt;br /&gt;    - Mas, pinga com limão e açúcar é no mínimo, ótimo. Vamos experimentar. Diz Luis. &lt;br /&gt;    -João um tulrbo. Disse o Mário pro João. &lt;br /&gt;    -Pinga ou voka?               &lt;br /&gt;    -Que pinga? Pergunta Luis.&lt;br /&gt;    - Ô fiu, Véio, né! &lt;br /&gt;    -Pode ser. Disse Luis.&lt;br /&gt;    E lá vem o João olhos muito pretos, desconfiados nem pios, alto grasso jaleco azul justo e sujo na parte que encobre o orelhão verde-barriga da telefônica que se entreve entre as casas chuleadas caseadas que prendem botões um preto outros brancos e no preto a linha amarela cruzadinha nos quatro buraquinhos formando uma cruz. Tudo fica diminuído ao seu pé. A citar pilão: faca, limão, açucareiro e tábua e nela há um pequeno vale ao centro formado pela faca amolada até quase só cabo, dada infinidade de limões ali fatiados em rodelas, em cubos ou à francesa. Caipirinha! Finas rodelas unibagais de limão tirado o branco que deixa gosto azedo. Dentro do pilão mais açúcar, pila até melar. Outras rodelas sobram sobre a tábua, um copo tubo.  Luis descobre. Era tubo! Pedras de gelo furadinhas, várias, até a boca do copo tubo. Depois insere rodelas de limão que estavam sobre a tábua entre o gelo e a parede do copo. Pinga no pilão, nova mexida, despeja o liquido cremoso no copo com gelo e rodelas de limão, não sendo suficiente para encher, completa-se com cachaça. Fogo no botijão.&lt;br /&gt;    -Saúde! – disse a Luis um cotovelo desconhecido, com aquele ar de quem, você-não-é-o-já-te-vi-nalgum-lugar-antes?&lt;br /&gt;  -Saúde!  Pode ser - disse Luis e continua - afinal não vejo sinais em mim de invisibilidade a menos que seja neste tal lugar antes diferente desse e se isso pode ser comprovado deve ser o mais provável e que se verifique! E ergue o copo em ofertório, e bendiz, e a tudo junta um sorriso de quem fez pum. Alguém pedira um café... O que tem bico, mas não pinica, tem asa e não voa, vem seguro pela asa e enche do preto passado no saco o copo de fundo grosso.&lt;br /&gt;      Do que ouvi o cotovelo é corretor e seu vizinho também, e os que alarem o bar ali sentados, e acho que vi uma bengala e um chapéu marlonbrando em férias num verão em Paris, são 30% do pib e do Who’s who campineiro. Ao lado de Luis o enxuga-gelo-cotovelo olha para seu braço forte.&lt;br /&gt;    - Tartufices! Pensa Luis.             &lt;br /&gt;   O braço do cotovelo também é forte. Uma francesa? A essas horas? Só pra se conhecer melhor? Melhor não, pensa Luis, bebi cerveja na esquina, caipira no Central melhor é vazar. Então via. &lt;br /&gt;   - Que mais? Fechado. Diz de só para si. &lt;br /&gt;Açougue. Passo. &lt;br /&gt;Padaria? Passo que sou pé. Diz Luis. &lt;br /&gt;    - 1,99. Passo. &lt;br /&gt;    - Igreja sem arquitetura, de todas as maneiras. Passo. &lt;br /&gt;    - Bar Caipirão! Sujo? Sim. &lt;br /&gt;    Quem não curte um sujinho. Havendo televisão? Sujão! Pensa Luis, eu do meu lado não sou tão radical, mas compartilho do mal-dizer. Já perdi muito tempo olhando-a sem entendê-la.  Luis, mais pelo écran, passa. &lt;br /&gt;    Calçada novamente. Outra galeria; restauração Campinas Decor; em dia de fechado. Café, chá do... Contudo.&lt;br /&gt;     Aluga-se. Bela casa para Almo. Cantina Del Vicino. Inaugura hoje ao jantar. &lt;br /&gt;    Segue nosso Luis buscando desinteressadamente, só mesmo por um hábito turístico volátil. Jogar buraco com a sogra. Aguarda a primeira hora da tarde quase por findar. Então leva a eito. Com ritmados trejeitos de ombros que reverberam por todo o corpo.&lt;br /&gt;    - Meu Senhor faz favor!  Pergunta a um transeunte.&lt;br /&gt;    - Sim! Responde o transeunte.&lt;br /&gt;    - O que temos pelai pa frente, de bar, restaurante e bricabraques?&lt;br /&gt;    - Daqui para lá? Aponta com o queixo, para J.Egidio.&lt;br /&gt;    - Sim. &lt;br /&gt;    - A um km tem o bar do Zé do Cleto.&lt;br /&gt;    - Um km! Passo. E Depois?&lt;br /&gt;    - Neres de neres! Só se sendo em Joaquim. &lt;br /&gt;    - Obrigado! Diz Luis.&lt;br /&gt;    - Nada! Unta em transe o um.&lt;br /&gt;     Noutro dia irei a Joaquim   Egidio, pensa Luis, nada a seu tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-5561359410704213639?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/5561359410704213639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=5561359410704213639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/5561359410704213639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/5561359410704213639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/10/5talho.html' title='5.Talho.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-2390220384695855840</id><published>2006-10-19T06:47:00.000-07:00</published><updated>2006-10-19T06:50:27.427-07:00</updated><title type='text'>4. Tapar.</title><content type='html'>- Oh!Sousas faça-me o favor, diga-me cá ao pé do ouvido quê há de novo? Porei-me em atenção. Continuarei feliz, tenha sim a certeza do que digo, é-me melhor saber-me feliz agora que ter que ir ao futuro para então de lá dizer-te: Oh! Sousas digo-te que era feliz e cá este maluco não sabia! Não havia mesmo porque ir ter ao futuro. Para quê? Por ter por perfeito simplesmente esse presente. Luis disse isso atrás de lirismo e nostalgia.&lt;br /&gt; Luis segue ao que  parecem as primeiras orientações, abichadas junto a seu Navalha. Cruza a ponte sobre o rio Atibaia, famoso por suas Atibaíades. Que Castaño  tem como sereias e Ecidão  et. Al. quais vestais. Mas isso é uma discussão puramente acadêmica. Para Luis mais bem ficar por aqui com ceras preventivas nos ouvidos. &lt;br /&gt;   Piso chão atrás do personagem deste alfarrábio e dos fatos que por fortuna hoje venham acontecer e se tais..., é tratar de contá-las. Sem pressa seguirei, para que não perca os nuances e com suavidade para que encontrando-os e ao contacto não se desfaçam, nem se alterem. Como já foi dito.&lt;br /&gt;   Luis ao meio da ponte, pára. Algo a incomodar entre a camisa e a pele, mexe os ombros, ajeita-se e por fim debruça-se sobre a longarina. Olha rio-acima e vê à esquerda os tais patos que foram prendas abandonadas por sortudos de uma quermesse remota. Segue a mirar, até onde sua vista alcança. O Atibaia que aqui passa é um rio de sobras e mesmo não todas, ainda que com as águas de um fevereiro áqüeo, flui mui magricela, mas já o viram imemorialmente untuoso, já o disse seu Navalha. Luis ainda vagueia seu olhar para a montante e vê tartarugas rochosas esquentando sol e esfolando água, só mesmo juntando dificuldades aos remadores do CRS . Diz:”A água e sua inimitável democracia” e como que a abençoa-la estende a mão sobre o rio num movimento de margem a margem. Democracia!   Pensa Luis.  “Hum” Luis diz. Ela. Desconhecida pelos que antes aprisionam o rio que tem a dita de descer. Luis que tudo vê, não vê  Atibaíades sejam sereias ou drías. Mercapta. E novamente mexe os ombros, enfia a mão direita pelo colarinho junto à nuca. &lt;br /&gt;- Sacam água limpa e restituem dejetos, então devo levar algodões nas narinas. Diz Luis de si para consigo e Bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      “Como fede se não morto?”.&lt;br /&gt;           - Que?&lt;br /&gt;       ...&lt;br /&gt;           Prendei o rio.&lt;br /&gt;           Maltratai o rio.&lt;br /&gt;           Trucidai o rio.&lt;br /&gt;           A  água não morre ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Luis lembrando-se do poeta, num tempo em que lia poetas e bebia água com as mãos em concha à beira de córregos cristalinos. Naquela época acreditava nos moleques que diziam: “engula o peixinho  vivo que você aprenderá a nadar”. &lt;br /&gt;Aprendeu? É a pergunta.&lt;br /&gt;Sim! Eis a resposta.&lt;br /&gt;  O rio vive mediocremente por nos dar vida. Luis e o seu monólogo.   E muito por isso, pela sua mediocridade foram as sereias encantar outra clientela. E com elas os Dourados, Bagres, Piaparas, Piaus, Tilápias, Mandis e Traíras. Restam hoje, Petcolápias, Petguaranás e Toronços-bóia pescados na simbólica limpeza anual do rio. Uma pescaria de botinas. Tudo se transforma em comércio precário. Ajude a limpar o rio comprando camisetas, chaveiros plástico envoltos em mais plástico. -Meu senhor salvador do rio onde deposito este invólucro de plástico se não há uma lixeira nessa praça e se salvássemos primeiro a praça? - Não sei! -   E se salvássemos os tomadores de refripet e se salvássemos nós mesmos da duplicação desenfreada de nós mesmos como vermes num cachorro morto, ele próprio com sua curva de geométrico crescimento canigráfico atingindo os píncaros! - Talvez tenha dito isso ou pensado dizer. Não faz diferença, disse que disse, está dito. &lt;br /&gt;As respostas fizeram-se ouvir, todavia sem incumbências. E o  Águas-claras de sobras que ainda segue não é mais que sobras às nossas sobras somadas, nem mesmo tão claras e ainda menos águas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-2390220384695855840?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/2390220384695855840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=2390220384695855840&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/2390220384695855840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/2390220384695855840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/10/4-tapar.html' title='4. Tapar.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-149370963543838484</id><published>2006-10-18T06:16:00.000-07:00</published><updated>2006-10-18T06:19:09.785-07:00</updated><title type='text'>3. Para</title><content type='html'>Luis indo para a fabrica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um galo canta acerca. Um rádio memorioso sona:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...pipoca aqui, pipoca ali...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu saudades de um maio. As ondas reais, vazam de janelas, vindas de uma potente tecnologia a endoidar moléculas do ar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... a te querer e te querer...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verão vai pelo meio pré-aquecendo carnavais, inda que não soem marchinhas. Faz um sol de rachar mamonas. Sói chover amazonicamente à tardinha. Nosso herói caminha indolentemente com um estoque de bamb. Bambu ótimo para vara de pescar. Vai apagando pegadas na estrada do ir e vir. É sabedor que esquecer é lembrar por completo, minúcia a minúcia. Então esquece, vivas imagens das oficinas de berloques, papeis reciclados, bijuterias, pinturas, marcenarias, carpintarias, artesanias e vitrais do hospital, Sanatório Dr. Candido Ferreira.&lt;br /&gt;Plenilúnio. Os gatos e gatas estão exaustos nos beirais. Os cães estão à sombra de outros e ainda mesmos beirais, lambem-se os próprios genitais, coçam-se o pescoço com as patas traseiras e lambem-se-lhas. Luis olha para o céu procurando a lua que virá de Joaquim Egidio. Muito cedo ainda para esse ser noturno, pensa. “Por que a lua tem aquele talco?” Pergunta-se Luis “Que intempéries dissolveram a rocha lunar?” Sua ignorância não responde! “Que erosões, minuanos, que não-águas?” Sem obter resposta, revolta-se - Uma pegada no chão que não vinha nem ia a lugar algum deixou a humanidade à mercê de um passo. E ela a lua? Faz maré, luar a beira-mar, eclipses. Satisfeito Luis desbastará a cabeleira porque ele nada entende de lua e cortes de cabelo. Fará isso a meio caminho da ponte do Atibaia e Sousas, na barbearia de seu Navalha. Chamo-o destarte dada barbeiragem do corte. Além disso? Luis ouve Navalha pensando em Laura...&lt;br /&gt;Luar há no laurel&lt;br /&gt;dum luar a lual&lt;br /&gt;há Laura a laurear&lt;br /&gt;luais e luas no olhar&lt;br /&gt;loas a uma Plenilaura...&lt;br /&gt;Seu Navalha usa o polegar para esticar a pele da costeleta junto a orelha, fazendo o pé-do-corte com o cabo da navalha secular trançada entre dedos e a pinça polegar-indicador a manejar a lâmina.&lt;br /&gt;- Reeék. Diz a lâmina, no que fica cheia de creme e pontas negras e grises de barba e Navalha a limpa na palma chonchuda da mão em concha.&lt;br /&gt;Reeeék. Repete a lâmina. Enquanto Luis inclina ainda mais a cabeça, mirando a espuma grudada a palma da mão de Navalha.&lt;br /&gt;Alguém sempre vende uma cachacinha, né! Diz o seu Navalha. Infiro que falou dos usuários a flanar pelo distrito.&lt;br /&gt;- Você depende ... de ...que ... de você. Arrolha Luis, mudando de assunto, já que ata idéias próprias e já concebidas a respeito.&lt;br /&gt;- Nós, quem? Pergunta Navalha, começando a pensar coisas.&lt;br /&gt;- O espelho que nos duplica. Fala Luis olhando para o espelho ele naquele guarda-pelos metido, com as mãos por baixo dele... braços atados, Luis tenta coçar a orelha inclinando a cabeça e levantando o ombro.&lt;br /&gt;-Ahn! Desengasga-se Navalha.&lt;br /&gt;Navalha prossegue o ritual: Álcool, talco, velva e umas escovadelas no pescoço depois desdobra a gola da camisa dá a escova a Luis que dá umas escovadelas desleixadas nas pernas das calças e pronto. Sai a par de coisas e pessoas e algum veneno destilado. Na barbearia onde esteve em mãos de Seu Navalha por vinte minutos, e com o tal noticioso obtido terá o básico para sua estadia na pequena Sousas. E lá vai Luis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-149370963543838484?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/149370963543838484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=149370963543838484&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/149370963543838484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/149370963543838484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/10/3-para.html' title='3. Para'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-1497567898940153524</id><published>2006-10-17T15:59:00.000-07:00</published><updated>2006-10-17T16:02:35.003-07:00</updated><title type='text'>2.O pó.</title><content type='html'>O livro já começou... Não perca tempo, já que dinheiro foi gasto. Assim... pense um dia radiante!&lt;br /&gt;- Pensou?&lt;br /&gt;-Claro! Entendo, mas ele é como?&lt;br /&gt;-Caloroso?!&lt;br /&gt;-Isso mesmo!&lt;br /&gt;- Brasileiro? Feliz?&lt;br /&gt;-Ah! Que bom.&lt;br /&gt;-Isso mesmo!&lt;br /&gt;-Sim! Único!&lt;br /&gt;-Como?&lt;br /&gt;-Isso! Um que deixe muitos sem ter afazeres e outros redime de todo utilitarismo dos dias-de-branco, implícitos juízos sem juízo. Tenha bem entendido, posta a fundamental importância do tema, pois que senão pare.&lt;br /&gt;Um dia nada leniente, se existe nele, deve inexistir fora dele! Sim?&lt;br /&gt;- Sabático? Você me pergunta.&lt;br /&gt;-Isso mesmo! Um sábado incomum, ainda mais se tal sábado for esse: um dos fevereireiros sábados quando o carnaval chega em março, e o espírito carne, suor e cerveja já ande instaurado e o meio desse dia vai por um fio. Luis com a cabeça sob a bica d’água tem o nariz socado no pequeno ralo da cuba do lavabo, um tanto amareliça do cálcio gotejante de todas as velhas torneiras. Se algum ocre? Deve ser do Fe+++ dos canos. Luis faz seu asseio despertador. Sacando a cabeça molhada dali. Escorre os cabelos com as mãos, faz com elas as mãos tiara-rodo usando os polegares rentes às orelhas e os indicadores junto à testa. Empurra a água até a nuca. Mira o espelho logo acima da cuba e assim permanece. Luis quando era coroinha fixava o olhar nos ladrilhos hidráulicos da velha igreja do nosso senhor do Bomfim. Luis pousava o olhar aos losangos mais escuros por um lapso de tempo e aqueles a se fixarem na memória. Quando Luis movia um tiquinho o olhar, obtinha uma nova imagem do losango e a nova imagem junto com a fixada na memória, criava uma dupla realidade do piso da velha igreja, ao gerar a sensação de um certo relevo. Não era intenção dos losangos ou de Luis, só bem mais tarde é que se preocupou com tais fenômenos, descobrindo que o ver se dá por quantas de luz e para tanto se usa a memória e se essa imagem gravada na memória ficar exposta mais tempo que a quanta da visão, ocorre de ver-se o que já não é, junto com o que é, como rodas girando ao contrário em filmes. Luis diante do espelho tinha sua imagem confundida com aquela impressa na memória, esmaecida, um fumes com lapsos de esquecimentos, no total; inverídica essa dupla realidade. Impossível. Pensou em cortar os cabelos, numa tentativa de ajustar o foco. Abanou a cabeça apagando imagens. Respingou gotas d’água pelo cubículo e espelho. As gotículas escorriam, somavam-se a outras como lágrimas daquela juventude envelhecida. Assim nem lavado nem sujo, mal ajambrado, sai a caminhar a estrada que liga a oficina à fábrica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-1497567898940153524?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/1497567898940153524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=1497567898940153524&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/1497567898940153524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/1497567898940153524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/10/o-p.html' title='2.O pó.'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-830074066235223725.post-1579066957077513072</id><published>2006-10-17T15:25:00.000-07:00</published><updated>2006-10-17T16:03:18.731-07:00</updated><title type='text'>1. Popatapataio,</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me digo Luis Antonio Benarmê. O epitáfio daquele que pergunta: quem sou eu? É: “O porfazer é a dentuça engrenagem do tempo e tomar decisões levará a um dia tecer juízos, e ninguém merece mesmo mais que esse meu lote inglês”.&lt;br /&gt;É-me desconcertante minha idiotice diante da vida. Vivo em meio a um conjunto infinito de equações, com seu duplo de incógnitas e cada equação é dependente d’outra e essa dependência sempiterna sujeita a outra e assim sucessivamente. E quanto mais às estudo menos sei o quê da equação. Talvez não seja um quê. Um velho espanhol um dia fez-me a seguinte questão: tenho 100 reais. Quero comprar 100 cabeças de gado que sejam novilhos a 50 centavos, vacas a 5 reais e bois a 10 reais. Naquele momento sabia o quê e sabia resolver equações do primeiro grau. “É fácil abuelo” disse-lhe. Não resolvi. Sai-me qual um Laplace idiota. E até hoje não consigo demonstrar a resposta. Quando estou perto, a tartaruga anda uma fração de espaço, um por dez a sexta. Suspeito que não saiba sequer a resposta que o galego me mostrou, sem ma explicar. Tento amiúde muitos caminhos.&lt;br /&gt;Contarei, a historia de um viajante, tão idiota quanto eu, entre o fim de uma manhã e começo de uma noite de verão, ele encharcado de álcool e lama. Um que num relance foi canibal. Comeu a eminência hipotênar de uma fábia catalã. Julgado criminoso, cumpriu grande parte da pena. Ou toda. Do cárcere, que não reconstituiu a eminência hipotênar, tampouco apagou da sua mente aquele episódio. Foi sacado, como louco,( um advogado julgou sábio este fazer) para ser internado num manicômio. Não sei se ele (o manicômio) se abriu. Se dele ele saiu. Se nele (manicômio) o mundo entrou. Por fim escrevo essa tolice, assim começada por esse breve anacronismo, verdadeiro e que se verifique. Se algo houver em discussão e se tanto permear, será sim a liberdade, não o livre arbítrio.&lt;br /&gt;Luis da Silva Neto viveu, bebeu, comeu, tudo e tal, livre.&lt;br /&gt;Zénão depois de ler os fragmentos do manuscrito, que me servem de norte, disse haver neles menos que uma historia, sim o tal anacronismo, senão nem mesmo um viver. Resolvi então contá-lo. Que sê menos que um livro. Tal será, como antes dito, composto a partir de fragmentos de uns manuscritos recolhidos. Uma parte significativa no dia 18 de fevereiro do ano 2002, no Deck bar em Sousas. Outra parte num bar dito &lt;&lt;el&gt;&gt;, de uma pequena cidade do norte de uma província de Espanha. O dono do bar, Manell Florenci i Pirò, disse ter guardado tais manuscritos como forma de pagamento, que teria então sido efetuado por um comensal despojado de valores monetários naquele antanho e sacado que foi do bar por uma dupla de policiais. O valor; equivalente ao consumo rezado por Manell como o efetuado por seu fazedor, seja; é de dez cervejas Voll Dann, duas tapas de tigres raivosos e uma de sementes de girassol.&lt;br /&gt;Manell assegurou da existência deste exemplar como única. Porém nada impede que certos costumes que transformam singularidade em pluralidade tenham de fato ocorrido e o dono do bar já não mais venda cervejas e tigres com mais ou menos pimenta, e sim sementes de livros que é no que transformo aquele original manuscrito.&lt;br /&gt;Nada impedirá que você, ao se deparar com este não venha proceder de igual forma. Se assim o fizer, estaremos a escrever o livro infinito.&lt;br /&gt;Não pague, portanto caro por ele, talvez não valha mesmo mais que uma conta pendurada num boteco como El Racó Medieval, de qualquer cidade pequena ou grande, hospitaleira ou insólita como Guimerá.&lt;br /&gt;O transporte da cena para Sousas não é laborioso dado a similitudes várias dessas prosaicas cidades. Você se aperceberá das duplicidades implícitas excetuando urgências geográficas, se bem que um vulcão sempre poderá ser isômero de uma cratera. Não se olhe, portanto, no espelho com tanta gravidade, ele duplica e o que duplica torna-se promiscuo e mentiroso, tal é a conseqüência de um em outro e que isso por fim também se verifique. Você poderia inferir facilmente então que a historia tal, é uma irremediável invenção e que você ao executar o que vos insinuo, tornaria então a coisa promiscua, mas a defesa se faz co’a ausência do manuscrito, destruído antes da duplicação, assim evitando a promiscuidade e evidentemente isso não se verifica. Mas se você pensa transformar esse no seu manuscrito, deve primeiro destruí-lo. Antes talvez melhor lê-lo, que é o mesmo que destruir. Põe-se com urgência, que ler é aumentar a própria ignorância.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/830074066235223725-1579066957077513072?l=luisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luisses.blogspot.com/feeds/1579066957077513072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=830074066235223725&amp;postID=1579066957077513072&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/1579066957077513072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/830074066235223725/posts/default/1579066957077513072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luisses.blogspot.com/2006/10/popatapataio.html' title='1. Popatapataio,'/><author><name>joaquim egidio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04281251592571683318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
